Segunda-feira, 23 de fevereiro de 2026 - 07h55

Os
negacionistas climáticos escoram sua crença em que depois da tempestade vem a
bonança. Nesse caso, a destruição do desmatamento será compensada pelo avanço
da ciência e pela regeneração cíclica. Há pouco, uma grande explosão se
destacou em uma série de erupções no Sol com potencial para bagunçar quase tudo
que é eletrônico na pequena Terra (333 mil vezes menor que o ele): comunicações
via rádio, redes de energia elétrica, sinais de navegação e controle de naves
espaciais.
A ótica
negacionista é de que depois tudo passa e se ajeita, a menos que as explosões
no Sol afetem a Terra irreversivelmente. Na verdade, não se sabe com certeza o
que vai resultar, seja do desmatamento da floresta amazônica, seja das
megaexplosões solares. É até possível diminuir o desmatamento, mas seja qual
for a forma com que as explosões do Sol afetarem a Terra, nada conseguirá
impedir seus efeitos sobre o pequeno planeta que ele ilumina, dando-lhe vida e
gente com sonhos e opiniões.
Se
o Sol estiver mais quente porque explodiu, não será desmatando menos que ele
deixará de explodir, diria um cínico negacionista: “O que não tem remédio,
remediado está”. Como a maior explosão já aconteceu (em 2 de fevereiro), pode
ser que seus efeitos tenham sido absorvidos pela Terra apenas com algumas
perturbações que não impediram o acesso às notícias sobre o terrível caso do
Banco Master nem às fofocas da moda.
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As emancipações
Os
projetos relativos as emancipações dos distritos no Brasil estão paralisados no
Congresso Nacional há pelo menos uma década. Ao todo são 400 localidades com
seus processos de autonomia postergados, entre eles os distritos rondonienses
de Extrema em Porto Velho e Tailândia em Jaru. Alguns casos chamam atenção
pelas populações, alguns até com mais de 100 mil habitantes no RJ, outros pela
grande distância da sede, como é referente a localidade de Extrema, na divisa
com o Acre, distante 350 quilômetros de Porto Velho, com cerca de 7 mil
habitantes.
Maiores
queixas
As
queixas das lideranças distritais quanto ao atendimento das demandas das
localidades têm se avolumado através dos anos. A prefeitura de Porto Velho não
tem conseguido atender áreas como as de saúde, segurança, abastecimento de agua
e esgoto, e a situação das estradas vicinais durante o inverno amazônico se
agrava causando caos a economia, já que os moradores dependem muito do leite,
da madeira e do transporte de produtos agrícolas. “Se os prefeitos não
conseguem atender direito nem as demandas da sede, imaginem a situação dos
distritos”, esbravejam os moradores.
Três décadas
Os processos
das emancipações de Extrema e Tarilândia se arrastam por 3 décadas. E de lá
para cá outros distintos ganharam corpo, casos por exemplo de Jaci-Paraná na BR
364 e de União Bandeirantes, atualmente um dos maiores distritos, com população
acima de 20 mil habitantes e uma economia florescente. Além de Extrema, com distância
de 350 quilômetros, outros povoados tem igual ou maior distância da sede, como
Rio Pardo. Distritos como Abuna, Vista Alegre do Abunã, Nova Califórnia e Fortaleza
do Abunã também gritam pela autonomia.
Apetite dos Bolsonaros
Impressiona
o apetite da família Bolsonaro por cargos eletivos. A ex-primeira dama Michele Bolsonaro
está disputando uma cadeira ao Senado no Distrito Federal. O vereador carioca
Carlos Bolsonaro, mantém uma polemica postulação ao Senado em Santa Catarina,
deixando o domicilio eleitoral do Rio de Janeiro onde é vereador; O caçula dos
bolsoraros, Jair Renan peleja uma cadeia a Câmara dos Deputados por Santa
Catarina. Atualmente ele é vereador em Camboriú. Em Rondônia o pecuarista Bruno
Scheidt usa o sobrenome Bolsonaro na sua candidatura ao Senado. Haja
bolsonaros, hajam recursos do fundão eleitoral para atender a todos.
Ex-deputados
Impressiona
o número de ex-deputados estaduais e federais voltando as lides políticas
buscando a ressurreição. A coisa vai desde Ariquemes, com Adelino Folador e Ernandes
Amorim, em Ouro Preto com Carlos Magno. Só na Bença em Pimenta Bueno, Hermínio Coelho,
Zequinha Araújo e Jair Montes em Porto Velho, Airton Gurgacz em Ji-Paraná. Na
peleja a Câmara dos Deputados, os ex-deputados federais Natan Donadon em Vilhena,
Luís Claudio, Jaqueline Cassol e Expedito Painho de Rolim de Rolim de Moura,
Amir Lando em Porto Velho. E existem muitos outros casos
Via Direta
*** A escassez de mão de oba nos supermercados já está provocando alterações nas jornadas de trabalho para atrair colaboradores. Em alguns estados já está funcionando a escala 5 a 2. A coisa está funcionando bem e muitos estabelecimentos conseguindo preencher as vagas abertas ***O vice-governador do Amazonas Tadeu de Souza deixou o Avante e ingressou no PP para disputar o governo estadual. A campanha está esquentando por lá ***A coleta de lixo só tem piorado nos últimos dias em algumas regiões de Porto Velho. Uma nova troca de empresa coletora está sendo cogitada para resolver as demandas existentes que a empresa atual não conseguiu cumprir.
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