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Gente de Opinião

Carlos Sperança

Uma coluna sem papas na língua 04/12/10


 

Posse em janeiro

Com a fatiota pronta para a posse, dia 1ºde janeiro, o governador eleito Confúcio Moura (PMDB) será o sexto governante a encarar o Palácio Presidente Vargas desde a criação do estado. Será o terceiro governador eleito pelo PMDB, que já teve por lá Jerônimo Santana e Valdir Raupp. Sem contar Ângelo Angelim, que foi governador nomeado em 85, que também era da legenda peemedebista.

 

Os governadores

Dos seis governadores eleitos pelo voto direto em Rondônia desde 1986, apenas Oswaldo Piana não foi prefeito. Jerônimo Santana (90) foi prefeito de Porto Velho; Valdir Raupp em Rolim de Moura; José Bianco em Ji-Paraná; Ivo Cassol em dose dupla (Rolim Moura) e agora Confúcio Moura (Ariquemes). Pelo que se vê, prefeito bem avaliado tem meio caminho andado para ser eleito governador. 

 

Curiosidades

Dos prefeitos eleitos governadores em Rondônia, a maioria foi prefeito em dose dupla em seus municípios, sendo que Ivo e Confúcio foram os grandes recordistas de reeleições com mais de 70 por cento dos votos. Por conseguinte, os dois – e mais o prefeito de Porto Velho Roberto Sobrinho ainda não teve o gostinho de comandar o estado, mas que anda de asas crescidas – inevitavelmente vão se trombar mais para frente em disputas, provavelmente já em 2014.

 

Crise no PHS

Uma das legendas nanicas do estado, o PHS, esta sob intervenção do Diretório Nacional a pedido do seu próprio presidente Herbert “Cebolinha” Lins de Vasconcelos, alegando que os humanistas não conseguiram cumprir suas metas nos municípios e em alguns tiveram zero votos, mesmos com comissões municipais. Em nota oficial o dirigente tenta explicar o que aconteceu em Rondônia etecetera e tal.  

 

As responsabilidades

Ora, se a legenda dos humanistas fracassou em Rondônia, o grande responsável foi o próprio Cebolinha, pois foi ele quem organizou o partido, que traçou as alianças da legenda e que pessoalmente convidou o ficha suja Melki Donadon para ser o grande piloto da sigla na temporada de 2010. Ao invés de atirar culpa nos outros, Herbert Lins tem que  assumir também suas responsabilidades “coronelísticas”.

 

As movimentações

Os próximos dias serão movimentados na política. Tem a votação do orçamento na Assembléia Legislativa, teremos a inauguração do complexo turístico da Estrada de Ferro Madeira Mamoré. Nos bastidores as eleições da nova mesa diretora da ALE-RO estão fervilhando. Tem ainda os petistas discutindo a indicação de cargos no futuro governo de Confúcio. No  dia 1º de janeiro, a posse de Confúcio e já no dia 4 a festa de aniversário do estado.

 

Risco da unidade

A atual base governista esta a espera de uma reunião com o senador eleito Ivo Cassol para reunificar as forças das siglas aliadas e lançar uma candidatura única para a presidência da nova mesa diretora da Assembléia Legislativa. Sem a unidade, o cassolismo não terá forças para enfrentar a base de sustentação do futuro governo Confúcio Moura. Neodi ou Valter Araújo, eis a questão? E tem o sério risco do nome rejeitado pular fora do barco cassolista...

 

Do Cotidiano

Combustível ecológico

Imagine algo bem nojento e inútil. Esgoto? Agora imagine um combustível limpo, ecológico, superior. Hidrogênio? Pesquisadores brasileiros e uruguaios estão arrancando hidrogênio do esgoto e o transformando em energia.

Um projeto de pesquisa que integra a geração de energia e o controle da poluição ambiental rendeu a docentes e estudantes da Escola de Engenharia de São Carlos (EESC - USP), a primeira colocação na quinta edição do Prêmio Mercosul de Ciência e Tecnologia, na categoria Integração.

O trabalho foi feito por pesquisadores do Laboratório de Processos Biológicos da EESC, em parceria com colegas da Universidade da República (Udelar), no Uruguai.

O estudo propõe a produção de hidrogênio como fonte de energia renovável, em alternativa aos combustíveis fósseis, a partir do tratamento de águas residuárias. Um dos coordenadores, Marcelo Zaiat, professor do Departamento de Hidráulica e Saneamento da EESC, explica que a produção biológica de hidrogênio pode ocorrer por duas vias: fotossíntese e processo fermentativo.

“A produção fermentativa foi o tema abordado na pesquisa, que objetivou o desenvolvimento de biorreatores anaeróbios e o estudo das melhores condições para produção de hidrogênio. A fermentação é tecnicamente mais simples e, nesse caso, o hidrogênio pode ser obtido a partir da matéria orgânica presente em águas residuárias”, disse Zaiat a respeito do projeto.

 Segundo ele, o processo anaeróbio de conversão de matéria orgânica divide-se basicamente em duas fases: acidogênica e metanogênica. O hidrogênio é obtido na primeira fase (acidogênica), a qual é mediada por organismos que consomem a matéria orgânica das águas residuárias e produzem ácidos orgânicos, álcoois e hidrogênio.

“O desafio nessa fase está no desenvolvimento de reatores biológicos mais adequados para essa conversão, permitindo a maximização da produção de hidrogênio. O uso de biorreatores acidogênicos conjugados com os metanogênicos possibilita o tratamento de água residuária, assim como a produção de hidrogênio como fonte de energia”, apontou.

 

Via Direta

*** Com a iluminação natalina, as noites começam atrair visitantes na catedral e no complexo turístico Madeira-Mamoré em Porto Velho *** Confúcio vai assumir um janeiro um verdadeiro enigma no Palácio Presidente Vargas  *** E geralmente o que esta escondido a quatro chaves pelos governistas de plantão não é boa coisa.

* O conteúdo opinativo acima é de inteira responsabilidade do colaborador e titular desta coluna. O Portal Gente de Opinião não tem responsabilidade legal pela "OPINIÃO", que é exclusiva do autor.

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