Quarta-feira, 18 de fevereiro de 2026 - 08h29

Tudo passa
açodado: passam as horas, passam os dias, passam os anos, e sem percebemos,
chega a caduquice, a decadência, a velhice…; e tudo passa num ápice!...
Então, atónitos, interrogamo-nos:
como foi possível!?
Paulatinamente, passaram os dias
alegres da juventude e, de súbito - o que nos parecia não ter fim, acaba… - e já
somos homens e mulheres feitos... As graciosas linhas do rosto juvenil, evolam-se;
branqueiam–se de neve, os grisalhos cabelos; e de repente, os indesejados
sulcos da face, surgem… e, com eles, maleitas e achaques, próprias do lúgubre
crepúsculo... Assim como esmorecerá, a memória, e os cansados olhos, se embaciaram
para sempre ...
Escreveu Frei Heitor Pinto, na
“Imagem da Vida Cristão”, citando prática de S, Gregório, que: “A morte
começa logo que nascemos.”
Asseverando, convicto, que: a vida nunca
para, mas rola, assim como o tempo - que nunca está, mas constantemente passa; e
termina afirmando: que é erro, saudar amigo, dizendo: “Como está”. Porque
ninguém “Está”, mas “Passa”.
As águas do rio, não estão – mas
correm, passam; como passam, também, os ponteiros do relógio, que sem cessar, medem,
minuto a minuto, o tempo.
No vigor da mocidade, alimentamos -
falsa ilusão! - que a vida, não passa, não têm fim; os que perecem, são sempre
os outros… os velhos…. os avós, os pais. Mas o tempo passa, rola, voa, e num
ápice, chega a triste velhice, com ela, os, incómodos, e arreliadores achaques...
Alguém comparou a vida, a um longo e
perlongado sonho: inicia ao adormecer, e termina ao acordar.
Ou à Caverna de Sócrates: Tirante o
sentido original da alegoria, narrada por Platão – que apresenta homens
acorrentados, a caminhar, morosamente, para a Caverna; por analogia, tomei a
ousadia em parte, de adaptá-la, para demonstrar - o que é a vida: todo o ser
humano, mais cedo ou mais tarde, acabará – mesmo não querendo, - a precipitar-se na Caverna, ainda que não conheça,
o que irá encontrar, porque é enigma para ele.
Um dia, sem o desejar, a negregada.
Átropos, sem piedade, cortará a ténue linha, que une a vida, à Eterna Vida,
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Mudam-se os tempos; mudam-se os conceitos
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