Terça-feira, 10 de março de 2026 | Porto Velho (RO)

×
Gente de Opinião

Crônica

Reflexões Cirúrgicas


Reflexões Cirúrgicas - Gente de Opinião

Estarrecidos, observamos esse insólito ser que procura incessantemente uma célula para lhe parasitar, mantendo assim sua virulenta sanha de viver, matando corpo alheio que lhe concedeu morada.

Esqueçamos a fase ruim de agora, necessário expurgarmos a depressão e exortarmos a esperança no porvir. 

Aprender cirurgia dói, estressa, cansa, mas vale a pena.  

A responsabilidade não tem preço, a irresponsabilidade, sim, e pode ser muito alto. Quem pagará serão seus pacientes e próprio cirurgião. 

O dia em que o cirurgião se acostumar com os resultados adversos ou complicações terá perdido sua humanidade. Esse tipo de gente jamais deveria ser cirurgião. 

O cirurgião morre enquanto profissional quando cessa sua sede por novos conhecimentos. 

Competência, dedicação e envolvimento são a receita para o sucesso cirúrgico. 

        A cirurgia exige, por vezes, esforço hercúleo, até sobre-humano. 

Cara a cara com Deus, agradeceria a Ele o maior presente que deu à minha existência: ser cirurgião! 

 

PAULO GONDIM É FELLOW DO COLÉGIO INTERNACIONAL DE CIRURGIÕES,  MEMBRO TITULAR E ESPECIALISTA DO COLÉGIO BRASILEIRO DE CIRURGIÕES E DA SOCIEDADE BRASILEIRA DE CIRURGIA MINIMAMENTE INVASIVA E ROBÓTICA, MEMBRO DA SOCIEDADE BRASILEIRA DE CIRURGIA BARIÁTRICA E DO COLÉGIO BRASILEIRO DE CIRURGIA DIGESTIVA, CIRURGIÃO-CHEFE DO COMPLEXO HOSPITALAR CENTRAL, MEMBRO DO WEBSURGERY-IRCAD-FRANCE, PÓS-GRADUADO EM CIRURGIA MINIMAMENTE INVASIVA E ROBÓTICA PELO IRCAD/UNICETREX-UNIVERSIDADE JK E MEMBRO DA FEDERAÇÃO LATINO-AMERICANA DE CIRURGIA(FELAC).

Gente de OpiniãoTerça-feira, 10 de março de 2026 | Porto Velho (RO)

VOCÊ PODE GOSTAR

Onde moram as borboletas brancas?

Onde moram as borboletas brancas?

Há casas que nos esperam em silêncio. Não como construções de tijolo, mas como espaços de reencontro. Mudei-me para uma residência que já era minha

Nova corte na aldeia

Nova corte na aldeia

Quando era rapazote ia com meus pais, veranear a pequena povoação do Vale da Vilariça.Depois da janta, familiares e amigos, abancavam-se na escaleir

A morte começa, quando nascemos

A morte começa, quando nascemos

        Tudo passa açodado: passam as horas, passam os dias, passam os anos, e sem percebemos, chega a caduquice, a decadência, a velhice…; e tudo p

Mudam-se os tempos; mudam-se os conceitos

Mudam-se os tempos; mudam-se os conceitos

No mês de dezembro, mês húmido e sombrio, aproveitei os raros dias de céu lavado e, de amena temperatura, para almoçar num centro comercial.Após suc

Gente de Opinião Terça-feira, 10 de março de 2026 | Porto Velho (RO)