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Crônica

Foda-se a janela


Foda-se a janela - Gente de Opinião

As janelas do politicamente correto e do socialismo à la carte, vem ditando regras comportamentais, ao longo das últimas décadas, de tal maneira que vitórias democráticas, premiando governos conservadores são encaradas como o toque de um badalo de madeira no sino da civilização, sem repercussão social alguma. Ledo engano! As vistas desmentem as janelas.

 

Vale salientar que apenas seis países da União Europeia não têm membros, nos seus sistemas políticos, de partidos de direita nacionalista ou extrema-direita.  Nas américas as vitrines socialistas de Cuba, Nicarágua, Venezuela, Argentina, Bolívia e até o recente Chile não encorajam o voto em candidatos da mesma estirpe esquerdista. No resto do mundo, só as janelas dos nórdicos europeus, com suas peculiares democracias nos apresentam vistas sociais dignas de serem copiadas, no entanto, entre eles e nós, existe um abismo de diferenças administrativas, dificilmente contornável, sem uma revolução na Educação, na Saúde e na Segurança. Os pilares que sustentam a nossa democracia foram construídos a base de corrupção, reforçados pelo apoio dos Tribunais. Não são socialmente sólidos, nem confiáveis. Pratica-se aqui a justiça das conveniências.

 

Poetas como Lulu Santos são sempre bem vindos, “nada do que foi será de novo do jeito que já foi um dia, tudo passa, tudo sempre passará”, a vida vem, sim, em ondas, mas, no social, velhas ondas precisam se renovar: um mesmo assunto, uma mesma cor, uma antiga moda, uma mesma imagem necessitam receber uma nova visão, uma nova roupagem, como se velhos pontos de vista estivessem retornando em ondas atualizadoras. Contudo a eleição para presidente se aproxima e a gente percebe que nada mudou. É a mesma velharada política que não renova seus princípios.

 

O pensamento conservador sempre existiu e sempre existirá, mas de vez em quando ele se impõe com mais força, principalmente para retomar as rédeas, ditar novos rumos, aparar as arestas da dita vanguarda, eliminando influências deletérias à sociedade como um todo. Infelizmente, no Brasil, a direita, abastecida de ignorância, vem repetindo erros do passado, negociando votos por esmolas e reunindo, em torno de si, partidos reconhecidamente corruptos. O que se contesta na esquerda, agora aparece também na direita.

 

A esquerda teve seu tempo de influência global, mas, feito um fruto, amadureceu, caiu e apodreceu, no chão das utopias históricas. O passado tem sim influência no presente, mas em nova dimensão, como na canção: “nada do que foi será de novo do jeito que já foi um dia”. Hoje, se não dá pra copiar, pelos menos deveríamos ensinar aos nossos jovens, que existem no mundo, modelos de Democracia Social, viáveis, basta estudar como os países do Norte da Europa são administrados.

 

Aos poucos as ondas conservadoras poderiam retornar, no mar infinito das ideias, pintando velhas janelas, com as cores da Democracia Social, replantando novos conceitos na opinião pública, substituindo óticas insustentáveis, como a igualdade em todos os naipes. Atualmente, a diferença faz a diferença: as escolhas e o esforço pessoal, acrescidos de pitadas de genética e sorte, determinam o futuro de cada um.

 

Vistas esclarecedoras, embasadas na história, ainda que sob os protestos de uma minoria radical, atrelada aos velhos e utópicos princípios socialistas, não aceitam mais a implantação da janela da ditadura e do poder absoluto do estado. Nesta janela não há vistas possíveis!

 

Doravante, a esquerda e a direita vão se perder em novas ondas culturais e se quebrarão na praia, observando as vistas produzidas no ainda distante horizonte da janela da inteligência artificial, desprovida de senso de moralidade, o que a deixa muitíssimo à frente.

Haverá um tempo em que o humano dirá: fodam-se as janelas da esquerda e da direita, a vista da materialidade humana racional, produzida pela janela da inteligência artificial, arrastará o mundo unificado, sem diferenças, a um novo e significativo patamar. Nada do que foi será... Pena que ainda está longe, muito longe.

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