Quinta-feira, 12 de fevereiro de 2026 - 08h21

A
diplomacia e as Forças Armadas do Brasil têm entre seus méritos maiores manter a
paz por todos os meios, sobretudo pela não intervenção em países estrangeiros. Lição
duramente aprendida na Guerra do Paraguai, em que o perdedor foi arrasado, mas
Brasil, vencedor, plantou-se a semente de uma dívida terrível, que consumiu os
recursos nacionais, gerando seu atraso. A maior lição da guerra é que todos
perdem de alguma forma.
A
Constituição é sábia, garantindo a democracia, mesmo aos trancos e barrancos,
desde 1988. Presidentes que ousaram driblá-la já foram cassados e presos. Quem
se julgar acima dela será alvejado pelas denúncias no parlamento, na Justiça e
na imprensa livre, como viram Dilma, Lula, Collor, Temer e Bolsonaro.
No
entanto, a Constituição não pode prevenir os males terríveis que possam advir
do descontrole ambiental incidente sobre a segurança alimentar. Para isso é
preciso combinar legislação, ciência e bom-senso, ação de grau superior dificultada
pela polarização política, em que todos gritam e ninguém tem razão.
Essa
combinação será decisiva nesta hora, quando as megapragas da lagarta-da-maçã e da
lagarta-da-espiga-do-milho se cruzaram e trocam genes, tornando-se resistentes
aos pesticidas. Os efeitos de sua disseminação para a soja e outras culturas
farão o papel de bombas atômicas se não forem controladas a tempo. Lagartas não
se incomodam com CPIs.
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A confirmação
Depois
de vários dias com sua pré-campanha paralisada, o vice-governador Sergio
Gonçalves (União Brasil) confirmou a disposição de disputar o governo estadual
nas eleições de outubro numa entrevista concedida ao radialista Arimar de Sá.
Sergio vai rachar o eleitorado governista, já que o atual governador Marcos
Rocha definiu seu apoio a um outro postulante chapa branca, que é o atual
prefeito de Cacoal Adailton Fúria (PSD). Gonçalves tem sua candidatura ao
Palácio Rio Madeira ancorado na força do União Brasil, partido que detém uma
das maiores cotas do fundão eleitoral, mas ele é considerado uma presa fácil
pelos antagonistas. O UB também especula o lançamento do ex-prefeito Hildon
Chaves (PSDB) ao CPA.
A fraternidade
Com
o tema escolhido para esta jornada, “Fraternidade e Moradia”, e como tema para reflexões
“Ele Veio Morar entre Nós”, a Igreja católica e entidades associadas desenvolvem
a Campanha da Fraternidade 2026. Sem dúvida um dos temas mais apropriados
escolhidos, já que o País padece com a questão da moradia e centenas de
favelas, desprovidas de água e esgoto, se espalham pelas regiões metropolitanas,
sendo que milhares de sem teto perambulam pelas ruas enfrentando as agruras do
tempo. Que a classe política também realize debates neste tema, ao lado da questão
da segurança pública cada vez mais caótica.
A ponta do Abunã
A Ponta
do Abunã, aquela região que já foi acreana, que une os distritos de Extrema e
Nova Califórnia, atualmente sob a administração da prefeitura de Porto Velho,
volta a ser alvo de manifestações pela sua independência, ao lado do distrito
de Tarilândia, pertencente ao município de Jaru. Uma situação que não depende
da vontade dos vereadores eleitos pelos distritos, ou pelos deputados estaduais
na Assembleia Legislativa. É uma questão que depende exclusivamente da vontade
política dos deputados federais e senadores. Os entraves para as emancipações
se encontram no Congresso Nacional.
A paralisação
A suspensão
da pré-campanha da primeira dama Luana Rocha a Câmara dos Deputados e do irmão
do atual governador Sandro Rocha, a Assembleia Legislativa, atualmente no
Detran, demonstram a determinação do mandatário de Rondônia Marcos Rocha permanecer
no cargo até o fim do seu mandato. Outro indício que indica que Rocha não volta
atrás é sua mágoa com o seu vice-governador Sergio Gonçalves (União Brasil) que
não aceitou suas exigências – ou seja a fatia do leão dos cargos de primeiro
escalão – caso deixasse o cargo. Rocha queria deixar o governo, mas seguindo
mandando no CPA.
Estava encurralado
Aos
poucos vai se entendendo a opção do governador Marcos Rocha pelo PSD em Rondônia.
Rocha estava encurralado pelos adversários. De um lado, o bolsonarismo se
voltava com alinhamento aos seus inimigos, aqueles que sabotaram sua gestão nos
últimos anos, casos dos senadores Marcos Rogério e Jaime Bagatolli e do deputado
federal Coronel Chrisostomo. Do outro lado, o União Brasil não tinha repassado
o controle para o governador que seguia nas mãos dos manos Gonçalves. Não
bastasse, o vice-governador Sergio Gonçalves já estava em campanha para o CPA e não atendia suas exigências para deixar o cargo.
Por último, Ivo Cassol e Silvia Cristina, do PP estavam se voltando a postulação
de Marcos Rogério (PL). Realmente um cenário que era desconfortável para ele.
Via Direta
*** De volta as lides políticas, o ex-presidente
da Assembleia Legislativa Hermínio Coelho busca retornar a Assembleia Legislativa.
Ele tem forte apoio no meio dos servidores públicos, pelo seu passado de
sindicalista ***
O PT está animado com a formação de sua chapa de candidatos a deputados
estaduais em Rondônia. Nomes expressivos, além a ex-senadora Fatima Cleide e da
atual deputada Claudia de Jesus ***
Mesmo sem boas chapas formatadas para a pelejas ao Senado, Câmara dos Deputados
e Assembleia Legislativa o ex-prefeito Hildon Chaves (PSDB) entrou para valer
na disputa do Palácio Rio Madeira. Vai com a cara e a coragem
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