Sexta-feira, 9 de janeiro de 2026 - 08h15

A
longamente esperada COP30 passou longe de concretizar as melhores expectativas,
que seriam definir um prazo final para cessar a destruição ambiental no mundo e
iniciar de imediato as medidas necessárias rumo a esse objetivo. Ainda por
longo tempo será preciso avaliar as reais consequências dessa conferência
internacional, promovida propositalmente na Amazônia para ter consequências
também locais imediatas.
Há
sinais claros de que os gananciosos destruidores do meio ambiente nem se
convenceram de que ameaçam o mundo nem reduziram as atividades prejudiciais à
preservação da floresta. Talvez alguém, até da própria família, tenha dito a
eles (grileiros, desmatadores, mineiros ilegais) que o bioma amazônico regula o
ciclo hidrológico e produz bom ar. Dificilmente podem alegar ignorância quanto
a esses fatos, a menos que se comportem como crianças mimadas, que sabendo não
ter razão começam a gritar “la-lará” em cima dos conselhos recebidos.
O
fato é que a COP30 esteve longe dos efeitos positivos da Rio92, que deu força à
ideia de promover o desenvolvimento sustentável. De lá para cá, os argumentos
mais robustos e cientificamente comprovados foram divulgados amplamente, mas os
resultados foram pífios. Quem lucra com a destruição teria que ser parado pelos
governos nacionais e organismos internacionais, mas falta-lhes qualidade e
competência para isso.
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Favas contadas
Com
muitos considerando como favas contadas a permanência do governador Marcos Rocha
(União Brasil) no cargo e com isto a desistência do vice-governador Sergio
Gonçalves em disputar o Palácio Rio Madeira, as especulações em torno da
corrida sucessória vão se somando. Mas ninguém se deu conta que Marcos Rocha
não fez nenhum pronunciamento oficial sobre sua desistência em disputar o cargo
de senador. Sua esposa Luana Rocha segue correndo trecho para disputar uma
cadeira a Câmara dos Deputados e o mano Sandro Rocha já se sente um deputado
estadual nas paradas. A grande verdade é que Rocha está fazendo jogo de cena
para acomodar seu grupo político.
Muitas mudanças
A
começar pelos coronéis da saúde, segurança pública e comando geral da PM, as
mudanças no primeiro escalão do atual governo estadual de Rondônia estão já
projetadas para disputas de cargos eletivos em outubro. Os dois primeiros
visando a Câmara dos Deputados e Braguin cogitado para disputar o governo de Rondônia.
Considerado uma ameaça na classe política, Braguin já está levando pauladas
para todo lado. Muitos acreditam que pode se tornar um novo coronel Marcos Rocha
que saiu do nada e no final da corrida chega ao topo. Braguin acredita que
nesta estrada da vida vai se tornar um campeão.
As desincompatibilizações
A
exemplo das esferas estaduais e federais, com enorme número de desincompatibilizações
de ministros e de secretários estaduais para disputar cadeiras na Câmara dos Deputados
e ao Senado, também em Porto Velho se projetam saídas de secretários municipais
para cargos eletivos a Assembleia Legislativa e Câmara dos Deputados. É certo
que vão deixar os cargos Paulo Moraes Filho, mano do atual prefeito Leo Moraes,
para disputar um cargo de estadual, o secretário da Saúde Jaime Gazola Filho,
do Meio Ambiente Vinicius Miguel, e a ex-juíza Euma Tourinho, entre ouros nomes
para a peleja de deputado federal. Sem contar com a vice-prefeita Magna dos
Anjos Queiroz na briga por uma cadeira a Assembleia Legislativa.
Jogo de espera
Existe
um nítido jogo de espera nas articulações visando as eleições ao Senado e
governo de Rondônia. O governador Marcos Rocha, por exemplo, aguarda uma
definição dos senadores Confúcio Moura e Marcos Rogerio, se eles serão
concorrentes ao Senado. Do seu lado, o deputado federal Fernando Máximo,
depende da decisão de Marcos Rogério para assegurar legenda ao Senado no PL. O
ex-prefeito de Porto Velho Hildon Chaves (PSDB) no aguardo das candidaturas ao
governo e ao Senado para anunciar o cargo que vai concorrer. E com este cipoal
de rabos amarrados o jogo político não se define.
Maior objetivo
Eleito
e empossado no comando do Diretório Municipal do MDB, o empresário Luciano
Walerio enfatiza que o principal objetivo da comissão executiva renovada é com
o projeto de reeleição do senador Confúcio Moura. Para tanto o partido trabalha
na oxigenação da legenda, com novas lideranças, mas aproveitando a herança do
MDB que já elegeu vários governadores – Jeronimo Santana, Valdir Raupp e o
próprio Confúcio – além do governador nomeado Ângelo Angelim. O MDB de Porto
Velho inicia 2026 se organizando para a formação de chapas a Assembleia Legislativa
e Câmara dos Deputados. O candidato a governador deverá sair da aliança Caravana
da Esperança, da qual o MDB é um dos partidos signatários.
Via Direta
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