Quinta-feira, 15 de janeiro de 2026 - 08h15

Feliz o quê?
Encerrado
o otimismo protocolar de fim/início de ano, a vida exige mergulhar na realidade
e transformar expectativa em ação, pois do contrário será impossível fazer o
ano de 2026 realmente feliz. A realidade é implacável: segundo o recente
relatório Geo Brasil, coordenado pelo governo federal e Programa da ONU para o
Meio Ambiente, as mudanças climáticas, somadas ao desmatamento e à degradação
da natureza estão levando os biomas brasileiros ao ponto de não retorno – situação
em que não haverá mais chance de recuperar naturalmente o que foi perdido.
O
relatório elenca os maiores desafios a enfrentar, começando pela perda de
biodiversidade pelo desmatamento e as queimadas. Com o crescimento populacional,
a expansão desordenada das cidades e a ocupação de áreas de fronteira das
atividades agropecuárias e extrativas levam a um quadro de risco, agravado pela
produção com tecnologias que afetam o solo.
A degradação
dos recursos hídricos produz um novo desafio, como a crescente produção de
resíduos sólidos. Seus impactos exigem colar o saneamento com políticas de
saúde. Há conflitos a resolver e junção de fatores corretivos a providenciar.
Como se não bastassem tantos desafios, o ano começa como terminou: com o
aumento de consumo do oxi, droga aparentada à cocaína mais forte que o crack, a
felicidade artificial que leva à ruína. Tudo que se tentou até agora, de rezas
a repressão, ainda não funcionou.
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A grande estratégia
Assim
como o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e sua base conservadora está priorizando
a eleição de senadores nas eleições de outubro (serão eles que vão cassar
Xandão e cia) para obter anistia, a mesma estratégia é adotada pelo atual presidente
Luís Inácio Lula da Silva para manter a situação como está. Visando esta
situação Lula já escalou a governadora Fatima Bezerra, do Rio Grande do Norte
para a peleja ao Senado. Em Rondônia, Lula pediu ao seu aliado, o senador Confúcio
Moura deixar a disputa ao Palácio Rio Madeira para concorrer a reeleição.
Estado por estado, Lulapetistas e bolsonaristas vão travar uma guerra insana
pela eleição da maioria dos senadores.
Lula na cadeia
Com
mais senadores, os bolsonaristas acreditam na soltura da cadeia com anistia do
ex-presidente Jair Bolsonaro e ao mesmo articulando a volta do atual presidente
Luís Inácio Lula da Silva (perdendo a eleição) ao xilindró. Até onde a polarização
e as rivalidades tribais vão continuar prejudicando projetos de estado? Por
causa da resistência conservadora, por exemplo, o Plano Nacional de Segurança
Pública continua emperrado no Congresso Nacional. Não importa quem seja presidente,
o País precisa endurecer o combate as facções criminosas. A não ser que o tema
não seja afeito e de bom grado ao Congresso Nacional.
Em pé de guerra
Sem
ter com quem brigar, já que a esquerda e o campo progressista não têm um
candidato competitivo em Rondônia para a sucessão do governador Marcos Rocha
(União Brasil), o bolsonarismo ameaça entrar em pé de guerra no estado. Ocorre
que o senador Marcos Rogerio (PL), o senador Jaime Bagatolli (PL) e o deputado
federal Coronel Crisostomo ao longo de quatro anos sabotaram a gestão do atual
govenador. Por conseguinte, Marcos Rocha e seu grupo político vão empunhar a machadinha
de guerra contra a candidatura de Marcos Rogério. Existem mágoas recíprocas. O
pau vai cantar.
As alternativas
Já
que o governador Marcos Rocha assegura que permanecerá no Palácio Rio Madeira,
que já descartou apoiar seu vice-governador Sergio Gonçalves, indaga-se neste
momento quem será o candidato a governador do grupo político ligado ao
mandatário estadual Marcos Rocha? Vejam as alternativas: o atual presidente da
Assembleia Legislativa Alex Redano (Ariquemes), o atual prefeito de Cacoal
Adailton Fúria (PSD-Cacoal), o comandante da Policia Militar Braguin em
compasso de espera até abril para filiação partidária de conformidade com a
base aliada do governo estadual. Façam as apostas.
No pé do Leozinho
O
ex-prefeito de Porto Velho Hildon Chaves (PSDB) vem quente e fervendo para se
tornar um dos campeões de votos na disputa
de uma cadeira a Câmara dos Deputados nas eleições deste ano e depois se tornar
um dos principais opositores do prefeito Leo Moraes (Podemos) na capital em
2028. Confirmando que vai permanecer no cargo de governador, o mandatário
Marcos Rocha é outro provável concorrente de Leo Moraes nas eleições de 2028. E
se o deputado federal Fernando Máximo (a caminho do PL) não se eleger ao
Senado, que foi a principal base de apoio do atual prefeito, será outro
postulante de peso no pé de Leozinho. Não querendo voduzar nosso alcaide, é um
trio parada dura pela frente. Vá se preparando.
Via Direta
***
O clã Carvalho teria fechado com a candidatura do deputado federal Mauricio Carvalho
a reeleição. A ex-deputada Mariana fica fora do pleito assumindo responsabilidades
junto as faculdades do grupo Aparício Carvalho para nos próximos anos. Terá pela
frente seu criador o ex-prefeito Hildon Chaves *** Os acreanos já estão reclamando da elevação do custo de fretes e
transportes de gêneros alimentícios por conta do pedagiamento instalado na BR
364 em Rondônia *** No Acre também existe o problema de trafego na BR 364
entre Rio Branco e Cruzeiro do Sul *** O
projeto cinturão verde, para melhorar o abastecimento de hortifrutigranjeiros
na região metropolitana de Porto Velho acabou não saindo do papel. Os produtores
reclamam da falta de apoio das esferas municipais e estaduais
Quinta-feira, 15 de janeiro de 2026 | Porto Velho (RO)
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