Segunda-feira, 19 de janeiro de 2026 - 08h30

“Nunca
antes na história deste país” é introdução dos rompantes de autoglorificação do
presidente Lula da Silva. Ele jamais dirá que, como sempre, os recursos e
financiamentos disponíveis para pesquisar a floresta são utilizados sobretudo
por cientistas de outras regiões e países. A rigor, os financiamentos não
precisam ser necessariamente governamentais: com descobertas ocorrendo a todo
instante, quem investir estará sempre na rota do sucesso.
O
que causa um certo incômodo é que a maioria das pesquisas a respeito da
floresta são conduzidos por profissionais de fora, o que não é mau, pois o
importante é que o trabalho seja feito, mas revela que os anos passam e a
realidade só deixa patente uma velha situação: que santo de casa não faz
milagre.
Felizmente
se pode afirmar que nunca se pesquisou tanto a região quanto hoje, mas é
legítimo esperar que os cientistas do Norte sejam estimulados a pesquisar sua
própria região, até porque entram em campo com os conhecimentos básicos que
pesquisadores de fora terão que adquirir com mais tempo de atividade. É pura
questão de bom senso levar isso em conta ao direcionar recursos à pesquisa. A
menos que se considere mais “chique” financiar estrangeiros como recurso de
marketing e não a rapidez na obtenção de conhecimento. É preciso parabenizar a
todos os que respaldam a pesquisa na Amazônia, mas reforçar as linhas locais de
pesquisa será ainda mais elogiável.
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Façam as contas!
Neste
início de ano vão se confirmando várias candidaturas ao governo de Rondônia. 1-
Senador Marcos Rogerio (PL-Ji-Paraná) 2- – Prefeito Adailton Fúria (PSD-Cacoal)
3- Prefeito Flori Cordeiro (Podemos-Vilhena) 4-Ex-prefeito Hildon Chaves (PSDB-Porto
Velho) 5- Ex-deputado federal Expedito Neto (PT-Rolim de Moura) 6 – Samuel
Costa (Rede-Porto Velho 7-Vice-governador Sergio Gonçalves (União Brasil-Porto Velho).
Considerando que a aliança liderada pelo MDB/PDT/PSB terá candidatura própria,
possivelmente teremos um recorde de postulações ao Palácio Rio Madeira, sede do
governo estadual.
Racha na roça
Neste
cenário se vê um racha no interior do estado de Rondônia entre as candidaturas
de Marcos Rogério (Ji-Paraná), Adailton Fúria (Cacoal) e Flori Cordeiro (Vilhena).
Também existe racha bolsonarista entre as forças do PL, de Marcos Rogerio com o
grupo político do governador Marcos Rocha (agora no PSD). Já estariam descartadas
as postulações do governador Marcos Rocha ao Senado e possivelmente do vice-governador
Sergio Gonçalves (União Brasil) ao CPA que já teria paralisado a pré-campanha
pelo interior do estado. Num quadro onde o grande favorito para ingressar num
previsível segundo turno é o senador Marcos Rogério, mas que também é favorito
para levar pau no segundo turno com a provável união dos seus adversários.
Contas dos candidatos
Nas
contas destes possíveis candidatos acima se vê uma conclusão inicial: o nome
que for para o segundo turno contra Marcos Rogério, pode ser bem-sucedido ao
Palácio Rio Madeira. Vai ser uma batalha renhida. Marcos Rogério, o favorito,
aposta numa vitória em cima do apoio direto do ex-presidente Jair Bolsonaro
também no segundo turno e sua dobradinha com Fernando Máximo ao Senado em Porto
Velho. Adailton Fúria, agora com o apoio da máquina do governador Marcos Rocha,
mais apoio do ex-governador Ivo Cassol e do ex-senador Expedito Junior (eles voltaram
a pular cirandinha juntos...) E Expedito Junior até pode ser afastado da
campanha para não dar impressão que esta mancomunado com seu filho que ingressou
no PT.
Projeto retomado
O
ex-prefeito de Porto Velho, Hildon Chaves (PSDB) teria retomado seu projeto de
disputar o governo de Rondônia, segundo informou o jornalista Sergio Pires no
final de semana. Se de fato entra na corrida sucessória já sai, com o contexto
atual, com um pé num previsível segundo turno. Ocorre que sem o seu predador
local, que é o deputado federal Fernando Máximo que optou pela disputa ao
Senado, sem o ex-governador Confúcio Moura (MDB) que vai à reeleição, o
vice-governador Sergio Gonçalves (União Brasil) sem as rédeas do governo
estadual, do PSD de Adailton Fúria fragilizado pelo racha no seu partido liderado
por Expedito Neto que ingressou no PT, se vê um céu de brigadeiro para Hildão
nesta eventual peleja.
Polarização alterada
Com
Hildao nas paradas de sucesso se projeta mudança de polarização. Ao invés de polarizar
com a duvidosa candidatura do prefeito de Cacoal Adailton Fúria, já acusado de
jogo duplo com o PT e a candidatura de Expedito Neto, o senador Marcos Rogério
(PL), entra em rota de polarização com
Hildon Chaves e este com grandes chances no segundo turno, como sinaliza a
atual conjuntura. Na segunda etapa da eleição ele contaria com o respaldo do
grupo político do ex-governador Confúcio Moura e até da turma de Marcos Rocha
que odeia também bolsoanristas Marcos Rogerio, Jaime Bagatolli e Chisóstomo.
Restariam poucas opções de alianças para Rogério. A princípio, vejo Hildão em
vantagem para o enfrentamento com Marcos Rogério no segundo turno, já que o interior
rachou em três candidaturas e o tucano na capital é o cara.
Para compensar
Para
compensar a farsa montada pelos Expeditos, com um deles se transferindo para o
PT e outro permanecendo no PSD, o atual prefeito de Cacoal já tem estratégia.
De um lado, terá a máquina do governo estadual do governador Marcos Rocha, do
outro o apoio do ex-governador Ivo Cassol. Rocha e Cassol possivelmente indicando
como vice de Fúria o jornalista Everton Leoni, da TV Record, emissora ligada à Igreja
Universal. E tem luas pretas defendendo que é preciso afastar Expedito pai da
campanha do atual prefeito de Cacoal para passar a impressão que Fúria não
aprovou a farsa montada pelo clã dos Expeditos. É coisa de louco!
Via Direta
*** As municipalidades de Cacoal e Ariquemes
estão construindo novas rodoviárias. Ariquemes com o processo mais adiantado *** Porto Velho
transformou aquele pardieiro onde funcionava seu terminal rodoviário num belo
cartão postal para a capital rondoniense na gestão do ex-prefeito Hildon Chaves
*** Para fazer bonito também, o atual
prefeito Leo Moraes poderia transformar a região do Cai N’Agua num outro cartão
postal. A região é infestada de sujeira, pombos, urubus, traficantes e foras da
lei *** O presidente do Avante, o ex-deputado estadual Jair Montes está
satisfeito com o chamado de lideranças para disputar cargos eletivos *** Estima em emplacar pelo menos dois
deputados estaduais.
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