Quinta-feira, 29 de janeiro de 2026 - 08h15

Em tempos
de Fórum Econômico Mundial, reunião anual dos líderes do mundo para discutir o
futuro de oito bilhões de seres humanos, o planeta vive a angústia de uma
possível III Guerra Mundial com a continuidade do conflito na Ucrânia, escalada
na questão da Venezuela, ameaça de invasão da Groelândia e as permanentes
tensões entre Israel e países árabes.
Como
se fosse pouco, o clima planetário nunca esteve tão afetado quanto hoje. Os
efeitos do clima extremado e o impacto dos conflitos armados e das tensões
políticas que se desenrolam em todos os países – onde não há guerras externas há
criminalidade e ferozes disputas internas – causam pressões negativas sobre a
saúde. Não é de estranhar, nesse caso, que uma equipe de preocupados pesquisadores
da Fiocruz-Amazônia, Universidade Federal do Amazonas, da USP e Universidade de
Brasília faça publicar mundialmente uma grave advertência sobre a necessidade
urgente de repensar os sistemas de saúde.
Segundo
essa ótica, as mudanças climáticas, eventos extremos e insegurança alimentar
exigem promover mudanças amplas nas estruturas de saúde levando em conta não só
os novos conhecimentos trazidos pelo desenvolvimento da ciência e da
tecnologia, mas também os saberes tradicionais e as necessidades específicas
das comunidades locais. O aviso está dado. A resposta cabe a quem tem
responsabilidade.
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As dobradinhas
As
dobradinhas com presidenciáveis pelos candidatos ao governo de Rondônia vão se
formando. A primeira, pelo PT, com Expedito Neto a governador tendo como presidenciável
a reeleição, o mandatário Lula. A segunda dobradinha vem com o senador Marcos Rogério
(PL) ao CPA com o presidenciável Flavio Bolsonaro. Agora se formou a terceira
dobradinha, com o prefeito de Cacoal Adailton Fúria com o candidato a presidência
Ronaldo Caiado, atual governador de Goiás, que deixou o União Brasil. Outros
pretendentes ao Palácio Rio Madeira, como Hildon Chaves (PSDB) e Flori Cordeiro
(Podemos) ainda não se pronunciaram sobre seus possíveis presidenciáveis para
as eleições de outubro.
Racha consumado
Por
falar na recente saída do governador de Goiás, Ronaldo Caiado do União Brasil
para o PSD, formou-se um enorme racha da direita brasileira. De um lado a
família Bolsonaro tentando erguer a candidatura do senador Flávio Bolsonaro
(PL) a presidência, de outro lado Ronaldo Caiado se filiando ao PSD e já com o
apoio dos governadores do Paraná Ratinho Junior e Eduardo Leite do Rio Grande
do Sul. Caiado será um adversário temível para Flavio Bolsonaro já que está
arrebanhando forças expressivas do chamado Centrão.
Mala e cuia
Vítima
da escolha bolsonarista em Rondônia destinada aos seus adversários, senadores
Marcos Rogério e Jaime Bagatoli e deputado federal Coronel Chrisostomo, o governador
Marcos Rocha está deixando o União Brasil, com toda sua família, de mala e cuia
para o PSD. Neste caso, fala-se da ressurreição da sua postulação ao Senado, com
sua esposa Luana Rocha a Câmara dos Deputados e o maninho Sandro Rocha a
Assembleia Legislativa. A desincompatibilização do cargo já estaria marcada
para acontecer em meados do mês de abril. Seria uma nova reviravolta no cenário
político rondoniense.
Caminho aberto
Ainda
no terreno das especulações e ainda decorrente da saída do governador Marcos Rocha
e do seu grupo político do União Brasil rumo ao PSD estaria o renascimento da
candidatura ao governo estadual do ex-prefeito de Porto Velho Hildon Chaves
(PSDB) já sondado pelo União Brasil – onde está filiada sua esposa Ieda Chaves
– para disputar o Palácio Rio Madeira. O União Brasil tem forte estrutura em
todo o estado e mesmo com a possível transferência de Marcos Rocha para um
outro partido, teria um postulante competitivo com o nome de Hildon Chaves ao
CPA.
Baita renovação
Pelos
mais variados motivos, que vai desde capachismo, omissão na fiscalização de
setores públicos nevrálgicos como saúde e segurança pública, derrotas fragorosas
em causas contra as empresas aéreas no episódio do brutal aumento das tarifas e
suspensão de voos, mais o vexame causado pela omissão no embate na questão da
concessão da BR 364 ocasionado a pratica das tarifas mais caras do País, é
previsível uma grande renovação dos quadros políticos rondonienses nas eleições
de outubro. Não bastasse tudo isto, temos predadores ferozes à espreita,
aproveitando as falhas recorrentes na vida pública - e vários parlamentares
inelegíveis.
Via Direta
*** Nos bastidores rola a informação de
que o sonho de consumo do MDB seria lançar a pré-candidatura do ex-deputado federal
e ex-vice-governador Orestes Muniz ao governo estadual. Há mais de duas décadas
radicado em Porto Velho, ele tem bases fortes também em Ji-Paraná e região central
do estado ***
Muniz foi vice do primeiro governador eleito pelo voto direto ao Palácio Presidente
Vargas, com a eleição do então governador Jeronimo Garcia de Santana *** Por falar em Ji-Paraná os ex-prefeitos
Jesualdo Pires e Esaú Fonseca vão polarizando a eleição para a Câmara Federal.
Eles têm redutos em toda a região central do estado.
Quinta-feira, 29 de janeiro de 2026 | Porto Velho (RO)
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