Quarta-feira, 11 de fevereiro de 2026 - 08h15

“Mundo,
estranho mundo”, dizia Carlos Drummond de Andrade. Quando o povo da Groelândia
se sente ofendido pela exigência do presidente Donald Trump de anexar a grande
ilha ao território americano, a população peruana de Bellavista Callarú deu
sinais de que pretende a fazer parte do Brasil.
A
diferença entre as duas situações é que a Groelândia não precisa nem merece ser
invadida por um arrogante poderoso, pois já é suficientemente protegida sob a
soberania europeia, enquanto Callarú se sente abandonada pela administração
peruana.
O
que há em comum entre as duas regiões é a pressão sobre as comunidades que
afeta sua vida diária e traz incômodos e preocupações: uma força externa que
interfere na estabilidade local. No caso da Groelândia, essa força é o pavor
dos EUA de agravar o declínio de sua sociedade, tentando se impor com ações de
força. No caso da região peruana, a omissão do Estado frente a essa comunidade
de indígenas Tikunas.
A
situação da Groelândia não vai melhorar nem piorar sob o guarda-chuva da Europa
ou dos EUA, pois seus moradores já têm autonomia. No caso dos Tikunas, a
melhoria é urgente, mas não lhes basta desejar pertencer ao Brasil, que não vai
ocupar “trumpeanamente” o território. É preciso diplomacia para organizar ações
internacionais de modo que o povo indígena seja respeitado e não se crie
inutilmente mais um ruído territorial.
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As emancipações
Temos 17 municípios rondoniense comemorando suas
emancipações neste dia 13 de fevereiro, entre eles, Candeias do Jamari, cidade satélite
de Porto Velho, que juntamente com Vilhena é um dos municípios que mais cresceram
na última década, conforme atestam os dados coligidos pelo IBGE. Candeias é considerada
uma cidade dormitório de Porto Velho já que centenas de trabalhadores que
residem na localidade trabalham na capital rondoniense. Seu primeiro prefeito foi
Lindomar Garçom que por coincidência também é o atual alcaide daquela
comunidade;
A grande diferença
Os tucanos falam de boca cheia que existe uma grande
diferença entre as candidaturas ao governo do estado entre o ex-prefeito Hildon
Chaves e os demais postulantes ao Palácio Rio Madeira na capital. Explicam que
os demais candidatos – Marcos Rogerio (PL-Ji-Paraná), Adailton Fúria (PSD-
Cacoal), Expedito Neto (PT-Rolim de Moura), Flori Cordeiro (Podemos-Vilhena) e
Sergio Gonçalves (Porto Velho) – comparecem a jornada eleitoral de mãos abanando com relação a capital, enquanto
Hildon Chaves já conta com grandes obras realizadas que proporcionaram um salto
de modernidade na capital, desde a transformação da rodoviária antiga num novo
cartão postal e até nos quesitos campensíssimos de pavimentação e regularização
fundiária.
Duas andorinhas
Já se tem como certa uma baita renovação dos quadros da Assembleia
Legislativa em 2026 pelos mais variados motivos. Desde os processos de
inelegibilidade de alguns parlamentares, até o desempenho pífio de muitos
legisladores no parlamento estadual, onde mais se pensa no próprio umbigo, indicar
parentes a cargos comissionados do governo estadual ou em verdadeiras barganhas
praticadas com recursos de emendas parlamentares, além de casos de rachadinhas
explodindo de tempos em tempos. Poucos deputados realmente se dedicam a fiscalização
do executivo. Casos a direita, com o
delegado Camargo, a esquerda com a deputada Claudia de Jesus. Mas duas
andorinhas não fazem verão...
Tudo enrolado
Enquanto nas mais diversas áreas de prestação de serviços,
a administração do prefeito Leo Moraes (Podemos) se tornou um modelo de gestão pública,
no quesito de regularização fundiária, nos processos de retificações de IPTU e
no atendimento à população neste setor a gestão patina. Na gestão anterior o
setor já tinha começado a apresentar melhoras (mesmo igualmente com muitas
queixas). Mas agora a coisa realmente desandou. Qualquer processo em análise se
prolonga por meses e se exige paciência de Jó para que as soluções sejam
realmente encaminhadas até as mudanças efetuadas.
O esvaziamento
Mesmo com pautas urgentes para serem debatidas, como é o
caso da segurança púbica que aflige todo o país, as casas legislativas, desde a
Câmara dos Deputados, Senado, Câmara de Vereadores e Assembleia Legislativa já
estão se esvaziando com vistas as folias momescas. Temos uma classe política
voltada aos interesses de segmentos mais representativos, como do agronegócio,
dos bancos e de classes mais abastadas, deixando de lado questões que atormentam
o povo brasileiro, vítima de verdadeiras atrocidades com a criminalidade
crescente.
Via Direta
*** Com o PSD nacional
se acertando para ingressar na base do atual presidente Lula e indicando seu vice,
em Rondônia até poderá ocorrer uma fusão das candidaturas de Adailton Fúria, do
PSD e de Expedito Neto, do PT *** Como os dois já pulam cirandinha desde já, sob orientação de
Expedito Painho, nada vai mudar no cenário político rondoniense *** O ex-prefeito de Porto Velho Hildon
Chaves já era tido como peça descartada do processo sucessório em Rondônia e de
repente ressurge crescendo como um foguete e já impressionando os adversários
*** Nada mal para quem no ano passado foi alvo até de gozações como aquela de
que pilotava uma Frente Sandubas, que
resumia apenas o apoio e a lealdade do fiel aliado Lindomar Sandubas.
Quarta-feira, 11 de fevereiro de 2026 | Porto Velho (RO)
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