Quarta-feira, 25 de fevereiro de 2026 - 07h57

Bagé, RS, 25.02.2026
Vamos continuar reproduzindo as
reportagens da Revista Manchete:
Manchete n° 906, Rio de Janeiro, RJ
Sábado, 30.08.1969
A Solução é Exportar
(Reportagem de Murilo Melo
Filho)
Brasil,
um Tradicional Fornecedor de Matérias-Primas — A Perda dos Mercados — Foi a II
Grande Guerra que nos Obrigou a Entrar na Luta da Exportação — Só Exportaremos
se Importarmos — A Queda de Cotação dos Nossos Preços — A Histórica
Participação do Café na Receita Cambial — Onde Entram as Manufaturas — Quais
São os Nossos Maiores Compradores — A Batalha do Solúvel — Mais Comércio e
Menos Ajuda?
Somos
fornecedores de matérias-primas desde que nos descobriram. A partir de então,
outra coisa não temos feito senão fornecê-las aos grandes centros consumidores.
Primeiro foi o pau-brasil, que deu o nome à terra e que Portugal esperava
transformar numa grande riqueza. Depois foram os minérios, cobiçados pelos
corsários franceses, holandeses, espanhóis e ingleses que ficaram arranhando
pelo litoral. Hoje, os “corsários” são
outros. Mas os produtos continuam os mesmos: açúcar, couros, bananas,
borracha, cacau, milho, arroz, algodão e café. Sobretudo café.
E assim foi
durante quatro séculos. Somente agora estamos partindo para um esforço de
diversificação como País exportador: deveremos exportar US$ 2 bilhões este ano,
dos quais US$ 200 milhões (a décima parte) já serão constituídos de produtos
industrializados. “Mais comércio e menos
ajuda”, foi o refrão que o Sr. Nelson Rockefeller escutou ao longo de todo
o seu penoso giro por toda a América Latina. A verdade, porém, é que estamos
exportando cada vez maior quantidade de sacas e recebendo cada vez menos dólares.
Indefesos e espoliados por nossa própria culpa, só temos experimentado
frustrações. Não sabemos ver que a generosidade dos outros é a forma mais
inteligente do seu egoísmo. Temos sido como aqueles mendigos de Humboldt:
sentados num monte de ouro. Um pouco tardiamente, estamos descobrindo que
exportar (bem) é a solução. Como se verá.
Ainda no
século 19, em troca dos produtos primários que exportávamos, recebíamos da
Europa apenas móveis, azulejos, sapatos e roupas. Somente depois da II Guerra
Mundial foi que se iniciou o embrionário processo de nossas exportações. Os
bloqueios marítimos e os submarinos fechando os condutos normais de importação
obrigaram-nos a produzir os nossos próprios bens de serviço. “Iniciou-se, então, a lenta luta pela substituição
das importações”, que se acentuou durante os seis anos da guerra. Quando
ela terminou, levando à bancarrota toda a economia europeia, chegamos a ser o
9° País exportador e o 14° importador. Tínhamos uma dimensão comercial superior
à da Suíça, Suécia, Itália, Índia, Austrália e África do Sul.
Vinte anos
depois, com a recuperação da Europa, somos o 23° exportador e 35° importador.
Exportamos menos do que a Índia, Bélgica, Holanda, Venezuela, Dinamarca, Suíça,
Espanha e quase todos os outros Países europeus, com exceção apenas da Grécia,
Turquia e Portugal. E importamos menos do que várias nações africanas. Para se
ter uma ideia da deterioração dos preços de nossas matérias-primas, basta
atentar para a seguinte comparação: em 1953, exportamos um volume de 4 milhões
e 400 mil toneladas, faturando US$ 1 bilhão e 500 mil. Em 1968, exportamos um
volume de 23 milhões e 500 mil toneladas, seis vezes mais, faturando US$ 1
bilhão e 800 mil. Isto quer dizer que em 1953 vendíamos nossa tonelada por US$
351 e quinze anos depois vendíamos essa mesma tonelada por US$ 78. A cada dia
que passa o Brasil vende mais para receber menos. Enquanto isto, nesse mesmo
período de quinze anos, as exportações mundiais passavam de US$ 35 bilhões em
1953 para quase US$ 200 bilhões em 1968.
