Quarta-feira, 14 de setembro de 2016 - 16h21
Silvio Persivo
O livro “A Cidade Que Não Existe Mais” da Editora Temática, de Júlio Olivar, é, sem dúvida, um livro muito fácil e agradável de ler. Que não se pense, porém, que o fato de ser simples, e leve, indique falta de conteúdo e de complexidade. Efetivamente, é um livro rico de informações e de indagações na medida em que, embora alegue ser a visão de história de um jornalista, não deixa de ser um grande livro de história. Existem vários fatores que comprovam isto. Em primeiro lugar o próprio tema. Santo Antônio do Rio Madeira, de fato, não morreu e sim ampliou-se em Porto Velho e, ao escavar o passado, Olivar mostra que, de certa forma, este continua a repetir-se. Somos, como no passado, ainda o fim do mundo, os sertões, o lugar da desarrumação, da violência e do aventureirismo, mas, nem por isto também isento de poesia e de beleza.
Em segundo lugar, o livro recupera, moderniza digamos assim, informações preciosas sobre a história de Porto Velho e, por extensão, do Mato Grosso e do Amazonas. Desfilam vultos cuja grandeza é inconteste, no entanto, despidos do manto mítico que o tempo costuma dar, como foram os casos de Costa Marques, Joaquim Augusto Tanajura, Aluízio Ferreira, Mário de Andrade, Major Amarante, Aureo Melo só para citar alguns. Em terceiro lugar, para não alongar mais a lista de motivos, examinando os fatos sem a determinação de ser juiz, Olivar abre espaço para novas abordagens, ao deixar em aberto episódios e versões sobre um passado já não tão recente, mas, sem tantos intelectuais, historiadores e escritores que tenham se debruçado na busca de iluminar a história e não apenas de repetir as lendas.
Para quem, como nós, portovelhenses, nativos ou adotados, que estamos permeados pelos eflúvios da história de Santo Antônio, somente as fotos existentes reunidas já dariam um valor inestimável ao livro, todavia, a visão que nos oferece do passado é um excelente retrato para nos lembrar que temos sim uma história, uma grande história. O que precisamos, e muito, são de pessoas que, como Julio Olivar, se disponham a fazer, como fez, um verdadeiro trabalho de pesquisa para, ao recuperar o passado, buscar tornar o futuro diferente, de vez que a memória é a base cultural da grandeza de qualquer povo. E nós precisamos, mais do que nunca, cuidar da nossa memória. Precisamos de muito mais Júlios escrevendo sobre Rondônia.
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