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Gente de Opinião

Hiram Reis e Silva

A Solução é Exportar


A Solução é Exportar - Gente de Opinião

Bagé, RS, 25.02.2026

 

Vamos continuar reproduzindo as reportagens da Revista Manchete:

 

 

Manchete n° 906, Rio de Janeiro, RJ

 

Sábado, 30.08.1969

 

A Solução é Exportar

 

(Reportagem de Murilo Melo Filho)

 

 

Brasil, um Tradicional Fornecedor de Matérias-Primas — A Perda dos Mercados — Foi a II Grande Guerra que nos Obrigou a Entrar na Luta da Exportação — Só Exportaremos se Importarmos — A Queda de Cotação dos Nossos Preços — A Histórica Participação do Café na Receita Cambial — Onde Entram as Manufaturas — Quais São os Nossos Maiores Compradores — A Batalha do Solúvel — Mais Comércio e Menos Ajuda?

 

Somos fornecedores de matérias-primas desde que nos descobriram. A partir de então, outra coisa não temos feito senão fornecê-las aos grandes centros consumidores. Primeiro foi o pau-brasil, que deu o nome à terra e que Portugal esperava transformar numa grande riqueza. Depois foram os minérios, cobiçados pelos corsários franceses, holandeses, espanhóis e ingleses que ficaram arranhando pelo litoral. Hoje, os “corsários” são outros. Mas os produtos continuam os mesmos: açúcar, couros, bananas, borracha, cacau, milho, arroz, algodão e café. Sobretudo café.

 

E assim foi durante quatro séculos. Somente agora estamos partindo para um esforço de diversificação como País exportador: deveremos exportar US$ 2 bilhões este ano, dos quais US$ 200 milhões (a décima parte) já serão constituídos de produtos industrializados. “Mais comércio e menos ajuda”, foi o refrão que o Sr. Nelson Rockefeller escutou ao longo de todo o seu penoso giro por toda a América Latina. A verdade, porém, é que estamos exportando cada vez maior quantidade de sacas e recebendo cada vez menos dólares. Indefesos e espoliados por nossa própria culpa, só temos experimentado frustrações. Não sabemos ver que a generosidade dos outros é a forma mais inteligente do seu egoísmo. Temos sido como aqueles mendigos de Humboldt: sentados num monte de ouro. Um pouco tardiamente, estamos descobrindo que exportar (bem) é a solução. Como se verá.

 

Ainda no século 19, em troca dos produtos primários que exportávamos, recebíamos da Europa apenas móveis, azulejos, sapatos e roupas. Somente depois da II Guerra Mundial foi que se iniciou o embrionário processo de nossas exportações. Os bloqueios marítimos e os submarinos fechando os condutos normais de importação obrigaram-nos a produzir os nossos próprios bens de serviço. “Iniciou-se, então, a lenta luta pela substituição das importações”, que se acentuou durante os seis anos da guerra. Quando ela terminou, levando à bancarrota toda a economia europeia, chegamos a ser o 9° País exportador e o 14° importador. Tínhamos uma dimensão comercial superior à da Suíça, Suécia, Itália, Índia, Austrália e África do Sul.

 

Vinte anos depois, com a recuperação da Europa, somos o 23° exportador e 35° importador. Exportamos menos do que a Índia, Bélgica, Holanda, Venezuela, Dinamarca, Suíça, Espanha e quase todos os outros Países europeus, com exceção apenas da Grécia, Turquia e Portugal. E importamos menos do que várias nações africanas. Para se ter uma ideia da deterioração dos preços de nossas matérias-primas, basta atentar para a seguinte comparação: em 1953, exportamos um volume de 4 milhões e 400 mil toneladas, faturando US$ 1 bilhão e 500 mil. Em 1968, exportamos um volume de 23 milhões e 500 mil toneladas, seis vezes mais, faturando US$ 1 bilhão e 800 mil. Isto quer dizer que em 1953 vendíamos nossa tonelada por US$ 351 e quinze anos depois vendíamos essa mesma tonelada por US$ 78. A cada dia que passa o Brasil vende mais para receber menos. Enquanto isto, nesse mesmo período de quinze anos, as exportações mundiais passavam de US$ 35 bilhões em 1953 para quase US$ 200 bilhões em 1968.

