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Carlos Sperança

Não duvidem se o governador Marcos Rocha voltar atrás na decisão de permanecer no cargo


Não duvidem se o governador Marcos Rocha voltar atrás na decisão de permanecer no cargo - Gente de Opinião

Atenção aos sinais

Para a imensa maioria dos brasileiros, imaginar a vida sem café é um pesadelo. Velho parceiro de todas as manhãs, que muitos têm como companhia ao longo do dia, o café sofre muito com variações climáticas e poderá desaparecer se não for revertida a tendência de elevação da temperatura da Terra para 4°C até 2100, caso as condições de degradação ambiental não sejam corrigidas.

O aviso – ou ameaça – vem de pesquisadores da Universidade Estadual Paulista (Unesp). Se o café chegar a ser uma planta extinta, sempre restará para as manhãs um bom suco de laranja. Sim, mas provavelmente muito caro, pois as mesmas condições climáticas adversas que tendem a impactar o café vão dificultar a produção de cítricos. A elevação já visível na temperatura aumenta a proliferação de doenças e pragas, com inclinação para afetar negativamente os hábitos humanos de consumo.

Ficará mais caro sobreviver com o clima alterando o mapa mundial da produção. A laranja paulista vai virando sul-mato-grossense. O vinho francês passa a ser inglês e o chileno migra do Norte para o Sul. Sendo o Brasil um dos maiores produtores de alimentos do mundo, devido às suas condições climáticas variadas em regiões distantes, alterações negativas levarão a perdas volumosas nas exportações. O país todo vai sofrer e de nada valerá “direita” acusar “esquerda” ou vice-versa. Isso nunca adiantou e adiantará menos ainda quando o café faltar.

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Nada acertado

A União Progressista, fruto da fusão entre União Brasil e Partido Progressista ainda procura um candidato a governador em Rondônia para chamar de seu. Para as duas cadeiras ao Senado, inicialmente, estavam garantidas  as candidaturas do atual governador Marcos Rocha pelo UB e a deputada federal Silvia Cistina pelo PP. Com a possibilidade dos dois partidos integrarem a base do atual presidente Lula nas eleições presidenciais os entendimentos emperraram. Com Lula e os petistas,  eu tem enorme rejeição em Rondônia, um estado conservador bolsonarista, lideranças da coalisão aguardam o desfecho das alianças nacionais para decidir o que fazer na janela partidária que começa em março.

Eleições 2026                                                                                                                     

Passadas as festividades de Natal e Ano Novo, com muitos políticos ainda em viagem de férias, o tema eleições começa a prosperar nos municípios rondonienses. Seguramente o clima de eleições volta à tona com mais força depois do carnaval, com o pontapé inicial dos partidos na organização das suas nominatas para a disputa das 24 cadeiras da Assembleia Legislativa de Rondônia, de oito nomes para a Câmara dos Deputados, a renovação de duas cadeiras ao Senado e a eleição de um novo governador. A janela partidária a partir de março indo até o meio de abril é aguardada também com expectativa em vista de troca-trocas partidários.

Outro cargo

Especula-se nos meios políticos que o vice-governador Sergio Gonçalves (União Brasil) está desistindo da candidatura a governador depois da decisão do mandatário Marcos Rocha em permanecer no cargo. Com isto, Sergio Gonçalves estaria mirando uma cadeira a Câmara dos Deputados. Não terá dificuldade de ser incluído na nominata do partido, já que o União Brasil está sob domínio do maninho Junior Gonçalves e recursos é que não faltarão para impulsionar sua candidatura, já que o fundão eleitoral é extremamente generoso com os partidos.

Coração balança

O governador Marcos Rocha (União Brasil) que rejeitou ingressar no PSD de Expedito Junior e do seu candidato a governador Adailton Fúria, estuda as opções de apoio para sua sucessão. Alguns entraves podem prejudicar seu apoio a Adailton Fúria depois que o PSD se rachou e parte da legenda acompanhou Expedito Neto para as fileiras do PT, onde foi confirmado como pré-candidato da esquerda para as eleições 2026. As outras opções de Rocha, além de Fúria na sua sucessão são o atual presidente da Assembleia Legislativa Alex Redano (Ariquemes) e o Coronel Braguim, ex-comandante da Policia Militar de Rondônia.

Não duvidem

Não duvidem se o governador Marcos Rocha voltar atrás na decisão de permanecer no cargo. As pressões são grandes para que dispute uma cadeira ao Senado, sua esposa Luana Rocha na peleja da Câmara dos Deputados e o maninho Sandro Rocha  a uma vaga a Assembleia Legislativa. Rocha foi alertado que ficando fora das eleições e sem um parente sequer eleito (a esposa Luana está bem colocada nas pesquisas a federal) ele ficará pelado politicamente para futuros embates. Por conseguinte, o clã Rocha estaria reavaliando sua decisão e sua volta a peleja ao Senado seria anunciado nas convenções de junho juntamente com a base aliada governista. Será? Não seria novidade. Hildon Chaves tinha desistido de disputar o governo, voltou atrás e já está correndo trecho.

O mistério

O mistério em torno da candidatura ao Senado do governador Marcos Rocha (União Brasil) tem prazo para ser desvendado. Trata-se do mês de abril quando será encerra o prazo de desincompatibilização dos governantes para disputar cargos eletivos nas eleições de outubro. As suspeitas de que será candidato aumentou desde que andou tomando partidos de aliados, segue correndo trecho e ocupando espaço nos meios de comunicação. Se ele deixar o governo em abril, vai também habilitar as pretensões de seus parentes que buscam cargos para Assembleia Legislativa e Câmara dos Deputados.

Via Direta

*** O PT vai  montando chapa para a Assembleia Legislativa com a ex-senadora Fatima Cleide (Porto Velho) a atual deputada estadual Claudia de Jesus (Ji-Paraná) e lideranças sindicais expressivas no estado *** Quem anda sumido das lides políticas é o combativo Pimenta de Rondônia conhecido pelos seus embates ao governo de Rondônia e Prefeitura de Poro Velho *** Mesmo com quase seus 80 anos, Edgar Azevedo deixou a política, mas não deixou sua paixão de sobrevoar o Rio Madeira onde já caiu umas três vezes, mas sempre se saindo ileso *** Os ex-prefeitos de Porto Velho Tião Valadares e José Guedes penduraram a s chuteiras. Estão fora das próximas disputas eleitorais. Mas sempre atentos aos acontecimentos políticos.

* O conteúdo opinativo acima é de inteira responsabilidade do colaborador e titular desta coluna. O Portal Gente de Opinião não tem responsabilidade legal pela "OPINIÃO", que é exclusiva do autor.

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