Quinta-feira, 8 de janeiro de 2026 - 08h14

Os
rios, para uma floresta, são como veias que irrigam um corpo. Nesse caso, o projeto
que cria o Programa Rios Livres da Amazônia busca proteger as veias abertas da
América amazônica. Idealizado pelo senador acreano Sérgio Petecão, com substitutivo
de Mecias de Jesus (RR), o programa pretende compatibilizar o desenvolvimento
socioeconômico da Amazônia com a preservação dos recursos hídricos; estimular a
educação ambiental; e reduzir os níveis de poluição e os danos ambientais aos corpos
de água da região.
Tudo
que deveria ser feito sem lei obrigando, mas como a regra do jogo é impor leis
para garantir o cumprimento de obrigações, a própria tramitação tem a vitude de
expor e aprofundar o debate sobre as águas amazônicas. Normas atualizadas sobre
a gestão dos rios eram necessárias, até porque os rios não recebem mais, como
no passado, apenas a presença de nativos, animais ou canoas, mas embarcações de
variados portes, com mecanismos que a tecnologia vem aprimorando e trazendo,
com intervenções na floresta que requerem avaliação, adaptações e
cuidados.
Daí
a importância da oferta legal de incentivos à participação social responsável
na gestão dos recursos e ao desenvolvimento de pesquisas científicas. Espera-se
que em seu conjunto a legislação facilite ao Sistema Nacional de Gerenciamento
de Recursos Hídricos o integral cumprimento de suas finalidades.
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Pesquisas e balões
Aproveitando
as indefinições do quadro político em Rondônia, as lideranças soltam balões de
ensaio e pesquisas fajutas para influenciar o eleitorado. A bem da verdade é um
cenário parecido com as campanhas anteriores. Os balões de ensaio de candidaturas
lançadas são para aferir as possibilidades dos seus nomes projetados –a maioria
buscando indicação de vices – e as pesquisas sob encomenda para robustecer os
nomes dos candidatos ao palácio Rio Madeira já assumidos. Alguma coisa pode
colar, outras não é as articulações seguem visando a mesa de negociações entre
os partidos.
A mobilização
Ante
a crise do leite ameaçando milhares de pequenos produtores do estado de
Rondônia, prejudicados com os custos elevados de produção e a venda do litro
não cobrindo o custeio, a classe política tem se mobilizado. Primeiramente foi
a Assembleia Legislativa, com audiência pública realizada m Ariquemes, por
solicitação do deputado estadual Alex Redano, presidente da Assembleia Legislativa.
Segue com os pronunciamentos dos senadores Confúcio Moura, Marcos Rogerio e
Jaime Bagatoli e com a bancada federal, coordenada pelo deputado Mauricio
Carvalho cobrando uma política mais justa para resolver a questão leiteira no
estado.
A nossa aviação
Quem
viajou pela extinta TABA –Transportes Aéreos da Bacia Amazônia nos anos 70 e
meados dos anos 80 pode narrar os sofrimentos e percalços sofridos na aviação
rondoniense. Mas Rondônia – principalmente Porto Velho - teve
fartura de voos com as empresas Varig, Vasp, TransBrasil, nos anos 90. Não era
possível imaginar que nos tempos atuais a população rondoniense entrasse num
verdadeiro inferno astral com as empresas Azul, TAM e Gol. Quem viajou para as
festividades de Natal e Ano Novo foi objeto de tarifas escorchantes, falta de
voos e atrasos constantes. O que reserva a aviação para os rondonienses em
2026?
A ressurreição politica
Algumas
lideranças que marcaram época em Rondônia vão buscar a ressurreição política
nas eleições de 2026. Desde o senador e ex-ministro da Previdência Amir Lando
(Porto Velho), ao ex-presidente da Assembleia Legislativa Neodi Carlos
(Machadinho do Oeste), ao ex-senador Ernandes Amorim Ariquemes), aos ex-deputados
federais Nilton Capixaba (Cacoal) e Natan Donadon (Vihena), o ex-deputado estadual
e ex-prefeito de Ouro Preto Carlos Magno, o ex-senador Expedito Junior (Rolim
de Moura), ex-prefeito José Amauri dos Muletas (Jaru). Vão enfrentar lideranças
emergentes, como é o caso do delegado
Camargo na região do Vale do Jamari, Adailton Fúria (Cacoal), Viveslando Neiva
(Cerejeiras).
Parentes nas pelejas
Com
a política oscilando muito em Rondônia, alguns deputados estaduais estão
lançando pais e irmãos nas eleições do ano que vem. O ex-presidente da Assembleia
Legislativa Marcelo Cruz, seu pai, que foi um veador bem votado no pleito
passado na capital. Ezequiel Neiva projeta a candidatura do filho Viveslando (a
federal ou estadual) pela região do Cone Sul do estado, o prefeito de Cacoal
Adailton Fúria, sua esposa Joliane, se deixar o governo, o mandatário Marcos Rocha
terá sua esposa Luana Rocha a Câmara dos Deputados e o maninho Sandro Rocha a
deputado estadual. E assim por diante. E assim as dinastias se perpetuam a outras
já criadas pelo estado.
Via Direta
*** Depois de um apagão, de dormirem no
mandato, alguns deputados federais e senadores se rebelam contra o pedagiamento
na rodovia 364 que começa na semana que vem. É o mais caro do Brasil *** Tem parlamentares
se pronunciamento e nota oficial lançada para se eximirem das responsabilidades
*** A concessionária vai cobrar pedágio
sem as obras de restauração concluídas, aliás, nem 20 por cento delas. É coisa
de louco *** O custo de vida na nossa vizinha Rio Branco, capital do Acre,
está bem acima do cobrado em Porto Velho. Da gasolina, a carne, aos hortifrutigranjeiros.
Pobres acreanos convivendo com tanta carestia.
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