BALANÇO DE PAGAMENTOS
|
Ano |
Importação US$ |
Exportação US$ |
Saldo Déficit |
|
1962 |
1.304 |
1.215 |
–
089 |
|
1963 |
1.294 |
1.406 |
+
112 |
|
1964 |
1.086 |
1.430 |
+
344 |
|
1965 |
941 |
1.596 |
+
655 |
|
1966 |
1.270 |
1.730 |
+
460 |
|
1967 |
1.745 |
1.654 |
–
091 |
|
1968 |
2.132 |
1.889 |
–
243 |
|
1969 Prev. |
2.265 |
2.050 |
–
215 |
Verifica-se
por este quadro que após o déficit de 1962 tivemos quatro anos consecutivos de
saldos na balança comercial. Mas a partir de 1967 voltou a acentuar-se a
tendência para o déficit, em consequência da reativação da importação num claro
sintoma de retomada do desenvolvimento, que exige o reequipamento e a reposição
das maquinarias e instalações. Em 1968, por exemplo, fizemos um grande esforço
para aumentar nossas exportações e batemos todos os recordes até então
conhecidos: US$ 1 bilhão e 889 milhões. Mas justamente nesse ano, a pressão
importadora atingiu também o recorde de US$ 2 bilhões e 132 milhões.
O
crescimento do Produto Nacional Bruto impõe maiores compras no exterior em
relação ao ano anterior:
1. As de máquinas, veículos, pertences e
acessórios passaram de US$ 475 para NCr$ 660 milhões, num aumento de 39%.
2. As de produtos farmacêuticos
aumentaram de 40% e as de petróleo cresceram de US$ 225 para US$ 283 milhões,
num aumento de 25,6%.
3. As de matérias-primas em bruto
elevaram-se de US$ 323 para US$ 420 milhões, num incremento de 29,7%.
4. As de manufaturas passaram de US$ 61
para US$ 85 milhões, com aumento de 38%.
5. O único setor onde houve declínio foi
o de ouro e moedas, que passou de US$ 14 milhões e 300 mil para US$ 7 milhões e
400 mil, com 48,5% a menos.
O Brasil
compra apenas o que precisa? Assim como exportamos muitos produtos considerados
não essenciais – fumo, castanhas, lagostas, camarões, peixes de aquário,
chifres, flores, patas de ovelha, coco ralado e canários – muitos produtos
importados são tidos também como supérfluos. Um dos itens mais discutidos, por
exemplo, é o das frutas frescas, de que importamos US$ 22 milhões e exportamos
US$ 15 milhões, a maioria das quais negociadas na área da ALALC, o que deixa o
detalhe da “não essencialidade” em
plano secundário. A importação de automóveis também é suscetível de críticas,
embora ela não prejudique a indústria nacional e sirva ao contrário, como
estímulo para dar-lhe poder competitivo. Cervejas, uísques, vinhos, queijos,
iguarias pagam altas tarifas alfandegárias e são de essencialidade discutida.
Um acordo de comércio muito criticado foi aquele assinado entre o Brasil e o
Uruguai, pelo qual nos comprometemos a adquirir sabonetes e cobertores, que
fabricamos em grande quantidade e excelente qualidade.
Mas, se
recusarmos esses artigos, continuaria o Uruguai comprando nossos ônibus, vagões
e locomotivas, que poderia adquirir na Argentina ou nos Estados Unidos? O fato
é que, no cenário internacional, não existe um só País que importe apenas
máquinas. Para que uma Nação compre de nós, é necessário que compremos dela,
mesmo que alguns de seus produtos sejam considerados não essenciais. Os saldos
de nossa balança externa têm sido, ao longo dos últimos 20 anos, quase
totalmente anulados pelo volume de dólares que pagamos pelos “serviços”: fretes, seguros, “royalties” e rendas de capitais. O
afluxo de novos investimentos não tem sido suficiente para cobrir asse
desfalque. As dívidas líquidas do Brasil junto a credores internacionais no dia
31 de dezembro de 1968 “somavam US$ 3
bilhões e 916 milhões”, correspondentes a empréstimos, juros e
financiamentos estrangeiros. Se tivéssemos de pagá-los de uma vez só, teríamos
de reunir o faturamento de dois anos seguidos de todas as nossas exportações.
Como,
porém, o pagamento será escalonado, assegura-se que acabaremos de pagar essa
dívida, se ela não for acrescida de novos
empréstimos, no ano de 1999. Para garanti-la, o Governo anunciou
recentemente que nossas reservas em divisas atingiram o nível recorde de US$
920 milhões e servem inclusive como poder de barganha para obter melhores
condições nos nossos empréstimos e financiamentos.
