Porto Velho (RO) terça-feira, 20 de outubro de 2020
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Carlos Sperança

Deserto ou Amazônia? + O favoritismo + Polos regionais e as polarizações + Os inspetores


Deserto ou Amazônia? + O favoritismo + Polos regionais e as polarizações + Os inspetores - Gente de Opinião

Deserto ou Amazônia?

Um ótimo produto do turismo mundial é um passeio de três dias na África, em veículos e camelos. No entanto, esse passeio nada mais significa que pagar bem para passar três dias no deserto. Quando esteve na Coreia do Norte, em 2017, Dennis Rodman, um dos principais astros da liga de basquete NBA, estimulou o interesse de turistas a conhecer a nação mais fechada do mundo. No ano seguinte o presidente Donald Trump se declarava “apaixonado” pelo ditador local, Kim Jong-un.

É estranho um causticante deserto e o país mais temido atraírem tanto interesse, mas turistas amam viajar e só precisam de bons atrativos para se convencer a cruzar oceanos e percorrer milhares de quilômetros em busca de encanto e satisfação. Muito mais estranho é o negacionismo ambiental, que repele potenciais visitantes. Eles poderiam ter interesse em viajar pela Amazônia, com roteiros atraentes e opções de investimentos que o deserto ou as Coreias jamais teriam como proporcionar aos turistas.

O vice-presidente Hamilton Mourão pensa em convidar embaixadores de países europeus a visitar a Amazônia e ver o que está sendo feito em favor da preservação. Poderia trazer também astros de Hollywood, modelos e socialites famosas que se preocupam com a floresta para uma caravana pelas maravilhas amazônicas. Se não gostarem é porque merecem o sufoco do deserto e da Coreia do Norte.

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O favoritismo

Na largada das disputas municipalistas em Rondônia, chama a atenção para dois grandes favoritos da temporada. Em Ouro Preto do Oeste, o ex-prefeito Alex Testoni e em Ji-Paraná, o prefeito Marcito Pinto buscando a reeleição. Na capital, a bola da vez era o deputado federal Leo Moraes (Podemos), que como se sabe acabou desistindo da peleja e ainda não anunciou quem vai apoiar no processo sucessório. Estuda composições.

Polos regionais

Nos polos regionais mais importantes de Rondônia são previsíveis algumas polarizações. Em Porto Velho Hildon Chaves (PSDB) x Vinicius Miguel (Cidadania); em Ariquemes o ex-deputado Tziu Jidaias x Lucas Folador (DEM), em Ji-Paraná Marcito Pinto (PDT) x Esaú (MDB); em Cacoal a prefeita Gláucioni Nery (MDB) x Deputado Fúria (PSD), em Vilhena o prefeito Eduardo Japonês (PV) x Rosani Donadon (PSC).

Bases firmadas

Assim como o senador Marcos Rogério está firmando as bases dos Democratas nos municípios para as eleições ao governo do estado em 2022, o deputado federal Lucio Mosquini (MDB-RO) presidente do diretório estadual do MDB faz a mesma coisa lançando muitos candidatos a prefeitos e mantendo boas chances em alguns polos regionais importantes do estado. Mosquini tem apoio do ex-governador e atual senador Confúcio Moura para alçar o CPA.

A sustentabilidade

O ministro Tarcísio Freitas da Infraestrutura reuniu recentemente todos os governadores do Norte pela reconstrução da Rodovia 319, que tem concluída apenas o trecho Porto Velho a Humaitá e Manaus ao Careiro da Várzea, faltando o chamado “meião” entravado pelos órgãos ambientais. O ministro promete uma BR com sustentabilidade. Com os esforços até agora está saindo a licitação de modestos 52 quilômetros, como pontapé inicial dos 600 necessários na rodovia.

Os inspetores

Em coluna recente falei sobre a enormidade de inspetores de quarteirão disputando a prefeitura de Porto Velho – que são pelo menos oito entre os 16 postulantes – e me foi solicitada a inclusão também na lista de Ted Wilson (PRB). Ora, Ted Wilson não tem lá grande expressão no cenário político da capital, mas já foi vereador e com isto está um patamar acima dos candidatos que disputam a rabeira. Mas a projeção para ele também não nada animadoras.

Via Direta

*** Em consequência da estiagem, também na região de São Carlos o Rio Madeira baixou abruptamente. Grandes bancos de areia são visíveis *** Por falar em estiagem, o monitor da seca, coloca os estados do Paraná e Mato Groso do Sul na situação mais difícil dos estados brasileiros em 2020. O bicho esta pegando *** Nunca antes nesta na história, prefeitos, ex-prefeitos e deputados tem sido alvo de tantas visitas da Polícia Federal. A maioria acaba caindo nas malhas da lei por golpes contra o erário ***Nos últimos anos também os governadores e ex-governadores entraram no contexto de rapinagem. É coisa de louco *** É a política transformada em balcão de negócios. Até quando? *** Impressiona como o coronavirus tem chegado as tribos indígenas e as comunidades quilombolas mais distantes. 

* O conteúdo opinativo acima é de inteira responsabilidade do colaborador e titular desta coluna. O Portal Gente de Opinião não tem responsabilidade legal pela "OPINIÃO", que é exclusiva do autor.

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