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Montezuma Cruz

Ministro pede cultura da paz e respeito à escola


Ministro pede cultura da paz e respeito à escola - Gente de Opinião
Janine Ribeiro diz que a base curricular deve fundamentar o Ensino Médio /Foto Bruno Corsino

 

 

Montezuma Cruz
Em Porto Velho

 

O ministro da educação Renato Janine Ribeiro pediu em Porto Velho maior participação da sociedade nas políticas desse setor, voltadas para o combate ao vandalismo e à violência. “Os gestores no MEC e nos estados estão trabalhando muito, contudo há mais atores que devem se engajar”, apelou durante reunião do Conselho Nacional dos Secretários Estaduais de Educação, na semana passada.
 

Renato Janine falou do roubo de computadores numa escola de São Paulo, por exemplo. “Ali podemos substituir a cultura do ódio e da violência pela cultura da paz”. Lembrou que visitou o bairro Heliópolis, naquela capital, onde há um ano uma aluna foi assassinada. Apoiada pela comunidade, a escola promove agora caminhadas pela paz.
 

O ministro mencionou o respeito ao pedestre como meta do programa governamental e também a licença que atualmente é pedida por fumantes, em respeito aos não fumantes. Disse que o fomento à leitura continua sendo essencial e pediu apoio de todos à cultura em geral, exemplificando com as aparições de professores em novelas de maneira pouco motivadoras.
 

“Quanto são os pais que reconhecem que os filhos saberão mais do que eles? Esse comprometimento ainda faz falta na sociedade brasileira, e isso é parte do plano”, questionou.
 

Neste mês, o ministro instalou bases curriculares com professores da rede pública, envolvendo diretamente professores e representantes de diferentes áreas do ensino. A base curricular, segundo Renato Janine, deve fundamentar o Ensino Médio dentro da filosofia “do rabo que abana o cachorro”. Disse que aprendeu isso quando dirigiu a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal (Capes), na qual propôs e aceitou mudança de regras. “Assim, todas as sugestões são bem-vindas”.
 

“É errado impor sexualidade, mas cabe à escola oferecer orientações e perspectivas filosóficas e de valores. É uma pena que não tenha sido assim antes do debate do plano”, lamentou o ministro.
 

Segundo Renato Janine, é no ensino fundamental [de zero a 17 anos] que o aluno tem a oportunidade de conhecer melhor a sexualidade. “Temos que acolher as diferenças na etnia, na religião e na educação sexual”, apelou.   “A formação de família pressupõe compromisso de corpo e alma”, disse.
 

Para o ministro, além dos planos nacional, estaduais e municipais, “a prática faz o Brasil padecer mais por falta de discussões, e os pais devem conhecer os métodos em disputa”.
 

“A todos devem ser dadas todas as oportunidades”, observou em relação a creches. “Nutrição e cuidados de saúde são imprescindíveis, mas já existe ganho administrativo com os investimentos feitos desde o programa pré-natal, ao Bolsa Família e Brasil Sem Miséria e outros”. “Descobrir o universo lúdico por meio da educação e ver o outro como oportunidade é fantástico”, assinalou.
 

Tempo integral
 

A secretária da educação de Rondônia, Fátima Gavioli, apelou, “em nome da região norte”, em melhorias para a educação integral nas escolas. Reforçou que, apesar da responsabilidade pelo ensino médio, professores reclamam a oportunidade de formação continuada.
 

O ministro respondeu-lhe que a solução demanda recursos financeiros e reconheceu que o país tem que fazer escolhas e melhorar a arrecadação sem punir o contribuinte. Comprometeu-se a rever todos os planos existentes, mesmo os que estiverem em dificuldades, para reescaloná-los.
 

Segundo ele, o momento do Produto Interno Bruto (PIB) implicaria a criação de mais impostos, porém, isso pesa à sociedade. “Daí, o espírito de colaboração para o êxito das (19) metas do Plano Municipal de Educação (PME)”.
 

O secretário da Educação do Rio Grande do Sul Carlos Eduardo Vieira da Cunha disse que um milhão de alunos na rede escolar exige “enorme investimento” para melhorar o ensino em tempo integral. E apelou: “Não se faz obras por decreto. Estamos em situação de penúria, por isso dependemos do apoio federal. Em tempos de dificuldade, há que haver prioridade, sob pena de ofuscarmos a meta seis de padrão de qualidade”.

* O conteúdo opinativo acima é de inteira responsabilidade do colaborador e titular desta coluna. O Portal Gente de Opinião não tem responsabilidade legal pela "OPINIÃO", que é exclusiva do autor.

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