Sexta-feira, 16 de janeiro de 2026 - 08h20

Qual
é o clima da Amazônia? Salvo alguma pequena divergência, na conta da vastidão
regional, o clima é equatorial, caracterizado por ser quente e úmido durante
todo o ano. No entanto, há pouco foi divulgado estudo segundo o qual o clima
amazônico passará a ser hipertropical. Se assim for, têm razão os
catastrofistas que nos últimos 50 anos avisam que a Amazônia iria sofrer drásticas
transformações climáticas.
Como
não é possível acreditar em algo só porque é dito ou publicado, cabe checar se
de fato ocorre a mudança anunciada. Antes de tudo se nota que a passagem para
hipertropical seria um processo em andamento, nada a cravar com certeza a ponto
de incluir em enciclopédias. As evidências demonstram que o processo de fato
ocorre. A dúvida está em se ele pode ser parado ou não tem mais jeito. O
estudo, publicado por cientistas da Universidade da Califórnia, Berkeley (EUA) não
esclarece bem isso. Apenas relata evidências de uma transição climática que
pode mudar irreversivelmente o maior bioma tropical do planeta.
A
tendência indicada é assustadora: o retorno ao regime climático “hipertrópicos”
– condições de calor extremo e secas intensas como as geologicamente datadas de
40 milhões de anos no passado, quando a época de seca engolia o período de
chuvas. Como a passagem final será em 2100, muitos vão continuar destruindo o
meio ambiente como sempre. Pobres netos!
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Era impensável
O
que era tido como impensável quando foi especulado há uma semana, se tornou realidade.
O ex-deputado federal Expedito Neto, deixou o PSD ingressou no PT e se tornou
pré-candidato a governador do lulapetismo, com a adesão do PC do B e do Partido
Verde. Neto está sob suspeita de praticar jogo duplo com seu pai Expedito
Painho que patrocina a candidatura ao governo estadual do prefeito Adailton
Fúria (PSD) que é bolsonarista suave, de centro-direita. Com um pé na esquerda
e outro na direita, o clã dos Expeditos está desgastando mesmo é a candidatura
de Adailton Fúria.
Pacto firmado?
Acredita-se
que a corrida sucessória estadual em Rondônia abre com um pacto entre Expedito
Neto, candidato do PT/PC do B e PV com o postulante do PSD, Adailton Fúria. No
acordo, ficaria estabelecido de que quem estiver melhor ou fosse para o segundo
turno, teria apoio do outro. A grande verdade é que os expeditos concorrem com
dois postulantes ao Palácio Rio Madeira. O tempo vai dizer se a estratégia
adotada ganha perna ou é mais um plano cebolinha na aldeia. Lembrando que entre
suas jogadas, Expedito foi o criador de Ivo Cassol e Hildon Chaves. Foi o pai
dos dois. Que honra para ambos!
Vamos
recorrer!
Em
vista da ineficiência da classe política de Rondônia – de vereadores,
prefeitos, deputados, senadores e governador – vamos acabar recorrendo as
bancadas federais do Acre e do Amazonas, cujos estados também estão sendo
impactados com o pedagiamento em Rondônia, para entrarem na luta contra a
cobrança do pedágio escabroso na rodovia 364, encarecendo o custo de vida em
toda a região do Norte. É um absurdo cobrar pedágio com menos de 20 por cento das
obras de restauração e duplicação da rodovia. A bancada federal de Rondônia
cochilou e facilitou as coisas. Protestos aumentam na região. Será que os
políticos receberam propinas? Será que vamos recorrer ao Trump?
É preciso renovar
Não só pelo fracasso na
bandeira contra o pedagiamento que a classe política de Rondônia precisa ser renovada.
Vejam casos como a cobrança escorchante das atuais tarifas aéreas, a suspensão
de voos, a situação crítica dos rondonienses perante a falta de opções de voos
para outros estados. As empresas aéreas pintam e bordam e nada acontece. É de
se perguntar que espécie de políticos estamos elegendo neste estado nos últimos
anos? A bandidagem tomou conta de Rondônia, o crime organizado, as rachadinhas
dos políticos, as emendas parlamentares rachadas com empresas e prefeitos. A
afeição dos prefeitos pelos contratos milionários de coleta de lixo. Enquanto
isto as fezes pululando pelas ruas e avenidas até mesmo da capital.
Dentadas e patadas
O
atual governador Marcos Rocha (União Brasil) entra no seu último ano de gestão
e é preciso reconhecer seus esforços como bom administrador em algumas áreas de
atuação, sobretudo na economia, embora com percalços na saúde e segurança
pública. Nestes quase quatro anos de mandato enfrentou a oposição da maior
parte da bancada federal de Rondônia no Congresso Nacional. Algumas lideranças
com cadeiras na Câmara Federal e no Senado chegaram a trata-lo como inimigo
obstaculizando suas articulações na esplanada dos ministérios na liberação de
recursos. Que o próximo governador tenha mais apoio. Lembrando que os principais
adversários do atual governador são lideranças bolsonaristas de extrema direita.
Via Direta
*** Boa parte dos prefeitos bem
avaliados na região Norte vão disputar os governos estaduais. São os casos de
Rio Branco Tião Bocalon (Acre), de Manaus David Almeida (Amazonas), Ananindeua
(Pará) e Adailton Fúria (Rondônia) *** Com o inverno amazônico ganhando força com
suas tempestades a incidência de doenças respiratórias aumentou e as farmácias
reforçando os caixas. É o caso de Porto Velho também alvo de muitos casos de
dengue ***Um segmento que entrou em disputas
acirradas em Rondônia é o de Óticas. Na
capital rondoniense só na Av. Calama tem meia dúzia delas. É coisa de louco,
parece briga das redes de farmácias.
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