Terça-feira, 13 de janeiro de 2026 - 08h50

Diariamente
novas descobertas são anunciadas sobre a Amazônia. Isso é natural por conta de
sua vastidão, pelo muito que ainda falta estudar sobre a região. No entanto,
algumas notícias de descobertas e revelações não representam apenas informações
extras sobre a realidade da floresta: são dados de extrema relevância para o
país e o mundo.
A
ação dos EUA na Venezuela revelou a fragilidade da segurança na região. Uma poderosa
ave de rapina mergulha e leva impunemente um pintinho de um quintal de
galinhas. Há também denúncias sobre a atuação em território brasileiro da facção
criminosa venezuelana Tren de Aragua. São evidências que afirmam a necessidade
de controlar com rigor o território amazônico, o que depende de boa diplomacia
e força militar.
Só
o que foi destruído não volta mais ou ao menos demora muito a se recompor. Por
isso é tão importante a nova coleção de mapas e dados lançada pelo MapBiomas
Solo, ao mostrar que o Brasil estoca 37,5 gigatoneladas de carbono orgânico do
solo (COS) nos 30 cm superficiais – e mais da metade desse volume (52%) está na
Amazônia. Sendo percentuais e extensões gigantes, é preciso redobrada atenção
com o volume de madeira retirada ilegalmente da floresta, com danos para o
bioma em geral e a degradação desse rico solo em particular. Os prejuízos que o
crime traz, em consequência, também são gigantescos.
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A ressurreição
Derrotados
em eleições recentes, alguns ex-deputados estaduais estarão de volta a disputa
neste ano buscando a ressurreição política. Um deles é o ex-prefeito e
ex-deputado federal Mauro Nazif (PSB). Seguem a lista outros parlamentares que
já foram do alto clero do legislativo estadual, como o ex-presidente Hermínio
Coelho, o dirigente partidário Jair Montes (Avante). Do interior buscam a volta
ao topo os ex-deputados Adelino Folador (Ariquemes), Cássia dos Muletas (Jaru),
Só na Bença (Pimenta Bueno) e Carlos Magno (Ouro Preto do Oeste). Para federais
os ex-parlamentares: Amir Lando (Porto Velho), Natan Donadon (Vilhena), Nilton
Capixaba (Cacoal), José Amauri (Jaru).
Nome competitivo
Chama
atenção o fato de Porto Velho, que possui um terço do eleitorado de Rondônia
não contar com um nome competitivo para disputar o governo estadual. O único
candidato postando o CPA é o vice-governador Sergio Gonçalves (União Brasil),
considerado presa fácil pelos opositores do interior. O ex-prefeito Hildon
Chaves (PSDB) seria o nome mais robusto para enfrentar as lideranças do
interior como o senador Marcos Rogerio (PL-Ji-Paraná), o prefeito de Cacoal
Adailton Fúria (PSD), entre outros nomes cogitados. Já se tratando ao Senado, a
capital poderá emplacar uma das duas cadeiras com Fernando Máximo (a caminho do
PL).
As mudanças
Algumas
mudanças partidárias já estão se encaminhando para as eleições de outubro. Em vista
da janela partidária aberta em março se prolongando em abril, dispositivo que
permite a troca de partidos sem a punição da perda de mandato. A principal delas
é a do deputado federal Fernando Máximo (União Brasil) aderindo ao PL para disputar
o Senado. Segue também com o deputado federal Lucio Mosquini (MDB) que ainda
não acertou a nova agremiação. Deixará o MDB onde era general – e onde mandava
nos recursos do fundão eleitoral - para ser apenas soldado no PP ou nos
Republicanos?
Áreas congestionadas
Observando
as nominatas regionais se constatam baitas congestionamentos de candidaturas a
Câmara dos Deputados na região de Rolim de Moura e Cacoal (Zona da Mata e região
do Café), e Ji-Paraná, na região central. Senão vejamos, por Rolim e Cacoal são
postulantes à Câmara dos Deputados Joliane Fúria, Jaqueline Cassol, Expedito
Junior e Luís Claudio. Em Ji-Paraná e região central a coisa ainda é com mais
canibalismo. Por ali existem, pelo menos 15 postulantes à Câmara dos Deputados,
apenas dois em melhores condições de emplacar mandatos que são os ex-prefeitos
Jesualdo Pires e Esaú Fonseca. Congestionamento no Cone Sul além com os clãs Donadon
(com Natan), Neiva de Carvalho (com Viveslando) e Clã Goebel com Evandro
Padovani.
O atrevimento
O
lançamento de nomes como do deputado federal Mauricio Carvalho, do ex-deputado
federal Expedito Neto e do coronel Braguim além do vice-governador Sergio
Gonçalves, também pertencente ao baixo clero tem sido malhado pelo
“atrevimento”, pelo balão de ensaio, pelo jogo de cena na atual conjuntura política
estadual. Mas na história política de Rondônia alguns políticos saíram do
anonimato para se tornarem signatários do alto clero. O mais recente é o
próprio atual governador Marcos Rocha (União Brasil) considerado um mero participante
em recentes eleições estaduais e que acabou reeleito. O que se dizer do
ex-prefeito Roberto Sobrinho, que saiu do zero nas pesquisas para uma virada
sensacional? Amorim não bateu na disputa ao Senado o prodigioso Amir Lando, na
década passada?
Via Direta
*** O PT prepara forte nominata para a
Assembleia Legislativa. Desde a ex-senadora Fatima Cleide (Porto Velho), a
atual deputada estadual Claudia de Jesus (Ji-Paraná), a dirigente do Sintero
Leo Simão, ao ex-vereador Sidney Orleans, entre outros nomes conhecidos *** Já em plena era do
pedágio mais caro do Brasil a população rondoniense se revolta com a omissão da
classe política que deixou a situação chegar a este ponto *** A conclusão geral é que os políticos rondonienses não se omitiram
de graça. É o mesmo sistema vigente em outros estados, com a diferença é que a
omissão rondoniense está custando a tarifa mais elevada do País.
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