Quais as Áreas que Temos Conseguido
Melhorar
A melhoria
em nosso volume de exportação é atribuída em grande parte ao aumento das
transações inter-regionais.
1. Com a Associação Latino-americana de
Livre Comércio, nossas exportações atingiram a US$ 154 milhões em 1967, contra
US$ 171 milhões importados. Entre 1961 e 1967, as importações brasileiras
provenientes da ALALC aumentaram em 280%, enquanto as exportações aumentaram
apenas 63%. O Chile e o Uruguai são nossos maiores compradores de manufaturas,
principalmente máquinas e veículos. Também o Paraguai vem aumentando a
aquisição de produtos industrializados.
2. Do Mercado Comum Europeu, compramos em
1968 um total de US$ 403 milhões e vendemos US$ 479 milhões. Trata-se de um
intercâmbio que está aumentando muito. O MCE, depois dos Estados Unidos, é o
melhor comprador dos nossos produtos. E, dentro dele, a França e a Alemanha são
os dois melhores clientes. Mas é justamente dentro do MCE que temos tido de
travar nossa luta mais difícil contra a discriminação dos produtos, porque os
seus seis integrantes operam com tarifas preferenciais para os associados, com
enorme restrição à entrada de nossos produtos.
3. Na Associação Europeia de Livre
Comércio, a Inglaterra é o nosso principal importador, seguida de Portugal,
Suécia, Finlândia e Noruega.
4. Na Ásia, um mercado que está ganhando
grande expressão para nós é o japonês. De janeiro a junho de 1969, o total
exportado foi superior a US$ 1 bilhão, com os produtos manufaturados produzindo
US$ 104 milhões, ou seja, 10%. Em igual período do ano anterior, as manufaturas
produziram US$ 63 milhões. O total previsto para o ano todo é de US$ 2 bilhões,
com US$ 200 milhões de manufaturas, ou seja, a décima parte.
Apesar de
ser uma percentagem ainda pequena, a verdade é que ela tem aumentado sempre.
Para US$ 1 bilhão e 268 milhões que exportamos em 1960, as manufaturas
contribuíram com US$ 21 milhões apenas. E para US$ 1 bilhão e 899 milhões que
exportamos em 1968, as manufaturas já contribuíram com US$ 149 milhões, embora
tenham caído 4,6% em relação ao ano anterior, quando totalizaram US$ 157
milhões. Na área da ALALC, o progresso dos produtos fabris tem sido enorme: em
1960, do total de US$ 21 milhões para o mundo todo, havíamos exportado US$ 4
milhões de manufaturados para a América Latina. Em 1968, do total de US$ 149
milhões, já exportamos 54 milhões para os países da ALALC. O preço da tonelada
de manufatura exportada melhorou de US$ 186 em 1967 para US$ 225 em 1968.
Onde Entra o Café na História de
Nossas Exportações
O café
constitui um capítulo à parte e confunde-se com a história das nossas
exportações e com a própria história brasileira. Foi Francisco de Melo Palheta,
um Oficial brasileiro do Exército Colonial Português, quem, em 1727, trouxe da
Guiana Francesa alguns grãos que plantou no Pará. Os primeiros resultados
comerciais foram decepcionantes pelo longo tempo que os grãos levaram para
germinar, crescer e produzir. O produto andou por todo o Nordeste, fixou-se em
Ilhéus e começou a ser exportado para Portugal. Em 1830, saíam 400 mil sacas
pelo porto do Rio. Cinquenta anos depois, 4 milhões de sacas. O impacto
econômico do café foi de tal maneira importante na história brasileira que sua
expansão promoveu notáveis modificações na infraestrutura do País, como o
surgimento de 48 quilômetros de ferrovias que, já em 1877, ligavam Rio a São
Paulo.
As
necessidades de transporte do café nessa época obrigaram a criação de mais 57
linhas de estradas de ferro, num total de 7 mil quilômetros. A fase final da
epopeia do café brasileiro começou nos últimos anos do século passado,
coincidindo com a abolição da escravatura e a queda do Império. A produção
declinou no vale do Paraíba, deslocando-se rapidamente para o planalto paulista.
Foi a descoberta das terras roxas, férteis e fartas, propícias ao café, que
provocou o deslocamento dos cafezais e a plantação de mais de 700 milhões de
cafeeiros.
Durante
quase um século, o Brasil foi o maior e único produtor de café (arábica).
