Domingo, 2 de fevereiro de 2025 - 14h00

Eu não gostaria de morrer!
Digo isto, porém quero afirmar
que não tenho medo da morte, até porque ela é consequência natural da vida.
Aliás, a única certa!
Você não pode afirmar com toda a
certeza, que algo vai acontecer com você daqui a alguns anos ou nem mesmo daqui
a um milésimo de segundo, mas sim pode prever sem erro que seu o fim será a
morte. Por isso não adianta ter medo. Sei que vai acontecer com todos,
inclusive comigo, mas nem por isso eu gosto.
Você pode até questionar: “Ah!
Mas o crescimento de uma pessoa também é consequência natural da vida!” Eu lhe
digo: Depende! Afinal, se uma criança se mantém viva até tornar-se adulta, tudo
bem. Porém se morre em qualquer fase de sua existência seu crescimento se
encerra, até mesmo antes de nascer. E também neste caso a morte é a única
certeza.
Mas por que estou tratando
disso?
Naturalmente, conforme vamos
envelhecendo mais ficamos sabendo de pessoas chegadas, às vezes muito queridas,
morrendo. Aí nos questionamos: E nós? A cada ano que passa precisamos de mais e
mais exames clínicos, mais e mais consultas médicas, porém, ainda assim, mais e
mais coisas estranhas se apresentam em nosso corpo. Olhamos a pele de nosso
braço e vemos células mortas, necrosadas. Nosso corpo reclama de coisas sempre
que fazemos algo a mais, coisas essas que antes eram naturais, rotineiras.
Corremos aos especialistas médicos para ver se, com uso de remédios e
tratamentos tais, disfarçamos ou postergamos as dores, fraquezas e
indisposições. Aí mudamos tudo: Exercícios, boa alimentação, largamos o fumo,
as bebidas, os doces, os churrascos para, assim, ficarmos com a sensação de que
podemos viver mais alguns anos. Será que vale a pena? Espero que sim, pois ao
menos todos estes sacrifícios justificariam o fato de deixar de lado um monte
de coisas que gostaríamos de continuar a fazer ou saborear.
Acontece que (ainda bem) ninguém
consegue prever a própria morte. Assim, não podemos confirmar com certeza que
nossas ações de hoje efetivamente terão consequências negativas ou positivas na
nossa vida futura, pois, para isso, precisávamos ter a certeza de que teríamos
uma vida no futuro.
Assim, reafirmo que não gostaria
de morrer, ainda que não tenha medo da morte. Fico com o que cantou Raul
Seixas na melodia Canto Para Minha Morte: “Vem,
mas demore a chegar. Eu te detesto e amo. Morte, morte, morte
que talvez seja o segredo desta vida”.
Então que venha!
Mas aviso logo que não tenho pressa...
Domingo, 15 de março de 2026 | Porto Velho (RO)
A Nova Ordem Petrolífera: Como a queda de Maduro e o colapso do Irã redefinem a hegemonia dos EUA
Em uma reviravolta que remodela o tabuleiro geopolítico global, os Estados Unidos emergem de um primeiro trimestre de 2026 não apenas como potência

Onde moram as borboletas brancas?
Há casas que nos esperam em silêncio. Não como construções de tijolo, mas como espaços de reencontro. Mudei-me para uma residência que já era minha

Quando era rapazote ia com meus pais, veranear a pequena povoação do Vale da Vilariça.Depois da janta, familiares e amigos, abancavam-se na escaleir

A morte começa, quando nascemos
Tudo passa açodado: passam as horas, passam os dias, passam os anos, e sem percebemos, chega a caduquice, a decadência, a velhice…; e tudo p
Domingo, 15 de março de 2026 | Porto Velho (RO)