Sábado, 3 de dezembro de 2016 - 19h35

MONTEZUMA CRUZ
No primeiro mandato do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o então senador Amir Lando (PMDB-RO) acompanhou-o numa viagem a Cuba, em setembro de 2003. O presidente Fidel Castro, falecido no final de novembro, assinava protocolos de cooperação nas áreas financeira, agrícola e de saúde e turismo.
Lando, que um ano depois seria ministro da Previdência Social, retornava impressionado a Brasília. Constatava “in loco” duas situações sempre lembradas: milhões de crianças dormem nas ruas, nenhuma é cubana; e saúde do povo também se trata com soluções locais.
A vinda de médicos cubanos para o Brasil coincidia com momentos de dificuldades e de sucateamento até mesmo de hospitais universitários brasileiros.
Em 2008, médicos oftalmologistas da Misión Milagro devolviam gratuitamente a visão a 2,5 mil pessoas que se submetiam a cirurgias anuais de catarata e carne crescida em hospitais fronteiriços de Cobija (Pando) e Guayaramerín (Beni), na Bolívia.
No governo Dilma Rousseff, o acordo para reformar o porto de Mariel, a maior obra em Cuba desde a Revolução de 1959, contou com empréstimo de US$ 802 milhões (R$ 3,1 bilhões) do Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social.
Cuba ainda estava sob embargo econômico dos Estados Unidos, embora o porto represente a abertura de negócios entre as Américas do Sul e do Norte. No entanto, na metade de cada dez conversas, o fantasma do comunismo era invocado constantemente pelas pessoas, numa intolerância incomum.
Elas até preferiam ignorar o fato de o médico cubano trabalhar exatamente da maneira como faziam seus colegas brasileiros, 60 anos atrás: iam atender a cavalo, no sítio, na roça. E recebiam pelo serviço prestado, obviamente.
Ignoravam também que o tratamento para a cura de vitiligo é descoberta cubana, originada no Centro de Histotherapy, em Havana. Trata-se da aplicação de um medicamento chamado melagenina. Essa solução é feita a partir de placenta humana, que tem propriedades estimulantes à produção de melanócitos.
A solidariedade é Alta. Com A maiúsculo. Quem sabe o Tempo seja novamente professor, aqui, na Amazônia, em toda América Latina.
Repórter na Secom-RO. Chegou a Rondônia em 1976. Trabalhou nos extintos jornais A Tribuna, O Guaporé, O Imparcial, O Parceleiro, e na sucursal da Empresa Brasileira de Notícias (EBN). Colaborou com o jornal Alto Madeira. Foi correspondente regional da Folha de S. Paulo, O Globo e Jornal do Brasil.
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