Sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011 - 16h08
Mudar o modelo de produção existente hoje em Porto Velho para um sistema que busque a sustentabilidade econômica sem agredir o meio ambiente. Esse é o principal desafio da prefeitura do município para as próximas décadas. Esse novo viés foi o tom da reunião entre os secretários José Gadelha (Meio Ambiente), Sérgio Pacífico (Planejamento e Gestão) e José Wildes (Agricultura e Abastecimento) com o representante do Ministério do Meio Ambiente (MMA), Luiz Rodrigues de Oliveira.
O encontro ocorrido nesta sexta-feira, 24, na Sempla (secretaria municipal de Planejamento e Gestão), serviu para a retomada da agenda do Programa Arco Verde, do Governo Federal, na capital de Rondônia.“A preocupação do governo é frear o desmatamento, principalmente na Amazônia. E Porto Velho aparece entre os 43 municípios que mais desmatam, por isso a necessidade de retomada do programa. Agora não basta só coibir o desmatamento. É preciso dar oportunidade para que a população que vive na floresta tenha condições de se desenvolver também. Daí a importância de serem desenvolvidas atividades econômicas que não contribua para o desmatamento”, disse o técnico do MMA.
Políticas de incentivo
Para mudar esse perfil, o Governo Federal pretende executar um conjunto de ações dentro de uma linha mais sustentável de desenvolvimento, com políticas de incentivo ao fomento de atividades econômicas com pouco impacto ambiental. “Esse modelo que o Governo Federal trabalha agora, vem de encontro ao que já defende e propõe o prefeito Roberto Sobrinho, há anos. E dentro dessa nova visão de desenvolvimento econômico ecologicamente correto, a prefeitura tem dois grandes projetos que trabalham, a inclusão social e a economia solidária”, disse o secretário José Gadelha, da Sema.
Um deles é o fortalecimento da piscicultura com a criação de peixes em cativeiro, em grande escala, utilizando não só os rios, lagos e igarapés que banham a capital, mas também os lagos das usinas de Jirau e Santo Antônio, no rio Madeira. “O prefeito costuma afirmar que criar peixes é mais lucrativo que criar gado. E ele está correto. Em dois hectares de água você consegue uma produtividade maior e fatura muito mais do que investir em trinta hectares de pastos”, adiantou o secretário Gadelha.
Outro grande projeto nesse sentido, apontado pelo secretário José Wildes, da Semagric, é o que visa estimular a produção de leite na capital. A prefeitura tem instalada no Projeto de Assentamento Joana D’Arc, uma unidade de demonstração e a intenção é instalar mais duas ainda este ano. “Produzir leite é uma atividade rentável. E trabalhar com gado leiteiro, ao contrário do gado de corte, não provoca tanto impacto na floresta”, frisou.
O ministério do Meio Ambiente também está capacitando grupos de servidores municipais para que a prefeitura possa estruturar melhor sua política ambiental. Os cursos serão desenvolvidos em seis etapas que serão concluídas no final de abril.
Fonte: Joel Elias
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