Terça-feira, 3 de dezembro de 2019 - 09h05

Na
fantasia conspirativa das redes, o ator Leonardo DiCaprio desempenha o papel do
malvado vilão que paga ninjas do mal para incendiar a Amazônia e transformá-la
em novo Titanic. Não é muito diferente do enredo do filme mais recente de
Quentin Tarantino. Nele, DiCaprio protagoniza um antigo e amado herói do
faroeste que agora, esquecido, só consegue papel de bandido.
Na
ficção sobre a Amazônia há heróis e vilões, mas nada imaginado vai superar a
realidade. Nela, as autoridades não podem fugir de seus deveres, sob pena de
prevaricação. Todo crime cometido na Amazônia deve ser combatido com rigor e
não ficar a esmo, à espera de uma GLO (intervenção militar para problema de
segurança que o Estado não consegue resolver).
A
continuar a fabricação de vilões para os crimes ambientais cometidos na
Amazônia, logo os antigos heróis e bandoleiros do velho Oeste serão
substituídos por alienígenas, mortos-vivos e cibervilões androides e robóticos.
Mas aqui não é Hollywood.
Enquanto
os viciados em internet continuam brincando de inventar vilões para explicar a
falta de soluções para os problemas de sempre, no mundo real já se projetam de
imediato impactos causados pelas cinzas das queimadas, capazes de aumentar o
derretimento das geleiras dos Andes. Robocops ou heróis de mentirinha não vão
parar com superpoderes improváveis as tragédias que afetarão a América do Sul
inteira.
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Cidades fantasmas
O estado de Rondônia carece
de projetos para salvar alguns municípios em decadência econômica e já se
esvaziando. Vários estão ameaçados a se transformar, depois do ciclo da madeira
encerrado, em cidades fantasmas como ocorreu no Oeste americano, depois do
ciclo do garimpo do ouro. Não
bastasse, o cultivo da soja, com grandes propriedades no estado, reduz o contingente
populacional em algumas regiões.
A migração
Com tudo isto ocorrendo em Rondônia, que
originalmente foi criada com perfil de pequenas propriedades, temos centenas de
familias se mudando para o Mato Grosso (região de Colniza), Amazonas (Humaitá e
Apuí), buscando perpectivas de vida numa nova marcha migratória. Com os
pequenos municípios esvaziados se constata também inchamento dos principais
pólos regionais, casos de Porto Velho, Ariquemes, Ji-Paraná, Cacoal e Vilhena.
Vitória no grito
A vida
dos prefeitos não esta tão fácil. Não bastasse que com as chuvas proliferam as
alagações e crateras, os alcaides sofrem com uma oposição impiedosa querendo,
no caso da capital, afugentar o prefeito Hildon Chaves (PSDB) do Prédio do
Relógio no grito, forçando seguidos pedidos de impeachment. Que os intessados
na municipalidade sejam mais democráticos: esperem ao menos o resultado das
urnas no ano que vem.
Criando asas
Já
com nova roupagem e voltando a crescer, para a tristeza daqueles que voduzaram
este rotativo, o Diário terá mais novidades no ano que vem. Atualmente é o
único jornal com circulação estadual e com recentes ajustes, vai se mantendo e
atentendo a coletividade rondoniense. O mesmo vale para a Rede TV que já tem
novos programas e terá uma grade mais competitiva a partir do próximo ano. E
ainda temos nosso portal criando asas.
A dança dos caciques
Muitos
caciques políticos rondonienses, com as atenções voltadas para a sucessão estadual
e a vaga ao Senado em 2022 já costuram acordos desde já para as eleições
municipais do ano que vem visando reforçar suas paliçadas. Os senadores Confúcio
Moura (MDB) e Marcos Rogério (DEM) são possíveis adversários do governador Marcos
Rocha (PSL). Leo Moraes, não sendo candidato a prefeitura, voltará suas
atenções ao Senado.
Via Direta
***A coisa esta feia. Estão arrebentando
muros e roubando até portões eletronicos nas casas e vendendo pela metade do
preço em anuncios pela internet em Porto Velho *** Shopping e Havan
lotaram até o talo nos dias do Black Friday na capital rondoniense animando o
Grupo Gonçalves que vai inaugurar seu novo centro de compras antes do Natal na
populosa Zona Leste *** O desvalorizado
centro histórico de Porto Velho se transformou num paraiso das lojas de R$
20,00 afetando o movimento dos estabelecimentos da classe média nas avenidas 7
de Setembro, Carlos Gomes e adajacências
*** Não bastasse, as lojas dos chineses vendem bolsas de boa procedência até por um terço do preço
praticado no Shopping *** Trocando de
saco para mala: com as chuvas os “noiados” das cracolândias estão invadindo
casas e prédios desocupados na capital *** E salve-se quem puder!
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