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Carlos Sperança

A capital rondoniense se transformou numa espécie de “Ceasa” das drogas


A capital rondoniense se transformou numa espécie de “Ceasa” das drogas - Gente de Opinião

Metais na berlinda

Já é consenso a noção de que o desenvolvimento do Brasil terá como importante componente as terras raras, os 17 elementos químicos essenciais para as mais avançadas tecnologias, desde veículos elétricos, e equipamentos médicos a semicondutores. A obtenção de ganhos com as importantes reservas brasileiras desses componentes enfrenta, porém, sérios obstáculos – o atraso relativo do país, riscos ambientais, a falta de uma política industrial bem definida, uma série de gargalos que vão da tecnologia à política.

A rigor, pode-se resumir o problema a duas pedras no sapato: primeira, a incapacidade das correntes políticas dominantes (lulismo e bolsonarismo) de elaborar uma pauta mínima acima dos egos de seus líderes; segunda, o tempo que se requer, acima de uma década, fora as cogitações imediatistas dos apetites políticos, que trabalham em horizontes curtos, de dois a quatro anos.

Além de uma política nacional para as TRs será preciso avaliar as possibilidades do lítio. Dono da sétima maior reserva mundial desse metal, o Brasil terá que ter voz ativa no debate sobre a criação de uma “Opep do Lítio”, a organização internacional de países com interesse em aproveitar as oportunidades de riqueza trazidas pelas aplicações desse bem da natureza. O problema está na fragilidade de uma organização que deveria incluir Chile, Bolívia e Argentina, considerando que os EUA de Donald Trump bagunçaram totalmente a unidade latino-americana.

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Desde os primórdios

Com a Campanha da Fraternidade, patrocinada pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil-CNBB enfocando questão da moradia, tratando-se de Porto Velho se constata um problema que vem dos primórdios, desde os tempos do Território. No estado são 370 mil pessoas pagando aluguel, na capital são 68 favelas, conforme atestam dados coletados pelo IBGE. Algumas tentativas foram desencadeadas para minorar o problema. O ex-prefeito de Porto Velho José Guedes em 1985 distribuiu terrenos populares para o nascimento dos bairros Tancredo, JK e Mariana. O então prefeito Roberto Sobrinho também seguiu na mesma linha décadas depois. Mas o déficit habitacional segue espantoso.

Em reformas

As instalações da antiga faculdade católica que engloba um quarteirão inteiro na região central de Porto Velho, ao lado da Catedral Metropolitana está sendo reformada para abrigar quatro batalhões da polícia militar e gerencias administrativas da corporação. Com grande espaço para estacionamento  nas novas instalações a região do centro histórico tão degradada nos últimos anos e sofrendo sérios problemas de assaltos, arrombamentos, roubos de fiações elétricos e depredação de prédios públicos, enfim, respira aliviada. O crônico problema de segurança na região central dará o início da revitalização da localidade tão reivindicada ao governador Marcos Rocha.

União política

Conforme anúncio ainda na semana passada, o ex-deputado estadual Jair Montes presidente do Avante conseguiu atrair para sua legenda o ex-presidente da Assembleia legislativa Marcelo Cruz e seu grupo político. Com isto, o Avante está agrupando uma seleta nominata de candidatos para Assembleia legislativa e com expressivo poder de negociação para apoiar um candidato a governador nas eleições de outubro. Não se sabe ainda o candidato escolhido. Ambos já foram base do governador Marcos Rocha e do vice-governador Sergio Gonçalves, mas os ventos estão soprando para o lado dos postulantes favoritos na temporada.

Conexão Nordeste

Importantes personagens rondonienses do narcotráfico, comandam a partir de Maceió e Fortaleza a chamada Conexão Nordeste do tráfico de drogas. A cocaína é adquirida na Bolívia, através de contatos em Guajará Mirim, percorre trajetos com vários modais –aéreo, rodoviário, fluviais – com um grande centro de distribuição em Porto Velho, até desembarcar no Nordeste. A capital rondoniense se transformou numa espécie de “Ceasa” das drogas para redistribuição na Amazônia e volumoso trafico para os estados do Nordeste. Acredita-se que de lá a cocaína rondoniense se espicha para o mercado europeu, através do porto de Roterdã, na Holanda.

Mostrando as caras

Pelo menos três candidatos ao Palácio Rio Madeira, sede do governo estadual, já estão mostrando as caras, em visitações pelo estado, reforçando as paliçadas dos seus partidos. O senador Marcos Rogério (PL), com domínio eleitoral em Ji-Paraná, o atual prefeito de Cacoal Adailton Fúria (PSD), o ex-prefeito de Porto Velho Hildon Chaves (PSDB). Mais dois nomes estão arriscando; o neopetista Expedito Neto, uma espécie de candidato de escuderia de Adailton Fúria, apoiado pelo governador Marcos Rocha e o atual vice-governador Sergio Gonçalves (União Brasil) com domicilio na capital.

Via Direta

*** Lulapetistas e bolsonaristas apostam na polarização para desembarcarem no segundo turno nas eleições presidenciais. Seja Lula, ou Flávio Bolsonaro, ambos não acreditam no surgimento de uma terceira via no pleito deste ano *** Desfeita a caravana da esperança em Rondônia, com o PT definindo seu candidato ao governo estadual, o MDB e o PDT buscam novos caminhos numa possível aliança. Um candidato a governador será definido pela coalizão liderada pelo atual senador Confúcio Moura e pelo ex-senador Acir Gurgacz *** O deputado estadual Delegado Camargo está distribuindo porretadas no governo Marcos Rocha e no senador Confúcio Moura. É uma metralhadora giratória.

* O conteúdo opinativo acima é de inteira responsabilidade do colaborador e titular desta coluna. O Portal Gente de Opinião não tem responsabilidade legal pela "OPINIÃO", que é exclusiva do autor.

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