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Carlos Sperança

Marcos Rocha está fazendo jogo de cena para acomodar seu grupo político.


Marcos Rocha está fazendo jogo de cena para acomodar seu grupo político. - Gente de Opinião

Para funcionar

A longamente esperada COP30 passou longe de concretizar as melhores expectativas, que seriam definir um prazo final para cessar a destruição ambiental no mundo e iniciar de imediato as medidas necessárias rumo a esse objetivo. Ainda por longo tempo será preciso avaliar as reais consequências dessa conferência internacional, promovida propositalmente na Amazônia para ter consequências também locais imediatas.

Há sinais claros de que os gananciosos destruidores do meio ambiente nem se convenceram de que ameaçam o mundo nem reduziram as atividades prejudiciais à preservação da floresta. Talvez alguém, até da própria família, tenha dito a eles (grileiros, desmatadores, mineiros ilegais) que o bioma amazônico regula o ciclo hidrológico e produz bom ar. Dificilmente podem alegar ignorância quanto a esses fatos, a menos que se comportem como crianças mimadas, que sabendo não ter razão começam a gritar “la-lará” em cima dos conselhos recebidos.

O fato é que a COP30 esteve longe dos efeitos positivos da Rio92, que deu força à ideia de promover o desenvolvimento sustentável. De lá para cá, os argumentos mais robustos e cientificamente comprovados foram divulgados amplamente, mas os resultados foram pífios. Quem lucra com a destruição teria que ser parado pelos governos nacionais e organismos internacionais, mas falta-lhes qualidade e competência para isso.

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 Favas contadas

Com muitos considerando como favas contadas a permanência do governador Marcos Rocha (União Brasil) no cargo e com isto a desistência do vice-governador Sergio Gonçalves em disputar o Palácio Rio Madeira, as especulações em torno da corrida sucessória vão se somando. Mas ninguém se deu conta que Marcos Rocha não fez nenhum pronunciamento oficial sobre sua desistência em disputar o cargo de senador. Sua esposa Luana Rocha segue correndo trecho para disputar uma cadeira a Câmara dos Deputados e o mano Sandro Rocha já se sente um deputado estadual nas paradas. A grande verdade é que Rocha está fazendo jogo de cena para acomodar seu grupo político.

Muitas mudanças

A começar pelos coronéis da saúde, segurança pública e comando geral da PM, as mudanças no primeiro escalão do atual governo estadual de Rondônia estão já projetadas para disputas de cargos eletivos em outubro. Os dois primeiros visando a Câmara dos Deputados e Braguin cogitado para disputar o governo de Rondônia. Considerado uma ameaça na classe política, Braguin já está levando pauladas para todo lado. Muitos acreditam que pode se tornar um novo coronel Marcos Rocha que saiu do nada e no final da corrida chega ao topo. Braguin acredita que nesta estrada da vida vai se tornar um campeão.

As desincompatibilizações

A exemplo das esferas estaduais e federais, com enorme número de desincompatibilizações de ministros e de secretários estaduais para disputar cadeiras na Câmara dos Deputados e ao Senado, também em Porto Velho se projetam saídas de secretários municipais para cargos eletivos a Assembleia Legislativa e Câmara dos Deputados. É certo que vão deixar os cargos Paulo Moraes Filho, mano do atual prefeito Leo Moraes, para disputar um cargo de estadual, o secretário da Saúde Jaime Gazola Filho, do Meio Ambiente Vinicius Miguel, e a ex-juíza Euma Tourinho, entre ouros nomes para a peleja de deputado federal. Sem contar com a vice-prefeita Magna dos Anjos Queiroz na briga por uma cadeira a Assembleia Legislativa. 

Jogo de espera

Existe um nítido jogo de espera nas articulações visando as eleições ao Senado e governo de Rondônia. O governador Marcos Rocha, por exemplo, aguarda uma definição dos senadores Confúcio Moura e Marcos Rogerio, se eles serão concorrentes ao Senado. Do seu lado, o deputado federal Fernando Máximo, depende da decisão de Marcos Rogério para assegurar legenda ao Senado no PL. O ex-prefeito de Porto Velho Hildon Chaves (PSDB) no aguardo das candidaturas ao governo e ao Senado para anunciar o cargo que vai concorrer. E com este cipoal de rabos amarrados o jogo político não se define.

Maior objetivo

Eleito e empossado no comando do Diretório Municipal do MDB, o empresário Luciano Walerio enfatiza que o principal objetivo da comissão executiva renovada é com o projeto de reeleição do senador Confúcio Moura. Para tanto o partido trabalha na oxigenação da legenda, com novas lideranças, mas aproveitando a herança do MDB que já elegeu vários governadores – Jeronimo Santana, Valdir Raupp e o próprio Confúcio – além do governador nomeado Ângelo Angelim. O MDB de Porto Velho inicia 2026 se organizando para a formação de chapas a Assembleia Legislativa e Câmara dos Deputados. O candidato a governador deverá sair da aliança Caravana da Esperança, da qual o MDB é um dos partidos signatários.

Via Direta

*** E 2026 começa com os lojistas da Av. 7 de Setembro cobrando mais uma vez a revitalização do centro histórico de Porto Velho. Uma cobrança que já atravessa pelo menos três administrações municipais *** Questões como a da segurança pública são enfatizadas pelos comerciantes que padecem com seus estabelecimentos saqueados diariamente por drogados, mendigos e ladrões de toda espécie *** O ano de 2025 foi um dos mais repletos pelas rachadinhas entre parlamentares e funcionários nas casas legislativas de Rondônia *** Um panorama que deverá seguir inalterado em 2026, ano de eleições e dos políticos assegurarem apoio dos seus apaniguados.

* O conteúdo opinativo acima é de inteira responsabilidade do colaborador e titular desta coluna. O Portal Gente de Opinião não tem responsabilidade legal pela "OPINIÃO", que é exclusiva do autor.

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