 

BALANÇO DE PAGAMENTOS

 

Ano

Importação

US$

Exportação

US$

Saldo

Déficit

1962

1.304

1.215

– 089

1963

1.294

1.406

+ 112

1964

1.086

1.430

+ 344

1965

941

1.596

+ 655

1966

1.270

1.730

+ 460

1967

1.745

1.654

– 091

1968

2.132

1.889

– 243

1969 Prev.

2.265

2.050

– 215

 

Verifica-se por este quadro que após o déficit de 1962 tivemos quatro anos consecutivos de saldos na balança comercial. Mas a partir de 1967 voltou a acentuar-se a tendência para o déficit, em consequência da reativação da importação num claro sintoma de retomada do desenvolvimento, que exige o reequipamento e a reposição das maquinarias e instalações. Em 1968, por exemplo, fizemos um grande esforço para aumentar nossas exportações e batemos todos os recordes até então conhecidos: US$ 1 bilhão e 889 milhões. Mas justamente nesse ano, a pressão importadora atingiu também o recorde de US$ 2 bilhões e 132 milhões.

O crescimento do Produto Nacional Bruto impõe maiores compras no exterior em relação ao ano anterior:

 

1.  As de máquinas, veículos, pertences e acessórios passaram de US$ 475 para NCr$ 660 milhões, num aumento de 39%.

 

2.  As de produtos farmacêuticos aumentaram de 40% e as de petróleo cresceram de US$ 225 para US$ 283 milhões, num aumento de 25,6%.

 

3.  As de matérias-primas em bruto elevaram-se de US$ 323 para US$ 420 milhões, num incremento de 29,7%.

 

4.  As de manufaturas passaram de US$ 61 para US$ 85 milhões, com aumento de 38%.

 

5.  O único setor onde houve declínio foi o de ouro e moedas, que passou de US$ 14 milhões e 300 mil para US$ 7 milhões e 400 mil, com 48,5% a menos.

 

O Brasil compra apenas o que precisa? Assim como exportamos muitos produtos considerados não essenciais – fumo, castanhas, lagostas, camarões, peixes de aquário, chifres, flores, patas de ovelha, coco ralado e canários – muitos produtos importados são tidos também como supérfluos. Um dos itens mais discutidos, por exemplo, é o das frutas frescas, de que importamos US$ 22 milhões e exportamos US$ 15 milhões, a maioria das quais negociadas na área da ALALC, o que deixa o detalhe da “não essencialidade” em plano secundário. A importação de automóveis também é suscetível de críticas, embora ela não prejudique a indústria nacional e sirva ao contrário, como estímulo para dar-lhe poder competitivo. Cervejas, uísques, vinhos, queijos, iguarias pagam altas tarifas alfandegárias e são de essencialidade discutida. Um acordo de comércio muito criticado foi aquele assinado entre o Brasil e o Uruguai, pelo qual nos comprometemos a adquirir sabonetes e cobertores, que fabricamos em grande quantidade e excelente qualidade.

Mas, se recusarmos esses artigos, continuaria o Uruguai comprando nossos ônibus, vagões e locomotivas, que poderia adquirir na Argentina ou nos Estados Unidos? O fato é que, no cenário internacional, não existe um só País que importe apenas máquinas. Para que uma Nação compre de nós, é necessário que compremos dela, mesmo que alguns de seus produtos sejam considerados não essenciais. Os saldos de nossa balança externa têm sido, ao longo dos últimos 20 anos, quase totalmente anulados pelo volume de dólares que pagamos pelos “serviços”: fretes, seguros, “royalties” e rendas de capitais. O afluxo de novos investimentos não tem sido suficiente para cobrir asse desfalque. As dívidas líquidas do Brasil junto a credores internacionais no dia 31 de dezembro de 1968 “somavam US$ 3 bilhões e 916 milhões”, correspondentes a empréstimos, juros e financiamentos estrangeiros. Se tivéssemos de pagá-los de uma vez só, teríamos de reunir o faturamento de dois anos seguidos de todas as nossas exportações.

