Terça-feira, 2 de dezembro de 2025 - 08h40

Bolsonaro
passou muita vergonha por falar sem pensar no que dizia, como “podemos viver
sem oxigênio”. Lula também peca por deslizes verbais, como declarar “profunda
gratidão ao continente africano por tudo que foi produzido durante 350 anos de
escravidão no nosso país”. A gafe do ano, entretanto, foi cometida pelo
primeiro-ministro da Alemanha, Friedrich Merz, que falando sobre a COP30
horrorizou brasileiros e envergonhou os alemães ao menosprezar o Brasil.
O
governo alemão compensou a verborragia irresponsável de seu líder determinando
recursos de 1 bilhão de euros (cerca de R$ 6 bilhões) para vitaminar o Fundo
Florestas Tropicais Para Sempre (TFFF). Proposta brasileira saudada como a mais
promissora no rumo de proteger os recursos naturais e o meio ambiente, o Fundo
vai servir como a concretização da ideia-chave do preservacionismo de a floresta
em pé vale mais do que derrubada. Faltava determinar de onde viria o ganho
extra, pois ninguém vive de belas frases nem tira o sustento de promessas.
Ainda
há um longo caminho até reunir o montante previsto para o Fundo, que seria de US$
125 bilhões, mas há uma quase certeza de que todas as nações com bons governos
tratarão de aportar bons volumes de recursos no TFFF por conta dos benefícios embutidos
na proposta, sintetizados na tese de que preservar rende ótimos ganhos. A
Alemanha entendeu bem o que ela significa.
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A rota das drogas
O
projeto de lei antifacção já tramitando no Congresso Nacional visa as melhores
expectativas para reverter o quadro de domínio dos carteis criminosos da Bolívia,
Peru e Colômbia mancomunadas com facções locais em território rondoniense. A
rota das drogas transformou Rondônia numa monumental Ceasa de distribuição de
cocaína para outros centros do país, estabelecendo uma poderosa conexão com o
Nordeste onde chefões do tráfico rondoniense se instalaram nos últimos anos. Já,
combater a existência dos políticos nas facções é outra história e isto vem
desde a bancada do pó rondoniense nos anos 80.
Garimpo de lideranças
Com
vistas a recuperação do espaço perdido nos últimos meses com afastamentos nos
seus quadros em busca de agremiações conservadoras, o MDB está em campo garimpando
adesões de novas lideranças para oxigenar a tradicional sigla rondoniense, com
um passado poderoso no estado, elegendo governadores do porte de Jeronimo Santana,
Valdir Raupp e Confúcio Moura. Na capital, as conversações são lideradas pelo presidente
do diretório municipal Willians Pimentel e no interior, o próprio senador Confúcio
Moura, presidente estadual da legenda tem conseguido novos quadros para as eleições
do ano que vem.
Busca de um vice
Já
existem indicativos que a decisão do atual prefeito de Cacoal Adailton Fúria
(PSD) em disputar o governo do estado é irreversível, nesta altura do
campeonato. Um deles é a busca de um vice ou uma vice em Porto Velho onde se
concentra um terço do eleitorado rondoniense. Fúria e seu mentor, o ex-senador
Expedito Junior, que foi o mesmo “inventor” de Ivo Cassol e Hildon Chaves – tem
mantidos constantes contatos na capital para cooptar um nome expressivo como
candidato a vice- na chapa de Fúria. De preferência sendo mulher.
As piores estradas
No ranking
das piores estradas do País, estimado pelo manual da qualidade das rodovias
elaborado pela Confederação Nacional de Transportes-CNT sobre a região amazônica
dos cinco estados só escapou mesmo Rondônia, agora com a concessão da rodovia
364 já alvo de melhorias ao longo do seu trajeto entre Porto Velho e Vilhena.
Conforme o levantamento da CNT as piores estradas estão no Amazonas, Acre e
Amapá. Se fossem estudadas as condições das estradas vicinais dos estados,
alguns deles no inverno amazônico – e neste caso não escaparia também Rondônia
- cuja situação seria de um verdadeiro caos.
As invasões
Com
tantas áreas invadidas por famílias carentes em Porto Velho –algumas invasões
mais antigas, outras mais recentes – temos o poder público proibido pela
justiça de estender infraestrutura, inclusive rede de abastecimento de agua e
instalação de energia elétrica. Nos recentes protestos ocorridos na estrada do
Areia Branca, região onde se estabeleceu a fábrica da Coca-Cola, o mesmo dilema
para os moradores ocasionou até o fechamento temporário do acesso da rodovia.
Atender as demandas das invasões –além de agua, energia e esgoto – passam pela
regularização fundiária e muitos processos das áreas invadidas se prolongam na
justiça.
Via Direta
*** Os dirigentes da Fecomercio e da Federação
das Industrias defendem a concessão da BR-364, mesmo com pedágios caros. Alegam
que a nova condição salvará muitas vidas ceifadas por tantos acidentes *** Com a missão de organizar melhor as coisas
na representação de Porto Velho em Brasília, a juíza Euma Tourinho (Podemos)
toma posse do novo cargo buscando também
liberação de recursos através de emendas e verbas dos ministérios ***
Pesquisadores da Fiocruz e outras entidades estão realizando pesquisas ao longo
da BR-319, que liga Porto Velho a Manaus buscando o surgimento de novos vírus e
as doenças existentes na região amazônica ***
Os mesmos cientistas também auscultam as
influencias na saúde nas comunidades ribeirinhas.
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