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Carlos Sperança

Sem mais gambiarras + Salvando nanicos + Os retrocessos + Votados e enrolados


Sem mais gambiarras + Salvando nanicos + Os retrocessos + Votados e enrolados - Gente de Opinião

Sem mais gambiarras

A volta dos militares aos serviços que deveriam ser desenvolvidos por instituições especializadas dá margem a muitas especulações. As suposições começam por uma questão pertinente: os militares voltam porque não completaram o trabalho ou é a volta dos que não foram, já que as forças militares possuem presença estratégica onipresente na região?

Outras perguntas perturbadoras surgem: as instituições especializadas se desvirtuaram, o crime venceu ou o Estado mínimo não basta? Enquanto respostas para essas questões não chegam, uma nova GLO na Amazônia põe as Forças diante de uma prova de fogo, pois antes que a boiada do descontrole passasse, a prevaricação e a corrupção já faziam festa.

Além dos múltiplos desafios ambientais, com uma infinidade de itens da biodiversidade sob ataque, há os desafios sociais, como a saúde e os dramas das comunidades indígenas. Agora também assume relevo a Esfinge tecnológica: os obstáculos que atrasam e põem em risco a conectividade na região.

É no mínimo ingenuidade supor que a presença militar na floresta por si só vai destravar o programa Amazônia Conectada, que precisa de uma rede subfluvial de fibra ótica. Que os cientistas e especialistas entrem em campo de imediato para vencer mais esta prova de fogo. O Brasil não é para amadores e a Amazônia não suporta mais gambiarras.

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Salvando nanicos

Para salvar os partidos nanicos e as chamadas siglas de aluguel, ameaçadas de sumir caso recebam votação escassa na eleição 2022, já tramita em regime de urgência no Congresso Nacional o projeto de lei 2522/15 permitindo que 2 ou mais partidos se reúnam em federação e após registro no Tribunal Superior Eleitoral-TSE atuem como se fosse uma agremiação única. Tudo o que se fez até agora para dar sumiço nas dezenas de legendas de aluguel criadas nas últimas décadas – são mais de 50 – está indo para o ralo. É coisa de louco!

Os retrocessos

Temos muitos retrocessos neste País. Seja na Lava Jato, onde todos os malfeitores estão sendo inocentados e soltos, na saúde pública que afundou de fez com a pandemia do coronavirus, ou na legislação eleitoral que tinha sido aperfeiçoada para coibir a multiplicação de siglas de aluguel, mais numerosas que aquelas falsas igrejas evangélicas criadas por políticos charlatães para ludibriar a população. Se depender do Congresso, que está afrouxando a fidelidade partidária e as exigências relacionadas as improbidades, a coisa só vai degringolar.

Votados e enrolados

Por falar em improbidades, veja uma lista de campeões de votos nas eleições a Assembleia Legislativa de Rondônia que acabaram se enrolando com justiça: Marcos Donadon (Vilhena), Valter Araújo (Porto Velho), Zequinha Araújo (Porto Velho), Natanael Silva (Ariquemes), Carlão de Oliveira (Alta Floresta), e mais recentemente Lebrão (São Francisco). Alguns já foram presidentes da Casa de Leis em legislaturas anteriores e já quitaram - ou ainda estão quitando suas culpas em cartório com a justiça.

A polarização

Num momento tão crucial para a busca de soluções para a pandemia, a classe política brasileira se engalfinha em polarizações e antecipa a corrida presidencial de 2022 com manifestações a favor ou contra o atual presidente Jair Bolsonaro. Infelizmente esta polarização raivosa só traz beligerâncias e atrasos na vida brasileira. Pouco se avança no Plano Nacional de Imunização, no combate a fome, no abastecimento de água tratada, na extinção dos lixões. Os políticos já respiram as eleições de 2022, deixando temas importantes, como a reforma administrativa, de lado.

Aliança mantida

Ainda não se sabe em que termos, a aliança PSDB de Hildon Chaves e Mariana Carvalho, os Democratas de Marcos Rogério e o PSD de Expedito Junior foi mantida. Por enquanto, não havendo alterações na coalizão no decorrer das convenções partidárias, a chapa desta coalisão vai de Marcos Rogério (DEM) ao governo do estado, Mariana Carvalho ou Hildon Chaves a vice-governador e Expedito Junior ao Senado. A composição une lideranças de Ji-Paraná, Porto Velho e Rolim de Moura, numa poderosa união de enfrentamento ao governador Marcos Rocha e ao ex-governador Ivo Cassol, este considerado o favorito na temporada.

  Via Direta

*** As grandes redes de supermercados e congêneres estão ampliando o número de lojas na capital rondoniense, caso do Grupo Araújo, do Acre*** A Havan pertencente a um grupo catarinense  edifica sua segunda unidade em Porto Velho e a rede de farmácias Santo Remédio, de Manaus, eleva sua participação no mercado local por aqui, depois da aquisição da rede rondoniense Farmabem ***A boa notícia é que com tudo isto está se gerando mais empregos e renda em território rondoniense *** Foram denunciados marajás na Caerd e na prefeitura da capital mas de concreto até agora foi feito para afastar os espertalhões *** Por falar no assunto, durante várias legislaturas  a Assembleia Legislativa e o Governo do Estado foram verdadeiros ninho de fantasmas e marajás. Tinha gente recebendo daqui e morando no exterior.  

* O conteúdo opinativo acima é de inteira responsabilidade do colaborador e titular desta coluna. O Portal Gente de Opinião não tem responsabilidade legal pela "OPINIÃO", que é exclusiva do autor.

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