Segunda-feira, 10 de novembro de 2025 - 08h35

O
que significou a mobilização de mais de 10 mil militares na Operação Atlas, a
maior já feita pelas Forças Armadas brasileiras, em Roraima e no Amapá, próximo
à fronteira com a Venezuela e Guiana, no início de outubro? No mínimo que a
troca de gentilezas entre os presidentes do Brasil e dos EUA e a certeza de que
as negociações serão vantajosas não mudam o quadro geral latino-americano.
Nele, o Grande Irmão do Norte ameaça a ocupação militar da Venezuela, abre
confronto com a Colômbia e compra a submissão do presidente argentino.
Nesse
caso, as negociações dos EUA com o Brasil neutralizam nosso país e o amarram
para não pender contra as artimanhas de Trump na região. Se de fato neutralizar
o Brasil, Trump terá obtido sua primeira grande vitória, já que até agora
fracassou em acabar com a guerra da Ucrânia e com os efeitos assustadores da
metralhadora giratória de Israel. Fica a conferir até onde pode ir a neutralidade
por parte do Brasil.
A
série de ações acumuladas desde junho pela Operação Atlas configuram legítima
defesa. Atlas, aliás, é o nome do asteroide que pende sobre a Terra como se
fosse um satélite de observação. A tradição diplomática brasileira é pacifista
e pela neutralidade, mas isso implica rejeitar guerras. Elas trazem grande
sofrimento aos povos envolvidos e instabilidades regionais e até globais. O
preço a pagar pelo descuido é sempre alto demais.
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A
ingratidão
Os
bolsonaristas graduados se queixam da ingratidão das lideranças catarinenses
quanto a campanha desencadeada “Fora Carluxo”. Tanto o deputado federal Eduardo
Bolsonaro, morando nos Estados Unidos, como o vereador carioca Carlos Bolsonaro
que pretende disputar o Senado dizem que as lideranças conservadoras de Santa
Catarina foram eleitas graças ao apoio do ex-presidente e agora se rebelam num
gesto de ingratidão a família Bolsonaro. A própria família do mito esta dividida,
enquanto parte apoia Carluxo, a ex-primeira dama fechou com a deputada federal
Carolina de Toni (PL-Chapecó).
Até postes
O
fato é que em 2022 Bolsonaro elegeria até postes em Santa Catarina, um dos
estados mais conservadores do País. Senadores, deputados estaduais e federais
foram eleitos com esta estratégia. Um político carioca foi eleito com mais de
1,5 milhão de votos ao Senado naquele estado e lidera o movimento pró-Carluxo
contra o que ele considera ingratidão dos conservadores barrigas verdes que se
elegeram na aba do mito e agora pulam fora. Em sua defesa, os “ingratos” afirmam
que não querem tutela carioca –já tem um senador forasteiro vindo do Rio de
Janeiro eleito por lá – e que não toleram “invasores”. A briga se intensifica entre
os bolsonaristas catarinenses.
Rondônia ameaçada
Com
o vereador Carlucho Bolsonaro sendo escorraçado de Santa Catarina, mesmo
vitaminado nas pesquisas locais, a família Bolsonaro já projeta estratégias de
mudanças. Rondônia chegou a ser ventilada para a mudança de domicilio de Carluxo,
mas por interveniência da primeira dama Michele a coisa foi descartada, já que
o ex-presidente mantem compromisso no estado com o pecuarista Bruno Scheidt e o
atual senador Marcos Rogério. Como no Rio de Janeiro, o senador Flavio vai a
reeleição, agora se cogitam outros estados para candidatura do forasteiro, entre
eles o vizinho Acre, Roraima e Mato Grosso.
Os vira-vira
Em
Rondônia, políticos que apanham numa eleição podem sair consagrados na próxima.
Vamos a alguns casos, Jeronimo Santana (favorito) apanhou de Odacir Soares na
eleição ao Senado em 1982 e venceu a peleja seguinte em 1986 ao então Palácio
Presidente Vargas, sede do governo estadual, de Odacir Soares (favorito) quatro
anos depois. O que dizer do atual prefeito Leo Moraes que levou uma sova de Hildon
Chaves na disputa da prefeitura da capital e anos depois derrotou toda a
estrutura montada pelo adversário em favor de Mariana Carvalho? Enfim, como se
sabe as reviravoltas são constantes em nosso estado.
Balões de ensaio
´´E
muito balão de ensaio rolando nos bastidores políticos de Rondônia. Dede o
boato de que a ex-deputada federal Mariana Carvalho (União Brasil) entraria na
na peleja pelo governo estadual, até a desistência do governador Marcos Rocha
em deixar o cargo em abril para disputar uma cadeira ao Senado. As campanhas já
adiantadas da primeira dama Luana Rocha e do maninho Sandro Rocha, respectivamente
a Câmara dos Deputado e a Assembleia Legislativa estão em curso, desmentindo os
rumores. Até o lançamento do ex-secretário da Agricultura Padovani, de Vilhena,
chegou a ser cogitada. Hajam balões de ensaio e rolando a toda hora.
Seja um favorito!
Se
o caro eleitor quiser ser um favorito nas pesquisas ao governo de Rondônia, ao
Senado ou qualquer outro cargo eletivo a Câmara dos Deputados e Assembleia Legislativa
é só comparecer a tesouraria de certos institutos. Com isto, poderá até liderar
as pesquisas vigentes. Para pontear as pesquisas em Porto Velho, os
pesquisadores chegam a tirar da roda de consultas, conforme as conveniências do
contratante, Hildon Chaves, Fernando Máximo ou
Leo Moraes que são os políticos mais populares perante a população da enquete,
favorecendo então ao aldeão interessado. Manipula daqui e dali, ajeita acolá, e
você, meu prezado leitor se transforma do dia para a noite em um favorito para
as eleições do ano que vem. O modus operandi tem sido desenvolvido há décadas
na terrinha.
Via Direta
*** Os investigados nos casos de
rachadinhas e funcionários fantasmas na Assembleia Legislativa de Rondônia e Câmara
de Vereadores de Porto Velho ameaçam abrir o bico se forem para a cadeia *** No caso, abrir o
bico significa entregar os políticos que os contrataram os fantasmas. Na Câmara
já foi identificado o vereador Thiago Tesari, na casa de leis estadual ainda
ninguém falou sobre deputado contratante ***
A Caravana Esperança anuncia que vai tratar das nominatas à Assembleia Legislativa
e Câmara dos Deputados e seus candidatos ao Senado e ao governo estadual em
março do ano que vem *** Os próximos encontros estaduais serão em Rolim de
Moura e Vilhena com os nove partidos da coalisão.
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