Porto Velho (RO) quinta-feira, 20 de janeiro de 2022
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Gente de Opinião

Hiram Reis e Silva

O Patriota Coronel Carlos Fontoura Rodrigues


 

“Portanto, ao mesmo tempo em que encaminhamos um voto de louvor, um voto de solidariedade a esse cidadão, queremos encaminhar também um voto de repúdio ao Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra, que de maneira desordenada e desrespeitosa decidiu atingir a honra de todos os cidadãos brasileiros e, especialmente, o Brasil”. (Marco Peixoto - PPB)

Faleceu o Coronel Carlos Fontoura Rodrigues, um guerreiro destemido que se tornou nacionalmente conhecido quando enfrentou, sozinho, os famigerados integrantes do mst (em minúsculas mesmo), em Santana do Livramento, quando estes se propunham a arriar a Bandeira Nacional e em seu lugar hastear a do mst. Forjado na boa tempera de outrora que não aceita provocações de apátridas baderneiros, o Coronel se interpôs entre a turba frenética e o mastro da bandeira e defendeu a Honra Nacional usando apenas seu corpo como escudo frente aos insanos manifestantes.

Vá em paz caro amigo e esteja certo de que lançaste uma semente que certamente vingará nas almas mais férteis.

Reproduzo abaixo, na íntegra, o artigo do Deputado Júlio Redecker, publicado na ‘Zero Hora’, em março de 2007, relatando o fato.

- Resistência e amor à bandeira

(Júlio Redecker - Deputado Federal - PPB/RS - Zero Hora)

"Na primeira noite eles se aproximaram e roubaram uma flor de nosso jardim e não dissemos nada; na segunda noite já não se esconderam, pisaram e mataram o nosso cão e não dissemos nada. Até que um dia o mais frágil deles entrou sozinho em nossa casa, roubou-nos a luz e, conhecendo o nosso medo, arrancou-nos a voz da garganta. E já não podemos dizer mais nada." (Vladimir Maiakovsky - Fragmentos).

“- Aqui não, aqui não! Este é o símbolo nacional de nosso país. Ninguém toca.

Com essa simples frase, mas carregada de simbolismo, diante da tentativa dos cerca de 2,5 mil integrantes do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST) de arriar a Bandeira Nacional e hastear em seu lugar a bandeira do MST, o senhor Carlos Fontoura protagonizou em Santana do Livramento uma das mais belas e impressionantes declarações de amor à pátria.

Agarrado ao mastro em frente à sede da agência do Banco do Brasil, do alto de seus 73 anos, ‘seu’ Fontoura disse com seu gesto aquilo que todos gostaríamos de dizer àqueles que confundem manifestação com baderna, pátria com governo: estamos cansados dessa estratégia de criar factóides às custas de inocentes e valores que nos são caros. Dessa vez, não esperamos que nos arrancassem a voz, e isso, a cada dia, tem sido uma constante na sociedade brasileira.

Em diferentes pontos do Brasil, nosso povo tem dado mostras dessa indisposição, quer seja por meio de artigos em jornais, quer seja por manifestações voluntárias e apartidárias, como foi essa última na Fronteira.

Se a Brigada Militar, por ordem daqueles que comandam a segurança pública no Rio Grande do Sul, está impedida de atuar e coibir os excessos, cabe à sociedade reagir. E ela o tem feito à sua maneira, de forma pacífica, sem arroubos, porém, sem abrir mãos de seus valores.

Para aqueles que bloquear agências bancárias e estradas, impedir o acesso de servidores públicos a prédios federais, saquear supermercados e invadir terras parece não ser mais suficiente, nossa gente tem dado demonstração de que até mesmo a baderna tem limites.

O Brasil, sim, tem feito gigantescos esforços para saldar sua dívida social, e nesta fatura esta incluído o campo. É incontestável o trabalho exaustivo pela melhor distribuição da terra. Somente, de 1994 para cá, fez-se mais do que em todos os anos da República, com o assentamento de 500 mil famílias. Ver essa realidade incontestável, no entanto, não é de interesse de alguns setores, que insistem em responder com agressividade a qualquer tentativa de paz no campo. Mas esses os brasileiros já identificaram quem são. E não têm mais aceitado de boca calada. Até porque não iremos esperar que arranquem nossas vozes”.


Hiram Reis e Silva,
Coronel de Engenharia Hiram Reis e Silva

Professor do Colégio Militar de Porto Alegre (CMPA)
Acadêmico da Academia de História Militar Terrestre do Brasil (AHIMTB)
Presidente da Sociedade de Amigos da Amazônia Brasileira (SAMBRAS

* O conteúdo opinativo acima é de inteira responsabilidade do colaborador e titular desta coluna. O Portal Gente de Opinião não tem responsabilidade legal pela "OPINIÃO", que é exclusiva do autor.

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