Quarta-feira, 14 de janeiro de 2026 - 11h23

Muita
comemoração em torno da conquista do ator brasileiro Wagner Moura, que recebeu
o troféu Globo de Ouro de melhor ator em filme de drama, “O Agente Secreto”,
também premiado como o melhor filme em língua não inglesa. São realmente vitórias
expressivas no plano da cultura mundial, mas só terão utilidade duradoura se o
filme for visto pelas reflexões que motiva. O filme, em si, não induz à
alegria, mas à tristeza de um país interrompido. Em 1964 houve o golpe de
Estado que evoluiu para uma ditadura empresarial-militar por duas décadas.
Na
época, o Brasil era um modelo para a China e tinha um desenvolvimento similar
ao da Coreia. Nesses vinte anos o Brasil queimou energias na luta interna para
se livrar da tutela dos EUA e depois de 1985 vem queimando energias nas brigas
políticas da polarização. Enquanto o Brasil perdia tempo, a China se tornou uma
grande potência e a Coreia virou uma nação desenvolvida.
Nesse
caso, a melhor reflexão que o filme “O Agente Secreto” provoca é a necessidade
de superar o atraso unindo a nação. Isso passa por ignorar as fofocas da
polarização e definir uma pauta mínima, na qual concentrar esforços no
aproveitamento do potencial da Amazônia precisa ser o primeiro item. Mais que
chorar o tempo perdido, o drama premiado sugere aproveitar melhor o tempo atual
para não ser preciso se entristecer no futuro pelas oportunidades
desperdiçadas.
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E a segurança?
Ante
as estatísticas governamentais de que a segurança púbica tem melhorado em Porto
Velho, constato diferenças entre os números oficiais com a realidade. Senão vejamos,
no centro histórico da capital temos arrombamentos diários no comércio lojista.
Prédios abandonados estão infestados de ladrões, mendigos e drogados que sustentam
os vícios com roubo de fiação elétrica nas residências. Casas e estabelecimentos
comerciais são depenados até o talo. E tenho depoimento que num distrito de Porto
Velho onde os moradores quando saqueados preferem levar a denúncia ao chefe de
facção criminosa local. Ele pune o faltoso e manda devolver os objetos
roubados. É o fim da picada.
É coisa de louco!
E ainda sobre a nossa segurança pública: os
piratas do Madeira roubando sacas de sojas das embarcações nos rios da região amazônica,
os traficantes roubando pequenas aeronaves nas regiões do Vale do Guaporé e no
Vale do Jamari. A bandidagem está solta. Os políticos se envolvendo nos contratos
com empresas de coleta de lixo, Vilhena proporcionalmente é a cidade com maior
criminalidade no estado, rachadinhas espalhadas para todo lado. Toneladas de maconha, criando pernas,
percorrendo as rodovias de Rondônia. A conexão do pó Porto Velho- Nordeste crescendo.
Não consigo mesmo constar melhoras na segurança pública.
E as pesquisas?
Fico
me perguntando como vão se comportar os institutos de pesquisas com tantos
nomes cogitados – alguns para valer e outros tantos como balões de ensaio –
para as eleições ao Palácio Rio Madeira, sede do governo estadual. Com tantos
nomes fica complicado o trabalho de auscultar o cenário político. Vejam que
neste momento estão cogitados desde o senador Marcos Rogério (PL), o atual prefeito
de Cacoal Adailton Fúria (PSD), ao Coronel Braguim (União Brasil), ao vice-governador
Sergio Gonçalves (União Brasil), ao deputado federal Mauricio Carvalho, ao
ex-deputado federal Expedito Neto, entre outros nomes.
Punhal da traição
A
intenção do ex-deputado federal Expedito Neto ingressar no PT para disputar o
governo estadual pelo Lulapetismo despertou desconfiança sobre o comportamento do
ex-senador Expedito Painho que inventou a candidatura do prefeito de Cacoal
Adailton Fúria. Vejam que até agora Expedito Pai e Fúria não se pronunciaram a respeito
da situação. Indaga-se se Expedito Pai não estaria negociando a desistência de
Fúria para beneficiar o filho na peleja? Expedito Pai tem tradição em aplicar o
punhal da traição na política e é bom que Fúria fique precavido com esta
situação dúbia. A coisa está no mínimo embaçada e Fúria no prejuízo. E os
Expeditos com um pé no Lulapetismo e outro no bolsoanrismo
Clima de definições
Não
vejo um clima de definições sobre a corrida sucessória estadual em Rondônia. A
coisa está mesmo complicada. Enquanto o governador Marcos Rocha (União Brasil)
não definir seus rumos de apoios ao Senado e a sua sucessão vai estar
emperrando a escolha do candidato a governador da base governista. Ele está
deixando claro que não quer seu vice-governador na disputa e só aceita ele no
seu lugar na condição de continuar mandando nos principais secretários da nova
gestão e no Detran. Gonçalves por sua vez se recusou ser uma rainha da Inglaterra
e a coisa enguiçou de vez. No troca-troca de legendas com a janela partidária a
partir de março poderemos ter então algumas definições sobre os governadoraveis.
Via Direta
*** A cobrança de pedágio já está
encarecendo o custo de transportes em Rondônia e no vizinho Acre também
atingido pela medida adotada na BR-364 *** O custo do frete será jogado nas costas dos
pobres consumidores que irão pagar o pato pelo pedágio mais caro do País.
Protestos já rolando no Amazonas, Acre e Rondônia, os principais estados
prejudicados com a medida ***A classe política
de Rondônia perdeu a batalha com as empresas aéreas e agora perde também o
embate com o custo do pedagiamento da rodovia 354. Ninguém merece a reeleição
por aqui. Vamos trocar os omissos e aqueles que recebem mensalinhos ***
Trocando de saco para mala: a violência doméstica só tem aumentado em Porto
Velho. A mulherada não sabe mais a quem recorrer para frear está triste
situação.
Quarta-feira, 14 de janeiro de 2026 | Porto Velho (RO)
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