Terça-feira, 10 de fevereiro de 2026 - 08h57

Depois
de meio século advertindo para o aquecimento global e as consequências
terríveis do desmatamento na Amazônia, seria terrível sentenciar que os
ambientalistas foram derrotados, mesmo sendo óbvio que o desmatamento na nossa
floresta nunca parou por causa de suas advertências assustadoras e
apocalípticas.
Um
olhar atento à realidade amazônica aponta para sinais muito leves de redução do
desmatamento. O que mais se vê é a devastação. Entretanto, apesar das
evidências de que foram vencidos e aumentam os riscos de a distopia amazônica ser
a transformação em deserto, há uma notícia no plano mundial que produz alento: o
mesmo aquecimento global acusado de iniciar a tragédia amazônica é apontado
como o herói da transformação do deserto do Saara em uma área predominantemente
verde até o final do século por conta do aumento de 75% das chuvas na área.
A
utopia que brota nos escombros dos frustrados alertas sobre a desertificação da
Amazônia é de que uma nova reviravolta climática permitirá à futura região desertificada
se transformar novamente, em algum século futuro, em uma floresta renovada, para
a vitória póstuma dos hoje derrotados. Se a humanidade sobreviver ao caos
amazônico, é claro, pois baratas talvez sobrevivam. Se apesar da desertificação
não houver guerra nuclear, é possível que a humanidade tenha mais uma chance de
sobreviver para aproveitar melhor seus recursos naturais.
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Eleições 2026
Cerca
de 150 milhões de eleitores brasileiros comparecem as urnas em 4 de outubro
para eleger presidente, governadores, senadores, deputados estaduais e federais
em todo o País. Com o calendário eleitoral vigente os deputados federais e
senadores terão uma janela partidária a partir
de março para trocar de legendas sem a punição estipulada pela justiça eleitoral
de perda de mandato. As convenções partidárias serão no meio do ano quando as
candidaturas finalmente serão homologadas pelos partidos com as fusões e
federações formadas nos últimos anos. PL, PT, PP, UB, MDB são os principais partidos
abocanhando recursos do fundão eleitoral para as eleições.
Escolha dos vices
Com
a polarização arraigada entre as forças bolsonaristas e o lulapetismo, começa o
processo de escolha dos vices do presidente Lula a reeleição e do principal
postulante conservador, o senador Flávio Bolsonaro. Lula espera manter Geraldo
Alckmin na vice, mas o nome pode ser alteado de acordo com os entendimentos na
base aliada. Do lado bolsonarista, pode ser escolhido um governador para vice, um caso é de Romeu Zema em Minas Gerais. Em
Rondônia a escolha de vice pelos atuais postulantes ao Palácio Rio Madeira
segue no campo das sondagens. Os candidatos Marcos Rogério (PL) e Adaiton Fúria
(PSDB_ buscam vices em Porto Velho. Já, Hildon Chaves (PSDB), no interior do
estado.
Equilíbrio de forças
Em
Rondônia se vê um equilíbrio de forças entre os três principais candidatos,
senador Marcos Rogerio (PL), Adailton Fúria (PSD) e Hildon Chaves (PSDB). Na
capital, com predomínio tucano, no interior com a supremacia de Rogério,
Adailton Fúria e Flori Cordeiro. Neste início de jornada não se vê o candidato
petista Expedito Neto e o vice-governador Sergio Gonçalves (União Brasil) em
condições de chegar a um previsível segundo turno, projetado em virtude da
fragmentação do eleitorado, em torno de até sete candidaturas para as eleições
de outubro. Os entendimentos para alianças seguem nas mesas de negociações.
Estimativas conservadoras
A
estimativa da direita em Rondônia é de fazer a barba, cabelo e bigode num dos
estados mais conservadores do país, ao lado de Santa Catarina, Acre e Roraima.
Os bolsonaristas também projetam emplacar os dois candidatos ao Senado, sete
dos oito deputados federais, e 20 dos 24 deputados estaduais. Na bancada
federal atual, dois dos três senadores são conservadores, 8 das oito cadeiras na
Câmara dos Deputados são bolsonaristas e dos 24 deputados estaduais da Assembleia
Legislativa 23 são considerados conservadores. E tudo isto tendo um presidente
petista no Palácio do Planalto.
Janela partidária
Por
causa da janela partidária, os partidos de esquerda e centro-esquerda deverão
perder ainda mais representatividade com a chamado período de troca de legendas
que permite as mudanças a partir de março. Os partidos mais conservadores e de
centro-direita vão abocanhar mais deputados estaduais e federais, caso do PSD
agora tutelado pelo governador Marcos Rocha, atraindo lideranças municipais
para seu novo partido. Na esquerda o PT vem se reforçando para disputar as cadeiras
a Câmara dos Deputados e Assembleia Legislativa, almejando até três cadeiras
contra a única que ocupa naquela casa de leis.
Via Direta
*** Com as elevadas taxas de rejeição do
atual presidente Lula e do candidato conservador Flavio Bolsonaro, renovam-se as expectativas do surgimento de uma terceira
via nas eleições presidenciais de outubro *** Os governadores Ronaldo Caiado (GO),
Ratinho Junior (PR), Romeu Zema (MG) e Eduardo Leite (RS) estão a postos na
busca de uma brecha nesta peleja tão polarizada *** Em Rondônia ainda se tem como balões de ensaio as candidaturas ao governo
estadual do petista Expedito Neto e do prefeito de Vilhena Flori Cordeiro
(Podemos) *** Acredita-se nos bastidores que na verdade eles querem ser
vices de algum candidato de ponteira na eleição 2026.
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