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Carlos Sperança

Marcos Rocha não tem controle do União Brasil e se sente inseguro


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Os sósias do presidente

Uma fake news frequente – e também a mais ridícula – é que o presidente Lula morreu antes das eleições presidenciais e um sósia em ótima forma física foi colocado em seu lugar. Seriam, aliás, vários sósias: enquanto um viaja, outro faz reuniões secretas, um terceiro fala bobagens e o mais culto faz discursos em eventos. 

Não é fake news, entretanto, que por vezes o presidente nem parece ele mesmo. O Lula que há pouco aprovou a exploração de petróleo na foz do Amazonas não parece ser o mesmo Lula que atribuiu as tragédias ambientais a eventos climáticos provocados por ações humanas e intensificados por políticas permissivas.

Quando parlamentares governistas votaram em favor da dosimetria (redução de pena para criminosos condenados), Lula disse que não sabia que a base do governo no Congresso negociou aprová-la em troca de permitir o aumento da arrecadação ao redor de R$ 20 bilhões, recursos com os quais o governo vai fazer frente em 2026 ao declínio geral da economia no país e no mundo.

Pode-se supor que ele mente ou não governa, por isso não sabia. A resposta certa é a alternativa 2. Há uma fantasia segundo a qual o presidente manda e todos obedecem. Nem nos EUA as coisas são assim. Por aqui, os ministros centristas formam o núcleo decisório de fato do governo. Nos EUA, não há sósias de Trump: ele fala o que quer, mas pouco do que diz é realizado. Aqui, como lá, o presidente mais finge mandar do que de fato manda.

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Rondônia estado

Sem maiores comemorações alusivas, o estado de Rondônia festejou 44 anos de instalação no último domingo, dia 4 de janeiro. Um estado atualmente com quase 2 milhões de habitantes, cuja população poderia ser bem maior se fossem mantidos os índices de crescimento nas décadas passadas. Mas nos últimos anos contingentes demográficos deixaram o estado buscando alternativas em estados vizinhos, como o Mato Grosso e no Sul do País, casos do Paraná e Santa Catarina. Goiás, Minas Gerais e Mato Grosso do Sul também foram beneficiados com a migração de rondonienses.

Cenário político

Já na condição de estado, Porto Velho foi mantida como capital. Governava Rondônia o coronel Jorge Teixeira, a frente do Palácio Presidente Vargas e na prefeitura de Porto Velho era mantido o prefeito Sebastião Valadares, também nomeador, ambos do PDS.Com a instalação do estado seriam realizadas eleições em 1982, com os primeiros três senadores –Odacir Soares, Galvão Modesto e Claudionor Roriz – oito deputados federais e 24 deputados estaduais. Com tantos investimentos do governo militar, o partido governista fez barba, cabelo e bigode. Além dos três senadores o PDS elegeu 15 dos 24 deputados estaduais.

Punhais da traição

Voltando aos tempos atuais o que mais se comenta nos bastidores é o possível rompimento entre o governador Marcos Rocha (União Brasil) e seu vice Sergio Gonçalves (União Brasil). Para deixar o governo para seu vice, em abril, para sua desincompatibilização, o atual mandatário exige o controle do União brasil e a fatia do leão do novo secretariado, visando sua eleição ao Senado, da sua esposa Luana Rocha a Câmara dos Deputados e do mano Sandro Rocha a Assembleia Legislativa. Se Gonçalves ceder, assumirá o poder, caso contrário Rocha garante que seguirá no cargo.

Garantia importante

Para quem busca candidaturas ao Senado e ao governo do estado e extremamente importante contar com o controle partidário. Temos tantos casos de candidatos traídos e que por conta disto ficaram fora das pelejas. O governador Rocha não tem controle do União Brasil e se sente inseguro quanto a fidelidade dos manos Gonçalves. Já, Marcos Rogério (PL) temo domínio do seu partido e não terá dificuldades na homologação. O senador Confúcio Moura tem o mando do MDB e por isto está garantida sua postulação ao Senado. Também controlam seus partidos o ex-prefeito de Porto Velho Hildon Chaves (PSDB), o ex-senador Acir Gurgacz , o PDT o prefeito de Porto Velho Leo Moraes  o Podemos.

A dependência

Enquanto a deputada federal Silvia Cristina conta com o controle do PP, tomado do ex-governador Ivo Cassol, para garantir sua postulação ao Senado, já o prefeito de Cacoal Adailton Fúria (PDS) que aspira uma postulação ao governo estadual, tem a dependência do controle do partido com o ex-senador Expedito Junior. Fernando Máximo não tem o mando do União Brasil para disputar o Senado e por isto aguarda a janela partidária em abril para se transferir para o PL. O PSB tem o mando de Vinicius Miguel, os Republicanos do clã Carvalho.

Via Direta

*** E 2026 começa com a cobrança de pedágio ao longo da rodovia 364. E ainda falta muito para a restauração da rodovia já que somente um pedaço foi restaurada. Em Candeias já terá posto de pedagiamento. É coisa de louco *** Existem pressões dos dois lados para uma conciliação entre o governador Marcos Rocha e seu vice Sergio Gonçalves. A situação não é toda como irreversível, já que não existe um comunicado oficial da desistência de disputar o Senado pelo atual mandatário.  *** Trocando de saco para mala:  se articula para que o ex-governador Daniel Pereira entre na disputa ao governo estadual. Como se recorda, Daniel foi vice de Confúcio na sua última gestão. 

* O conteúdo opinativo acima é de inteira responsabilidade do colaborador e titular desta coluna. O Portal Gente de Opinião não tem responsabilidade legal pela "OPINIÃO", que é exclusiva do autor.

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