Segunda-feira, 5 de janeiro de 2026 - 11h35

Uma
fake news frequente – e também a mais ridícula – é que o presidente Lula morreu
antes das eleições presidenciais e um sósia em ótima forma física foi colocado
em seu lugar. Seriam, aliás, vários sósias: enquanto um viaja, outro faz
reuniões secretas, um terceiro fala bobagens e o mais culto faz discursos em
eventos.
Não
é fake news, entretanto, que por vezes o presidente nem parece ele mesmo. O
Lula que há pouco aprovou a exploração de petróleo na foz do Amazonas não
parece ser o mesmo Lula que atribuiu as tragédias ambientais a eventos climáticos
provocados por ações humanas e intensificados por políticas permissivas.
Quando
parlamentares governistas votaram em favor da dosimetria (redução de pena para
criminosos condenados), Lula disse que não sabia que a base do governo no
Congresso negociou aprová-la em troca de permitir o aumento da arrecadação ao
redor de R$ 20 bilhões, recursos com os quais o governo vai fazer frente em
2026 ao declínio geral da economia no país e no mundo.
Pode-se
supor que ele mente ou não governa, por isso não sabia. A resposta certa é a alternativa
2. Há uma fantasia segundo a qual o presidente manda e todos obedecem. Nem nos
EUA as coisas são assim. Por aqui, os ministros centristas formam o núcleo
decisório de fato do governo. Nos EUA, não há sósias de Trump: ele fala o que
quer, mas pouco do que diz é realizado. Aqui, como lá, o presidente mais finge
mandar do que de fato manda.
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Rondônia estado
Sem
maiores comemorações alusivas, o estado de Rondônia festejou 44 anos de instalação
no último domingo, dia 4 de janeiro. Um estado atualmente com quase 2 milhões
de habitantes, cuja população poderia ser bem maior se fossem mantidos os
índices de crescimento nas décadas passadas. Mas nos últimos anos contingentes
demográficos deixaram o estado buscando alternativas em estados vizinhos, como
o Mato Grosso e no Sul do País, casos do Paraná e Santa Catarina. Goiás, Minas
Gerais e Mato Grosso do Sul também foram beneficiados com a migração de
rondonienses.
Cenário político
Já
na condição de estado, Porto Velho foi mantida como capital. Governava Rondônia
o coronel Jorge Teixeira, a frente do Palácio Presidente Vargas e na prefeitura
de Porto Velho era mantido o prefeito Sebastião Valadares, também nomeador,
ambos do PDS.Com a instalação do estado seriam realizadas eleições em 1982, com
os primeiros três senadores –Odacir Soares, Galvão Modesto e Claudionor Roriz –
oito deputados federais e 24 deputados estaduais. Com tantos investimentos do
governo militar, o partido governista fez barba, cabelo e bigode. Além dos três
senadores o PDS elegeu 15 dos 24 deputados estaduais.
Punhais da traição
Voltando
aos tempos atuais o que mais se comenta nos bastidores é o possível rompimento
entre o governador Marcos Rocha (União Brasil) e seu vice Sergio Gonçalves
(União Brasil). Para deixar o governo para seu vice, em abril, para sua desincompatibilização,
o atual mandatário exige o controle do União brasil e a fatia do leão do novo
secretariado, visando sua eleição ao Senado, da sua esposa Luana Rocha a Câmara
dos Deputados e do mano Sandro Rocha a Assembleia Legislativa. Se Gonçalves
ceder, assumirá o poder, caso contrário Rocha garante que seguirá no cargo.
Garantia importante
Para
quem busca candidaturas ao Senado e ao governo do estado e extremamente
importante contar com o controle partidário. Temos tantos casos de candidatos traídos
e que por conta disto ficaram fora das pelejas. O governador Rocha não tem controle
do União Brasil e se sente inseguro quanto a fidelidade dos manos Gonçalves.
Já, Marcos Rogério (PL) temo domínio do seu partido e não terá dificuldades na
homologação. O senador Confúcio Moura tem o mando do MDB e por isto está
garantida sua postulação ao Senado. Também controlam seus partidos o ex-prefeito
de Porto Velho Hildon Chaves (PSDB), o ex-senador Acir Gurgacz , o PDT o
prefeito de Porto Velho Leo Moraes o Podemos.
A dependência
Enquanto
a deputada federal Silvia Cristina conta com o controle do PP, tomado do ex-governador
Ivo Cassol, para garantir sua postulação ao Senado, já o prefeito de Cacoal
Adailton Fúria (PDS) que aspira uma postulação ao governo estadual, tem a
dependência do controle do partido com o ex-senador Expedito Junior. Fernando Máximo
não tem o mando do União Brasil para disputar o Senado e por isto aguarda a
janela partidária em abril para se transferir para o PL. O PSB tem o mando de
Vinicius Miguel, os Republicanos do clã Carvalho.
Via Direta
*** E 2026 começa com a cobrança de pedágio
ao longo da rodovia 364. E ainda falta muito para a restauração da rodovia já
que somente um pedaço foi restaurada. Em Candeias já terá posto de pedagiamento. É coisa de louco *** Existem pressões dos dois lados para uma conciliação entre o governador
Marcos Rocha e seu vice Sergio Gonçalves. A situação não é toda como
irreversível, já que não existe um comunicado oficial da desistência de disputar
o Senado pelo atual mandatário. ***
Trocando de saco para mala: se articula para
que o ex-governador Daniel Pereira entre na disputa ao governo estadual. Como
se recorda, Daniel foi vice de Confúcio na sua última gestão.
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