Porto Velho (RO) sexta-feira, 5 de junho de 2020
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Carlos Sperança

Potão de vírus? + Eleições 2020 + O perdão + Balcão de negócios + Tapas e beijos


Potão de vírus? + Eleições 2020 + O perdão + Balcão de negócios + Tapas e beijos - Gente de Opinião

Potão de vírus?

Os ambientalistas e um número crescente de cientistas intensificaram neste ano as ameaças de que a Amazônia vai chegar logo ao ponto sem retorno para o Apocalipse. A emergência da pandemia da Covid-19 multiplicou os avisos.

Até recentemente, os alertas para preservar a Amazônia do desmatamento e do fogo salientavam que destruir a floresta significava eliminar, até por extinção, os animais e as plantas que só existem na região e poderiam trazer novas descobertas para doenças e problemas diversos dos homens.

Com a pandemia, não há mais só o risco de matar a biodiversidade que poderia conter a cura. Assombrando o mundo com mais doenças, o ecólogo David Lapola diz que “a Amazônia é um potão de vírus” e com a devastação a próxima grande pandemia pode surgir aqui.

É uma afirmação séria demais. Ela não será respondida à altura com insultos ou negacionismo, praga que faz a avestruz enfiar a cabeça na areia achando que está livre dos predadores só por se recusar a ver a situação de perigo e não agir contra ela.

A resposta aos crimes terá que vir do Estado funcional, com democracia e sem prevaricação, e a solução para as doenças resultará do trabalho empírico, testado e comprovado, dos cientistas. Estado atuante e ciência dotada dos recursos necessários darão as respostas que a população espera e precisa.

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Eleições 2020

Até agora o calendário eleitoral para a eleição de 2020 foi mantido e as convenções partidárias ainda programadas para 20 de julho a  5 de agosto. Mas  o Congresso Nacional já admite o adiamento do pleito  e com a pandemia do coronavirus se agravando teremos uma campanha totalmente prejudicada pela proibição de aglomerações. Assim sendo não teremos os tradicionais comícios e  as visitações nas principais avenidas das cidades como era rotina em pleitos passados.

O perdão

Na Comissão de Constituição e Justiça da Assembleia Legislativa de Rondônia apenas um deputado estadual votou contra o perdão da dívida de quase R$ 1,3 bi da Energisa, a nova companhia de eletricidade de Rondônia. Os outros seis deputados votaram para  procrastinar o assunto para 60 dias. O deputado Aécio da TV (PP) já se posicionou: daqui 60 dias voltará a votar contra o perdão o que já o deixa fora de um possível acordão. Acredita-se nos meios políticos é que os demais parlamentares da CPI já mudaram de posição e serão favoráveis ao perdão da dívida.

Balcão de negócios

Que a política foi transformada num balcão de negócios a muito tempo não é novidade alguma. Mas que em plena pandemia do coronavirus a classe política se aproveitasse da situação para se forrar rapinando o erário, pouca gente acreditava. Mas é o que está ocorrendo do Amazonas a Santa Catarina, do Pará ao Nordeste. As negociatas se sucedem enquanto o caos na saúde coloca o País no epicentro da pandemia no mundo. É lamentável.

Tapas e beijos

O presidente Jair Bolsonaro segue a rotina de tapas e beijos com o presidente da Câmara dos Deputados Rodrigo Maia (DEM). O jogo de interesses do “Centrão” – a maior aliança de pilantras já formada no Congresso - une as duas partes a partir de agora. Os partidos do centrão querem cargos importantes e ministérios, Bolsonaro escapar de um processo de impeachment. Vários pedidos já foram apresentados pela oposição. E assim o divisionismo político vai minando  o país.

Estava certo

A desgraceira toda  do agravamento da pandemia que está acontecendo no Brasil foi prevista pelo ex-ministro da Saúde  Mandeta, demitido por ciúmes da sua popularidade pelo atual presidente e divergências sobre como tocar o Ministério da Saúde. Bolsonaro cometeu grave equívoco em trocar de ministro ao meio da pandemia e fazendo outra troca ao demitir seu sucessor trinta dias depois da demissão do primeiro. A coisa só está piorando.

Via Direta

 

*** Desgovernado e sem rumo, o Brasil vê a peste do coronovirus chegar as aldeias indígenas e comunidades quilombolas *** As perspectivas são realmente terríveis e a coisa desandou de vez desde a saída do ministro da Saúde Mandetta *** Os políticos rondonienses querem “ajudar” no combate ao coronavirus.  Mas em todo lugar aonde se metem o que rola mesmo é a rapinagem *** O final de semana foi péssimo para o comércio lojista em Porto Velho. As lojas de eletrodomésticos sentiram o baque com as mais recentes restrições com as portas fechadas *** Tem carne oriunda de abatedouro clandestino circulando na aldeia. Deve ser fruto de roubo de gado no interior. É coisa de louco *** Segue o fechamento e venda de postos de gasolina em Porto Velho. Pelo que se vê a coisa deixou de ser bom negócio nestas bandas *** A desobediência ao isolamento social e uso das máscaras de focas proliferam nos bairros da capital *** Não é a toa que a peste avança na região metropolitana.

* O conteúdo opinativo acima é de inteira responsabilidade do colaborador e titular desta coluna. O Portal Gente de Opinião não tem responsabilidade legal pela "OPINIÃO", que é exclusiva do autor.

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