 

Como, porém, o pagamento será escalonado, assegura-se que acabaremos de pagar essa dívida, se ela não for acrescida de novos empréstimos, no ano de 1999. Para garanti-la, o Governo anunciou recentemente que nossas reservas em divisas atingiram o nível recorde de US$ 920 milhões e servem inclusive como poder de barganha para obter melhores condições nos nossos empréstimos e financiamentos.

 

Quais as Áreas que Temos Conseguido Melhorar

 

A melhoria em nosso volume de exportação é atribuída em grande parte ao aumento das transações inter-regionais.

 

1.  Com a Associação Latino-americana de Livre Comércio, nossas exportações atingiram a US$ 154 milhões em 1967, contra US$ 171 milhões importados. Entre 1961 e 1967, as importações brasileiras provenientes da ALALC aumentaram em 280%, enquanto as exportações aumentaram apenas 63%. O Chile e o Uruguai são nossos maiores compradores de manufaturas, principalmente máquinas e veículos. Também o Paraguai vem aumentando a aquisição de produtos industrializados.

 

2.  Do Mercado Comum Europeu, compramos em 1968 um total de US$ 403 milhões e vendemos US$ 479 milhões. Trata-se de um intercâmbio que está aumentando muito. O MCE, depois dos Estados Unidos, é o melhor comprador dos nossos produtos. E, dentro dele, a França e a Alemanha são os dois melhores clientes. Mas é justamente dentro do MCE que temos tido de travar nossa luta mais difícil contra a discriminação dos produtos, porque os seus seis integrantes operam com tarifas preferenciais para os associados, com enorme restrição à entrada de nossos produtos.

 

3.  Na Associação Europeia de Livre Comércio, a Inglaterra é o nosso principal importador, seguida de Portugal, Suécia, Finlândia e Noruega.

 

4.  Na Ásia, um mercado que está ganhando grande expressão para nós é o japonês. De janeiro a junho de 1969, o total exportado foi superior a US$ 1 bilhão, com os produtos manufaturados produzindo US$ 104 milhões, ou seja, 10%. Em igual período do ano anterior, as manufaturas produziram US$ 63 milhões. O total previsto para o ano todo é de US$ 2 bilhões, com US$ 200 milhões de manufaturas, ou seja, a décima parte.

 

Apesar de ser uma percentagem ainda pequena, a verdade é que ela tem aumentado sempre. Para US$ 1 bilhão e 268 milhões que exportamos em 1960, as manufaturas contribuíram com US$ 21 milhões apenas. E para US$ 1 bilhão e 899 milhões que exportamos em 1968, as manufaturas já contribuíram com US$ 149 milhões, embora tenham caído 4,6% em relação ao ano anterior, quando totalizaram US$ 157 milhões. Na área da ALALC, o progresso dos produtos fabris tem sido enorme: em 1960, do total de US$ 21 milhões para o mundo todo, havíamos exportado US$ 4 milhões de manufaturados para a América Latina. Em 1968, do total de US$ 149 milhões, já exportamos 54 milhões para os países da ALALC. O preço da tonelada de manufatura exportada melhorou de US$ 186 em 1967 para US$ 225 em 1968.

 

Onde Entra o Café na História de Nossas Exportações

 

O café constitui um capítulo à parte e confunde-se com a história das nossas exportações e com a própria história brasileira. Foi Francisco de Melo Palheta, um Oficial brasileiro do Exército Colonial Português, quem, em 1727, trouxe da Guiana Francesa alguns grãos que plantou no Pará. Os primeiros resultados comerciais foram decepcionantes pelo longo tempo que os grãos levaram para germinar, crescer e produzir. O produto andou por todo o Nordeste, fixou-se em Ilhéus e começou a ser exportado para Portugal. Em 1830, saíam 400 mil sacas pelo porto do Rio. Cinquenta anos depois, 4 milhões de sacas. O impacto econômico do café foi de tal maneira importante na história brasileira que sua expansão promoveu notáveis modificações na infraestrutura do País, como o surgimento de 48 quilômetros de ferrovias que, já em 1877, ligavam Rio a São Paulo.

