Porto Velho (RO) quarta-feira, 19 de fevereiro de 2020
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Carlos Sperança

A propaganda que funciona + A chance de Marcito + Grande revanche em Vilhena + Ariquemes sem favoritos


A propaganda que funciona + A chance de Marcito + Grande revanche em Vilhena + Ariquemes sem favoritos - Gente de Opinião

A propaganda que funciona

Os caros “comerciais” que tentam desfazer a péssima imagem do Brasil no exterior só serão eficazes se ganharem os corações e as mentes de clientes, turistas e investidores. Uma publicidade que negue fatos e acuse supostos inimigos talvez até funcione para a parcela sugestionável do público interno que acredita em zaps e fakes, mas não poderá reverter os danos já causados, que podem ser resumidos na palavra desconfiança.

Certa vez o ex-ministro Ricupero disse que o governo mostra o positivo e esconde o negativo, mas agora só o negativo aparece. A melhor propaganda para vencer desconfianças será proteger os povos da floresta e estimular a iniciativa empresarial, porque a maior riqueza da Amazônia não está em minérios, flora ou fauna, mas em gente: só pessoas podem extrair o melhor dos recursos naturais ou desperdiçá-los com mau uso.

A propaganda só funciona quando emociona. Causará emoção positiva no país e no exterior, por exemplo, a premiação recebida por produtores indígenas de café robusta em Rondônia, iniciativa que valoriza o cultivo sustentável e a preservação da floresta.

No entanto, mil notícias positivas como essa perdem seu bom efeito diante do assassinato impune de um índio. O fato negativo é uma bomba demolidora e incentivar bons feitos é uma demorada e paciente construção. Castigar a destruição e premiar as boas ações será, para todos os efeitos, a melhor propaganda.

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Um panorama

Um ano antes das eleições municipais do ano que vem, acompanhem na coluna um rapido panorama nos principais colégios eleitorais do estado      que são Porto Velho, com mais de 330 mil eleitores, Ji-Paraná com cerca de 100 mil, Ariquemes com mais de 70 mil e Vilhena passando dos 60 mil. No interior nenhum dos municípios terá segundo turno, cabivel apenas aquelas cidades com mais de 200 mil votantes, conforme a legislação eleitoral.

Segundo turno

Com baita fragmentação eleitoral, onde se projetam quase uma duzia de candidatos é previsivel uma eleição em dois turnos em Porto Velho, uma cidade acostumada a surpresas e onde os favoritos levam pau. Aqui tres fortes blocos estão se formando para a peleja. O primeiro, com quase 10 partidos, sustenta o projeto de reeleição do prefeito Hildon Chaves (PSDB). No segundo bloco esta o favorito Leo Moraes (Podemos), no terceiro o ex-prefeito Mauro Nazif (PSB).

A chance de Marcito

A sucessão municipal em Ji-Paraná começa a entrar nas rodas de conversas na capital da BR. Se tem como certo que o atual prefeito Marcito Pinto (PDT) vai para a reeleição. Como concorrentes são citados os nomes do deputado Laerte Gomes, de Isau, do empresário Mabel, entre outros nomes que começam a ser especulados. Em Jipa não tem segundo turno e se forem lançados muitos candidatos, dividindo o eleitorado, Marcito será beneficiado.

Sem favoritos

No município de Ariquemes, terceiro maior colégio eleitoral do estado, onde os caciques Ernandes Amorim (PTB) e Confucio Moura (MDB) procuram emplacar aliados, temos mais um prefeito buscando a reeleição, que é o delegado Thiago Flores, agora no PSL do governador Marcos Rocha. Lá são fortes também o ex-deputado estadual Tziu Jidaias (Solidariedade) com a bandeira cassolista, o vice-prefeito Foladorzinho (Democratas) e os deputados Alex Testoni e Geraldo da Rondônia.

Grande revanche

No município de Vilhena duas fortes alianças devem polarizar a eleição local numa revanche da revanche de plietos passados. De um lado, o clã Donadon, ainda definindo o nome para a disputa, de outro lado o grupo liderado pelo deputado estadual Luizinho Goebel (PV), que deve apoiar seu aliado, o atual prefeito Eduardo Japonês. O governador Marcos Rocha também quer o PSL na briga, mas o partido ainda esta dividido.

Via Direta

***Para ser efetivada e valer para a eleição de 2020, a nova Lei Eleitoral, aprovada no Congresso Nacional precisa ser sancionada pelo presidente Jair Bolsonaro até 4 de outubro *** As mudanças atendem os umbigos dos deputados e senadores principalmente no tocante a utilização dos recursos do milionário do Fundo Partidário *** São as velhas práticas da classe política ainda vigorando na vida brasileira *** Novos nomes vão surgindo para a peleja da prefeitura de Porto Velho ***O vice-prefeito Edgar do Boi (DC) e Elis Regina (PC do B) são alguns especulados.

* O conteúdo opinativo acima é de inteira responsabilidade do colaborador e titular desta coluna. O Portal Gente de Opinião não tem responsabilidade legal pela "OPINIÃO", que é exclusiva do autor.

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