Terça-feira, 24 de fevereiro de 2026 - 08h26

Já é
consenso a noção de que o desenvolvimento do Brasil terá como importante
componente as terras raras, os 17 elementos químicos essenciais para as mais
avançadas tecnologias, desde veículos elétricos, e equipamentos médicos a semicondutores.
A obtenção de ganhos com as importantes reservas brasileiras desses componentes
enfrenta, porém, sérios obstáculos – o atraso relativo do país, riscos
ambientais, a falta de uma política industrial bem definida, uma série de
gargalos que vão da tecnologia à política.
A
rigor, pode-se resumir o problema a duas pedras no sapato: primeira, a
incapacidade das correntes políticas dominantes (lulismo e bolsonarismo) de
elaborar uma pauta mínima acima dos egos de seus líderes; segunda, o tempo que
se requer, acima de uma década, fora as cogitações imediatistas dos apetites
políticos, que trabalham em horizontes curtos, de dois a quatro anos.
Além
de uma política nacional para as TRs será preciso avaliar as possibilidades do
lítio. Dono da sétima maior reserva mundial desse metal, o Brasil terá que ter
voz ativa no debate sobre a criação de uma “Opep do Lítio”, a organização
internacional de países com interesse em aproveitar as oportunidades de riqueza
trazidas pelas aplicações desse bem da natureza. O problema está na fragilidade
de uma organização que deveria incluir Chile, Bolívia e Argentina, considerando
que os EUA de Donald Trump bagunçaram totalmente a unidade latino-americana.
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Desde os primórdios
Com
a Campanha da Fraternidade, patrocinada pela Conferência Nacional dos Bispos do
Brasil-CNBB enfocando questão da moradia, tratando-se de Porto Velho se
constata um problema que vem dos primórdios, desde os tempos do Território. No
estado são 370 mil pessoas pagando aluguel, na capital são 68 favelas, conforme
atestam dados coletados pelo IBGE. Algumas tentativas foram desencadeadas para
minorar o problema. O ex-prefeito de Porto Velho José Guedes em 1985 distribuiu
terrenos populares para o nascimento dos bairros Tancredo, JK e Mariana. O
então prefeito Roberto Sobrinho também seguiu na mesma linha décadas depois. Mas
o déficit habitacional segue espantoso.
Em reformas
As instalações
da antiga faculdade católica que engloba um quarteirão inteiro na região central
de Porto Velho, ao lado da Catedral Metropolitana está sendo reformada para
abrigar quatro batalhões da polícia militar e gerencias administrativas da corporação.
Com grande espaço para estacionamento nas novas instalações a região do centro histórico
tão degradada nos últimos anos e sofrendo sérios problemas de assaltos,
arrombamentos, roubos de fiações elétricos e depredação de prédios públicos,
enfim, respira aliviada. O crônico problema de segurança na região central dará
o início da revitalização da localidade tão reivindicada ao governador Marcos
Rocha.
União política
Conforme
anúncio ainda na semana passada, o ex-deputado estadual Jair Montes presidente
do Avante conseguiu atrair para sua legenda o ex-presidente da Assembleia legislativa
Marcelo Cruz e seu grupo político. Com isto, o Avante está agrupando uma seleta
nominata de candidatos para Assembleia legislativa e com expressivo poder de negociação
para apoiar um candidato a governador nas eleições de outubro. Não se sabe
ainda o candidato escolhido. Ambos já foram base do governador Marcos Rocha e
do vice-governador Sergio Gonçalves, mas os ventos estão soprando para o lado
dos postulantes favoritos na temporada.
Conexão Nordeste
Importantes
personagens rondonienses do narcotráfico, comandam a partir de Maceió e Fortaleza
a chamada Conexão Nordeste do tráfico de drogas. A cocaína é adquirida na Bolívia,
através de contatos em Guajará Mirim, percorre trajetos com vários modais –aéreo,
rodoviário, fluviais – com um grande centro de distribuição em Porto Velho, até
desembarcar no Nordeste. A capital rondoniense se transformou numa espécie de “Ceasa”
das drogas para redistribuição na Amazônia e volumoso trafico para os estados
do Nordeste. Acredita-se que de lá a cocaína rondoniense se espicha para o mercado
europeu, através do porto de Roterdã, na Holanda.
Mostrando as caras
Pelo
menos três candidatos ao Palácio Rio Madeira, sede do governo estadual, já estão
mostrando as caras, em visitações pelo estado, reforçando as paliçadas dos seus
partidos. O senador Marcos Rogério (PL), com domínio eleitoral em Ji-Paraná, o
atual prefeito de Cacoal Adailton Fúria (PSD), o ex-prefeito de Porto Velho Hildon
Chaves (PSDB). Mais dois nomes estão arriscando; o neopetista Expedito Neto,
uma espécie de candidato de escuderia de Adailton Fúria, apoiado pelo governador
Marcos Rocha e o atual vice-governador Sergio Gonçalves (União Brasil) com
domicilio na capital.
Via Direta
*** Lulapetistas e bolsonaristas apostam
na polarização para desembarcarem no segundo turno nas eleições presidenciais.
Seja Lula, ou Flávio Bolsonaro, ambos não acreditam no surgimento de uma
terceira via no pleito deste ano *** Desfeita a caravana da esperança em Rondônia,
com o PT definindo seu candidato ao governo estadual, o MDB e o PDT buscam
novos caminhos numa possível aliança. Um candidato a governador será definido
pela coalizão liderada pelo atual senador Confúcio Moura e pelo ex-senador Acir
Gurgacz *** O deputado estadual Delegado
Camargo está distribuindo porretadas no governo Marcos Rocha e no senador Confúcio
Moura. É uma metralhadora giratória.
Terça-feira, 24 de fevereiro de 2026 | Porto Velho (RO)
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