Segunda-feira, 9 de fevereiro de 2026 - 08h25

O
filme “O Último Azul”, de Gabriel Mascaro, cineasta que ganhou notoriedade com
“Boi Neon” em 2016, traz desde o título a sugestão de finitude. A protagonista
é Tereza, que aos 77 anos é empurrada sem saída para uma colônia de aposentados
de onde só se sai para o túmulo. Mas ela acha a saída: é realizar seu último
desejo – fazer um giro pelos rios amazônicos.
Navegar
recreativamente pelos nossos rios não deveria ser o último desejo de alguém,
mas uma aventura para dar valor à vida já desde a primeira infância, passando
por todas as idades. O filme apenas começou sua trajetória de exibições e com
certeza quanto mais assistido for, mais vai sensibilizar espectadores e motivar
reflexões sobre o que estamos fazendo, seja pelo destino final aos idosos
mascarado como uma aventura feliz, seja pelo futuro dos rios em cujos cursos
gira o “sangue” amazônico, suas magníficas águas fazendo um conjunto de vida
com o verde das matas.
Tereza
é desempenhada com brilho pela atriz Denise Weinberg, de longa carreira no
cinema, teatro e TV, enquanto Rodrigo Santoro faz o papel do piloto Cadu, que
ao invés de se alegrar com a vida que leva, manifesta solidão e trauma.
Reunindo elementos simbólicos e os contrastes entre um homem jovem sem
confiança no futuro e uma idosa que sonhando em voar se recusa a aceitar um fim
de vida estático e sem perspectiva, o filme dá uma interessante sacudida em
quem está na poltrona para assisti-lo.
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Noiva cobiçada
Como
uma noiva apetitosa, o ex-governador Ivo Cassol (PP) é cobiçado pelos governadoraveis
de plantão para as eleições 2026 em Rondônia. Afastado da disputa, por estar
inelegível e já sem expectativas de reverter sua situação na justiça eleitoral,
Cassol tem recebido na sua fazenda em Rolim de Moura os candidatos ao Palácio
Rio Madeira, trocando juras de amor. Por lá já estiveram o senador Marcos
Rogério (PL), o atual prefeito de Cacoal, Adailton Fúria (PSD) e o ex-prefeito
de Porto Velho Hildon Chaves sondando suas chances de contar com o apoio do
ex-mandatário. Ivo até agora não se comprometeu com ninguém.
Indicação do vice
Entre
um chimarrão e uma dentada em churrasco Ivo Cassol mais ouve do que fala, não
assumindo compromissos. Mas pelo menos um governadoravel já define o que o ex-mandatário
pretende: trata-se da indicação do vice
de um dos candidatos ao CPA. Raposa na política rondoniense, Cassol vai esperar
mais algum tempo para as suas definições do quadro político em Rondônia para se
decidir. Uma situação que pode se arrastar até as convenções do meio do ano.
Todos os governadoraveis que foram ao encontro de Ivo Cassol garantem que terão
seu apoio. Vejam que lábia do ex-governador.
Na peleja 2026
Vários
prefeitos bem avaliados na região Norte estão sendo lançados na disputa pelos
governos estaduais. Em Rio Branco, capital acreana, o prefeito Tião Bocalon. Em
Manaus o atual prefeito David Almeida foi lançado pelo presidente nacional do
PDT Carlos Lupi, em Rondônia o prefeito do município de Cacoal, Adailton Fúria.
Também o prefeito de Ananindeua, Dr. Daniel na região metropolitana de Belém já
está com o nome nas ruas. Para todos eles participarem, da campanha 2026 terão
que deixar os cargos ainda em abril para efeito de desincompatibilização, como
exige a legislação eleitoral.
Disputas regionais
Nas
disputas para as oito cadeiras a Câmara Federal de Rondônia algumas pelejas
regionais chamam atenção. Em Ariquemes e Vale do Jamari o atual deputado Thiago
Flores terá como principal concorrente outro deputado, Rafael Fera, que assumiu
no lugar do deputado federal afastado Eurípedes Lebrão. Geralmente a região emplaca
um federal, outro fica na sobra. Na região de Ji-Paraná o principal embate será
entre os ex-prefeitos Jesualdo Pires e Esaú Fonseca. Com um eleitorado mais expressivo,
a região está em condições de eleger dois representantes.
Com canibalização
Na
chamada bacia leiteria, que une Jaru e Ouro Preto do Oeste, se enfrentam o
ex-prefeito José Amauri, patriarca do clã dos Muletas, com o atual deputado federal
Lucio Mosquini, bem votado na última eleição e cotado para se reeleger com folga
em 2026. Mas canibalização mesmo deverá acontecer na região de Cacoal e Rolim,
onde temos como postulantes a ex-deputada federal Jaqueline Cassol, a primeira
dama de Cacoal Joliane Fúria, o ex-deputado federal Luís Claudio e o ex-senador
Expedito Junior. Já, em Vilhena e Cone Sul rondoniense a luta ocorre entre os
postulantes dos clãs Donadon, Neiva de Carvalho e Goebel. Lá a fragmentação de
votos poderá deixar a região mais uma vez sem representante na Câmara dos
Deputados.
Via Direta
*** O Estado de Rondônia vivencia uma
explosão de casos de feminicidios e de desaparecimentos de adolescentes.
Infelizmente o cenário tenebroso não ocorre apenas por aqui, no Brasil inteiro
os casos se avolumam. Até quando? *** O bolsonarismo vê como favas contadas a
eleição de dois senadores, do governador, com maioria na bancada federal e Assembleia
Legislativa de Rondônia A oposição se arma até os dentes para reagir a onda de
conservadorismo regional *** Estamos há
pouco mais de 30 dias para o início da chamada janela partidária que permite a troca
de partidos pelos parlamentares estaduais e federais. Muitas mudanças à vista
para acomodar as lideranças políticas rondonienses para as eleições de outubro.
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