Quarta-feira, 18 de fevereiro de 2026 - 09h36

O
entrelaçamento amplo de condições especificas da região com a extensão da
Amazônia deu origem a uma biodiversidade única na Terra. Há plantas e animais
amazônicos também comuns a outras florestas, mas o foco das preocupações dos
especialistas em clima e meio ambiente está nas espécies já conhecidas que só
existem na Amazônia e estão postas no mapa das ameaças caso a destruição da
floresta prossiga indefinidamente.
O
caso mais conhecido e exemplar é o do lendário boto-cor-de-rosa, que se de fato
vier a desaparecer vai tirar um dos grandes encantos da Amazônia. Também sob
risco estão a ariranha e o macaco-aranha-de-cara-branca, mas é preciso chamar a
atenção sobretudo para o peixe-boi-da-amazônia, que traz a floresta em seu
próprio nome, tal a especificidade do animal.
Apesar
do nome científico Trichechus inunguis, seu nome popular identifica o
ambiente único em que ele vive. Mesmo para quem o conhece por manati ou
manatim, traz sempre a indicação de ser único e próprio da Amazônia. Alvo da
caça ilegal, ser tão especial é uma das causas da ameaça de sua extinção. Embora
o emaranhamento em redes de pesca possa ser um perigo, a poluição tende a causar
mais danos e perda de população a longo prazo.
O
desaparecimento do Trichechus inunguis privaria a Amazônia de um animal
único, até porque ele não é de fato um peixe e muito menos boi. O que ele
realmente é, é ser amazônico.
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A janela partidária
Passadas
as festividades momescas, as eleições 2026 entram em pauta, começando com a janela
partidária aberta em março favorecendo uma troca-troca de partidos sem as
punições vigentes na legislação eleitoral. As mudanças decorrem da formação de novos
agrupamentos políticos, de acomodações dos atuais deputados estaduais e
federais que buscam a reeleição. São muitas as cogitações, mas até agora poucas
confirmadas, como a saída do deputado federal Lucio Mosquini, do MDB. Também é
considerada a troca de partido pelo federal Fernando Máximo, eleito pelo União
Brasil que está caminho do PL.
As composições
Diante
das intenções de vários deputados federais disputar outros cargos eletivos a renovação
da nossa bancada federal e do desgaste dos atuais congressistas deverá ser
expressiva nas eleições 2026. Tudo começa com os parlamentares Fernando Máximo
(a caminho do PL) e Silvia Cristina (PP) projetando candidaturas ao Senado.
Segue com mandatos pouco efetivos, como o de Rafael Fera (Podemos-Ariquemes) e
de extremista bizarro, como o praticado pelo coronel Chrisostomo. E também é
considerada a força dos predadores da capital ameaçando a reeleição da deputada
Cristiane Lopes (União Brasil).
Muitos ex-prefeitos
As
eleições 2026 também marcam a volta as lides politicas disputando cargos de deputados
estaduais e federais de ex-prefeitos que já foram bons de votos. Me refiro a
Carlos Magno, ex-prefeito de Ouro Preto do Oeste que recém assumiu o comando do
Solidariedade no estado. São os casos também de Jesualdo Pires e Isaú Fonseca,
ex-prefeitos de Ji-Paraná. Ex-deputados estaduais e federais também estão de
volta para um recomeço nas urnas. Desde Natan Donadon ( Vilhena ) a Anselmo de Jesus (Ji-Paraná) ambos para a
Câmara dos Deputados. Só na Bença e Zequinha Araújo para Assembleia Legislativa.
Poder goiano
Impressiona
desde as primeiras eleições em Rondônia, efetivadas em 1982 a influência dos políticos
goianos em nosso estado. Ainda nesta eleição, seriam eleitos dois deputados federais,
casos de Olavo Pires (nascido em Catalão) e Assis Canuto (Itumbiara). No mesmo
pleito seriam eleitos a deputados estaduais João Dias Vieira (Itumbiara) e JÔ Sato
em Itacojá, hoje pertencente ao estado de Tocantins. Em 1986, os goianos emplacaram
Jeronimo Santana governador (Jatai) Olavo Pires (Catalão) ao Senado. Em 1990 o
goiano Assis Canuto eleito vice-governador, Nobel Moura (Divinópolis) a deputado
federal e Darci Kischner a estadual, oriundo de Bela Vista de Goiás.
Nos dias de hoje
Lembrando
que o vereador, deputado federal e prefeito de Porto Velho José Guedes também é
goiano e que nos dias de hoje temos no cenário de disputa ao Senado ou ao governo
de Rondônia o deputado federal Fernando Máximo, seguindo a mesma trilha vitoriosa
dos políticos goianos, sempre carismáticos. Do guerrilheiro do MR- 8 Jeronimo
Santana, na esquerda, a Fernando Máximo a direita, os políticos goianos fazem
história. Confúcio Moura, por exemplo, foi deputado federal, prefeito de
Ariquemes e governador duas vezes e cumpre mandato atualmente de senador, sendo
a figura goiana mais expressiva nos dias de hoje.
Via Direta
*** Começaram os anúncios de mudanças de
partidos tendo em vista a eleição a Assembleia Legislativa que sereão
efetivadas a partir de março com a janela partidária. O deputado Marcelo Cruz,
ex-presidente da Casa de Leis, está de mudança para o Avante de Jair Montes *** Tudo indica que o
ex-governador Ivo Cassol (PP) estaria embarcando na candidatura ao Palácio Rio Madeira
do prefeito de Cacoal Adailton Fúria. A mana Jaqueline já aderiu ao cacoalense *** O ex-deputado federal Anselmo de Jesus
(Ji-Paraná) lidera a nominata do PT para a peleja da Câmara dos Deputados. Outros
nomes estão sendo selecionados, incluindo a ex-senadora Fatima Cleide (Porto
Velho).
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