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Carlos Sperança

Aqui não é Hollywood + Cidades fantasmas + Vitória no grito + A dança dos caciques


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Aqui não é Hollywood

Na fantasia conspirativa das redes, o ator Leonardo DiCaprio desempenha o papel do malvado vilão que paga ninjas do mal para incendiar a Amazônia e transformá-la em novo Titanic. Não é muito diferente do enredo do filme mais recente de Quentin Tarantino. Nele, DiCaprio protagoniza um antigo e amado herói do faroeste que agora, esquecido, só consegue papel de bandido.

Na ficção sobre a Amazônia há heróis e vilões, mas nada imaginado vai superar a realidade. Nela, as autoridades não podem fugir de seus deveres, sob pena de prevaricação. Todo crime cometido na Amazônia deve ser combatido com rigor e não ficar a esmo, à espera de uma GLO (intervenção militar para problema de segurança que o Estado não consegue resolver).

A continuar a fabricação de vilões para os crimes ambientais cometidos na Amazônia, logo os antigos heróis e bandoleiros do velho Oeste serão substituídos por alienígenas, mortos-vivos e cibervilões androides e robóticos. Mas aqui não é Hollywood.

Enquanto os viciados em internet continuam brincando de inventar vilões para explicar a falta de soluções para os problemas de sempre, no mundo real já se projetam de imediato impactos causados pelas cinzas das queimadas, capazes de aumentar o derretimento das geleiras dos Andes. Robocops ou heróis de mentirinha não vão parar com superpoderes improváveis as tragédias que afetarão a América do Sul inteira.

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Cidades fantasmas

 O estado de Rondônia carece de projetos para salvar alguns municípios em decadência econômica e já se esvaziando. Vários estão ameaçados a se transformar, depois do ciclo da madeira encerrado, em cidades fantasmas como ocorreu no Oeste americano, depois do ciclo do garimpo do ouro. Não bastasse, o cultivo da soja, com grandes propriedades no estado, reduz o contingente populacional em algumas regiões.

A migração

 Com tudo isto ocorrendo em Rondônia, que originalmente foi criada com perfil de pequenas propriedades, temos centenas de familias se mudando para o Mato Grosso (região de Colniza), Amazonas (Humaitá e Apuí), buscando perpectivas de vida numa nova marcha migratória. Com os pequenos municípios esvaziados se constata também inchamento dos principais pólos regionais, casos de Porto Velho, Ariquemes, Ji-Paraná, Cacoal e Vilhena.

Vitória no grito

A vida dos prefeitos não esta tão fácil. Não bastasse que com as chuvas proliferam as alagações e crateras, os alcaides sofrem com uma oposição impiedosa querendo, no caso da capital, afugentar o prefeito Hildon Chaves (PSDB) do Prédio do Relógio no grito, forçando seguidos pedidos de impeachment. Que os intessados na municipalidade sejam mais democráticos: esperem ao menos o resultado das urnas no ano que vem.

Criando asas

Já com nova roupagem e voltando a crescer, para a tristeza daqueles que voduzaram este rotativo, o Diário terá mais novidades no ano que vem. Atualmente é o único jornal com circulação estadual e com recentes ajustes, vai se mantendo e atentendo a coletividade rondoniense. O mesmo vale para a Rede TV que já tem novos programas e terá uma grade mais competitiva a partir do próximo ano. E ainda temos nosso portal criando asas.

A dança dos caciques

Muitos caciques políticos rondonienses, com as atenções voltadas para a sucessão estadual e a vaga ao Senado em 2022 já costuram acordos desde já para as eleições municipais do ano que vem visando reforçar suas paliçadas. Os senadores Confúcio Moura (MDB) e Marcos Rogério (DEM) são possíveis adversários do governador Marcos Rocha (PSL). Leo Moraes, não sendo candidato a prefeitura, voltará suas atenções ao Senado.

Via Direta

***A coisa esta feia. Estão arrebentando muros e roubando até portões eletronicos nas casas e vendendo pela metade do preço em anuncios pela internet em Porto Velho *** Shopping e Havan lotaram até o talo nos dias do Black Friday na capital rondoniense animando o Grupo Gonçalves que vai inaugurar seu novo centro de compras antes do Natal na populosa Zona Leste *** O desvalorizado centro histórico de Porto Velho se transformou num paraiso das lojas de R$ 20,00 afetando o movimento dos estabelecimentos da classe média nas avenidas 7 de Setembro,  Carlos Gomes e adajacências *** Não bastasse, as lojas dos chineses vendem bolsas de boa  procedência até por um terço do preço praticado no Shopping *** Trocando de saco para mala: com as chuvas os “noiados” das cracolândias estão invadindo casas e prédios desocupados na capital *** E salve-se quem puder!

 

* O conteúdo opinativo acima é de inteira responsabilidade do colaborador e titular desta coluna. O Portal Gente de Opinião não tem responsabilidade legal pela "OPINIÃO", que é exclusiva do autor.

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