Depois, surgiram a Colômbia (suave) e países africanos produtores de um tipo de
categoria inferior (robusta). Com o advento da superprodução africana, o
mercado internacional sofreu uma saturação do produto a baixos preços. Daí a
queima brasileira de 70 milhões de sacas antes, durante e depois da II Guerra
Mundial. Por fim, critérios gerais de comercialização foram estabelecidos e
evoluíram até chegar à Organização Internacional do Café. Como país membro da
OIC, que reúne todos os produtores exportadores e todos os consumidores
importadores, por representação de empresas privadas e dos próprios governos, o
Brasil tem uma cota variável de exportação de aproximadamente 18 milhões de
sacas anuais, dividida em 4 cotas correspondentes aos trimestres do
ano-convênio.
O Brasil tem enfrentado o Problema da
Superprodução
Em matéria
de café, o Brasil sempre produziu mais do que bebeu e exportou. Para evitar a
queda dos seus preços, agravada por uma avalanche de sacas dos Países produtores,
sobretudo os africanos, alguns governos brasileiros têm recorrido a soluções
cômodas: “queimá-lo, jogá-lo ao mar e
expurgá-lo”. Em quatro anos apenas, de 1931 a 1935, foram queimados ou
jogados ao mar cerca de 4 milhões de toneladas. Apesar disto, as montanhas de
café persistiam em crescer, porque as safras iam aumentando sempre. Em 1966,
chegamos a ter quase 6 milhões de toneladas em estoque. De então para cá,
vários fatores contribuíram para diminuir a estocagem: geadas, safras menores,
pequeno aumento do consumo interno, ampliação das vendas externas e a política
de expurgo. Hoje, ela está calculada em torno de 2 milhões de toneladas, ou
seja, 30 milhões de sacas.
O Sr. Caio
de Alcântara Machado encontrou 50 milhões de sacas em estoque e conseguiu
diminuí-las em 20 milhões, com enormes lucros para o País, por causa da
diminuição dos encargos de seguros, armazenagem, sacaria, etc. Um grande
esquema de propaganda interna (NCr$ 9 milhões) e externa (US$ 8 milhões) está
tentando ampliar a faixa do consumo dentro das fronteiras (6 milhões de sacas)
e fora delas (18 milhões).
Em 1920, o
tipo Santos 4 custava 19 centavos de dólar a libra-peso. Cinco anos depois,
subia para 24 centavos e em 1929 estava a 22. Dez anos depois, por causa do
começo da guerra, chegava ao seu ponto mais baixo: 7 centavos. Os Estados
Unidos pagavam-no então a um preço favorecido: 13 centavos. Em 1947, com o fim
da Guerra e a inexistência de estoques internacionais, ele dobrava para 27
centavos e passava a subir sempre, até chegar ao ponto máximo de 1964, com 75
centavos. A partir de então, voltava a cair sempre, chegando a 35 centavos em
1969. A exportação brasileira em 1968 foi de 18 milhões e 286 mil sacas (17
milhões e 672 mil de café cru e 614 mil de solúvel), com faturamento de US$ 798
milhões. Foi um volume superior a todos os anos das duas últimas décadas de
1948 a 1968, com exceção apenas de dois anos, que apesar de exportarem maior
número de sacas produziram menos dólares: o de 1949 com 19 milhões e 368 mil
sacas (US$ 631 milhões) e o de 1963, com 19 milhões e 515 mil sacas (US$ 746
milhões).
Em 1968, o
café representou 43% de toda a receita cambial. Os demais anos tiveram
exportações bem menores, que chegaram a 13 milhões e 497 mil sacas em 1965 para
daí em diante iniciar o processo de recuperação. Mas essa recuperação não
proporcionou uma receita de divisas condizentes com a tonelagem, devido à queda
dos preços internacionais. Em 1966, o valor médio da saca exportada havia sido
de US$ 45 e agora é mais ou menos de US$ 42. Os resultados de 1968, em relação
ao total exportado, só foram bons porque contaram com várias facilidades dadas
aos importadores e garantidas pelo IBC: a garantia dos preços mais baixos
quando das compras realizadas diretamente no Brasil e a política de preços
competitivos junto aos mercados mundiais e flutuando de acordo com a oferta e a
procura.
Onde se Localizam os Sintomas de
Recuperação
No mercado
europeu, nossa situação apresenta sintomas de recuperação:
A. Na Itália, conseguimos superar a marca
de 1 milhão e 278 mil sacas de 1967 por 1 milhão e 656 mil de 1968, fazendo com
que os italianos passassem do terceiro para o segundo lugar como nossos grandes
importadores. A Itália tem hoje o hábito popular de consumir nosso café.