 

As necessidades de transporte do café nessa época obrigaram a criação de mais 57 linhas de estradas de ferro, num total de 7 mil quilômetros. A fase final da epopeia do café brasileiro começou nos últimos anos do século passado, coincidindo com a abolição da escravatura e a queda do Império. A produção declinou no vale do Paraíba, deslocando-se rapidamente para o planalto paulista. Foi a descoberta das terras roxas, férteis e fartas, propícias ao café, que provocou o deslocamento dos cafezais e a plantação de mais de 700 milhões de cafeeiros.

 

Durante quase um século, o Brasil foi o maior e único produtor de café (arábica). Depois, surgiram a Colômbia (suave) e países africanos produtores de um tipo de categoria inferior (robusta). Com o advento da superprodução africana, o mercado internacional sofreu uma saturação do produto a baixos preços. Daí a queima brasileira de 70 milhões de sacas antes, durante e depois da II Guerra Mundial. Por fim, critérios gerais de comercialização foram estabelecidos e evoluíram até chegar à Organização Internacional do Café. Como país membro da OIC, que reúne todos os produtores exportadores e todos os consumidores importadores, por representação de empresas privadas e dos próprios governos, o Brasil tem uma cota variável de exportação de aproximadamente 18 milhões de sacas anuais, dividida em 4 cotas correspondentes aos trimestres do ano-convênio.

 

O Brasil tem enfrentado o Problema da Superprodução

 

Em matéria de café, o Brasil sempre produziu mais do que bebeu e exportou. Para evitar a queda dos seus preços, agravada por uma avalanche de sacas dos Países produtores, sobretudo os africanos, alguns governos brasileiros têm recorrido a soluções cômodas: “queimá-lo, jogá-lo ao mar e expurgá-lo”. Em quatro anos apenas, de 1931 a 1935, foram queimados ou jogados ao mar cerca de 4 milhões de toneladas. Apesar disto, as montanhas de café persistiam em crescer, porque as safras iam aumentando sempre. Em 1966, chegamos a ter quase 6 milhões de toneladas em estoque. De então para cá, vários fatores contribuíram para diminuir a estocagem: geadas, safras menores, pequeno aumento do consumo interno, ampliação das vendas externas e a política de expurgo. Hoje, ela está calculada em torno de 2 milhões de toneladas, ou seja, 30 milhões de sacas.

 

O Sr. Caio de Alcântara Machado encontrou 50 milhões de sacas em estoque e conseguiu diminuí-las em 20 milhões, com enormes lucros para o País, por causa da diminuição dos encargos de seguros, armazenagem, sacaria, etc. Um grande esquema de propaganda interna (NCr$ 9 milhões) e externa (US$ 8 milhões) está tentando ampliar a faixa do consumo dentro das fronteiras (6 milhões de sacas) e fora delas (18 milhões).

 

Em 1920, o tipo Santos 4 custava 19 centavos de dólar a libra-peso. Cinco anos depois, subia para 24 centavos e em 1929 estava a 22. Dez anos depois, por causa do começo da guerra, chegava ao seu ponto mais baixo: 7 centavos. Os Estados Unidos pagavam-no então a um preço favorecido: 13 centavos. Em 1947, com o fim da Guerra e a inexistência de estoques internacionais, ele dobrava para 27 centavos e passava a subir sempre, até chegar ao ponto máximo de 1964, com 75 centavos. A partir de então, voltava a cair sempre, chegando a 35 centavos em 1969. A exportação brasileira em 1968 foi de 18 milhões e 286 mil sacas (17 milhões e 672 mil de café cru e 614 mil de solúvel), com faturamento de US$ 798 milhões. Foi um volume superior a todos os anos das duas últimas décadas de 1948 a 1968, com exceção apenas de dois anos, que apesar de exportarem maior número de sacas produziram menos dólares: o de 1949 com 19 milhões e 368 mil sacas (US$ 631 milhões) e o de 1963, com 19 milhões e 515 mil sacas (US$ 746 milhões).