B. A França passou de uma importação
média de 545 mil sacas no triênio 65/67 para 628 mil em 68, apesar dos seus
estreitos laços comerciais com os Países africanos, que cobrem 80% das
importações francesas com café de baixa qualidade. A França vinha apresentando
índices de regressão nas importações de nosso café. Mas agora, os números estão
crescendo e há grandes possibilidades, pois sua importação de cafés brasileiros
somada aos suaves de outras procedências representam apenas 20% do total de
suas importações.
C. A Alemanha Ocidental colocou-se em
sétimo lugar, com 581 mil sacas. Nela, os cafés brasileiros têm sido
substituídos pelos tipos suaves. Em 1966, relativamente ao ano anterior,
perdemos 14%. Em 1967, relativamente a 1966, perdemos mais 21%. Os alemães vêm
taxando pesadamente a importação do nosso café.
Os Estados
Unidos são o nosso maior importador. Suas compras apresentam um aumento anual
de 1%, “que é considerado baixíssimo em
relação aos índices de outros Países”. Em 1968, os americanos compraram 7 milhões
e 485 mil sacas, quase tanto quanto toda a Europa com 7 milhões e 673 mil
sacas. Esse incremento de apenas 1% vem fazendo com que nossa participação no
mercado americano decline assustadoramente. No período de 1946/1950, era de
54,9%. De 1960 a 1964, era de 37,5% e em 1968 já caía para 32,8%, enquanto o
consumo de cafés africanos subia de 2,4% para 21,3%.
O grande
problema brasileiro no momento é o de ingresso do café solúvel brasileiro nos
Estados Unidos, que resolveram cobrar um imposto de US$ 0,30 por libra-peso,
correspondente a uma taxa real de 32% sobre os preços de venda, Esta é uma
questão realmente delicada, que pode afetar inclusive as relações
brasileiro-americanas. Pois quando o Brasil tentou executar na prática o
esquema de “mais comércio e menos ajuda”,
defendido pelo Presidente Nixon e pelo Governador Rockefeller, encontrou pela
frente uma grande e infeliz dose de incompreensão. O comércio internacional,
frio e objetivo, tem razões que o coração desconhece. (MANCHETE
N° 906)
(*) Hiram Reis e Silva é Canoeiro, Coronel de
Engenharia, Analista de Sistemas, Professor, Palestrante, Historiador, Escritor
e Colunista;
YYY
Coletânea de Vídeos das Náuticas Jornadas YYY
https://www.youtube.com/user/HiramReiseSilva/videos
Campeão do II Circuito de Canoagem do Mato Grosso
do Sul (1989);
Ex-Vice-Presidente da Federação de Canoagem de
Mato Grosso do Sul;
Ex-Professor do Colégio Militar de Porto Alegre
(CMPA);
Ex-Pesquisador do Departamento de Educação e
Cultura do Exército (DECEx);
Ex-Presidente do Instituto dos Docentes do
Magistério Militar – RS (IDMM – RS);
Ex-Membro do 4° Grupamento de Engenharia do
Comando Militar do Sul (CMS);
Ex-Presidente da Sociedade de Amigos da Amazônia
Brasileira (SAMBRAS);
Membro da Academia de História Militar Terrestre
do Brasil – RS (AHIMTB – RS);
Membro do Instituto de História e Tradições do
Rio Grande do Sul (IHTRGS – RS);

Quarta-feira, 25 de fevereiro de 2026 | Porto Velho (RO)
Bagé, RS, 20.02.2026 Vamos continuar reproduzindo as reportagens da Revista Manchete: Manchete n° 905, Rio de Janeiro, RJ Sábado, 23.08.1969 Os Ban

Bagé, RS, 20.02.2026 Vamos continuar reproduzindo as reportagens da Revista Manchete: Manchete n° 904, Rio de Janeiro, RJSábado, 16.08.1969 MR-8, A

Bagé, RS, 20.02.2026 Vamos continuar reproduzindo as reportagens da Revista Manchete: Manchete n° 902, Rio de Janeiro, RJSábado, 02.08.1969 São Pau

Bagé, RS, 16.02.2026 Vamos continuar reproduzindo as reportagens da Revista Manchete: Manchete n° 899, Rio de Janeiro, RJSábado, 12.07.1969 O Novo
Quarta-feira, 25 de fevereiro de 2026 | Porto Velho (RO)