 

Em 1968, o café representou 43% de toda a receita cambial. Os demais anos tiveram exportações bem menores, que chegaram a 13 milhões e 497 mil sacas em 1965 para daí em diante iniciar o processo de recuperação. Mas essa recuperação não proporcionou uma receita de divisas condizentes com a tonelagem, devido à queda dos preços internacionais. Em 1966, o valor médio da saca exportada havia sido de US$ 45 e agora é mais ou menos de US$ 42. Os resultados de 1968, em relação ao total exportado, só foram bons porque contaram com várias facilidades dadas aos importadores e garantidas pelo IBC: a garantia dos preços mais baixos quando das compras realizadas diretamente no Brasil e a política de preços competitivos junto aos mercados mundiais e flutuando de acordo com a oferta e a procura.

 

Onde se Localizam os Sintomas de Recuperação

 

No mercado europeu, nossa situação apresenta sintomas de recuperação:

 

A. Na Itália, conseguimos superar a marca de 1 milhão e 278 mil sacas de 1967 por 1 milhão e 656 mil de 1968, fazendo com que os italianos passassem do terceiro para o segundo lugar como nossos grandes importadores. A Itália tem hoje o hábito popular de consumir nosso café.

 

B. A França passou de uma importação média de 545 mil sacas no triênio 65/67 para 628 mil em 68, apesar dos seus estreitos laços comerciais com os Países africanos, que cobrem 80% das importações francesas com café de baixa qualidade. A França vinha apresentando índices de regressão nas importações de nosso café. Mas agora, os números estão crescendo e há grandes possibilidades, pois sua importação de cafés brasileiros somada aos suaves de outras procedências representam apenas 20% do total de suas importações.

 

C.  A Alemanha Ocidental colocou-se em sétimo lugar, com 581 mil sacas. Nela, os cafés brasileiros têm sido substituídos pelos tipos suaves. Em 1966, relativamente ao ano anterior, perdemos 14%. Em 1967, relativamente a 1966, perdemos mais 21%. Os alemães vêm taxando pesadamente a importação do nosso café.

 

Os Estados Unidos são o nosso maior importador. Suas compras apresentam um aumento anual de 1%, “que é considerado baixíssimo em relação aos índices de outros Países”. Em 1968, os americanos compraram 7 milhões e 485 mil sacas, quase tanto quanto toda a Europa com 7 milhões e 673 mil sacas. Esse incremento de apenas 1% vem fazendo com que nossa participação no mercado americano decline assustadoramente. No período de 1946/1950, era de 54,9%. De 1960 a 1964, era de 37,5% e em 1968 já caía para 32,8%, enquanto o consumo de cafés africanos subia de 2,4% para 21,3%.

 

O grande problema brasileiro no momento é o de ingresso do café solúvel brasileiro nos Estados Unidos, que resolveram cobrar um imposto de US$ 0,30 por libra-peso, correspondente a uma taxa real de 32% sobre os preços de venda, Esta é uma questão realmente delicada, que pode afetar inclusive as relações brasileiro-americanas. Pois quando o Brasil tentou executar na prática o esquema de “mais comércio e menos ajuda”, defendido pelo Presidente Nixon e pelo Governador Rockefeller, encontrou pela frente uma grande e infeliz dose de incompreensão. O comércio internacional, frio e objetivo, tem razões que o coração desconhece. (MANCHETE N° 906)

 

(*) Hiram Reis e Silva é Canoeiro, Coronel de Engenharia, Analista de Sistemas, Professor, Palestrante, Historiador, Escritor e Colunista;

 

YYY Coletânea de Vídeos das Náuticas Jornadas YYY

https://www.youtube.com/user/HiramReiseSilva/videos

 

Campeão do II Circuito de Canoagem do Mato Grosso do Sul (1989);

Ex-Vice-Presidente da Federação de Canoagem de Mato Grosso do Sul;

Ex-Professor do Colégio Militar de Porto Alegre (CMPA);

Ex-Pesquisador do Departamento de Educação e Cultura do Exército (DECEx);

Ex-Presidente do Instituto dos Docentes do Magistério Militar – RS (IDMM – RS);

Ex-Membro do 4° Grupamento de Engenharia do Comando Militar do Sul (CMS);

Ex-Presidente da Sociedade de Amigos da Amazônia Brasileira (SAMBRAS);

Membro da Academia de História Militar Terrestre do Brasil – RS (AHIMTB – RS);

Membro do Instituto de História e Tradições do Rio Grande do Sul (IHTRGS – RS);

A Solução é Exportar - Gente de Opinião

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