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Ponte Guajará/Guayaramirin em licitação


 

A construção da ponte binacional sobre o Rio Mamoré ligando o Brasil a Bolívia já é uma realidade. Em reunião realizada ontem, em Brasília, no Departamento Nacional de Infraestrutura e Transporte, DNIT, foi iniciada a abertura do processo de licitação para a construção da obra com as empresas VETEC engenharia, JDS engenharia e consultoria e ProGaia engenharia e meio ambiente ilimitada. Este processo deverá ser concluído nos próximos 40 dias e a empresa vencedora receberá a ordem de serviço.

Está marcado para amanhã, quarta-feira, um novo encontro entre a Comissão Mista Brasileiro-Boliviana (CMBB) em Guayaramirin, na Bolívia,  com o objetivo de analisar a proposta de ínicio do controle integrado de fronteira. Entre os participantes da comitiva brasileira está o diretor de Pesquisa e Projetos do DNIT, Miguel de Souza e ainda representantes da coordenação de Meio Ambiente e projetos do órgão. Terá também representantes do Itamarati, Ministérios dos Transportes, o Governo do Estado de Rondônia e completando a comitiva, representantes dos órgãos de controle fronteiriço dos dois países.  

A ponte que custará mais de R$ 200 milhões ao Brasil terá cerca de  1.200m, com pista dupla e passagem de pedestre de ambos os lados protegidas por New Jersey, deverá começar a ser construída o quanto antes. De acordo com o diretor de Planejamento e Pesquisa do DNIT, Miguel de Souza, as obras devem se iniciar no primeiro trimestre de 2010.

Para Miguel de Souza esta construção significa "um importante propósito de impulsionamento e desenvolvimento da infraestrutura física de integração Sul-Americana e ressaltou ainda que esta ponte faz ligação com a rodovia interoceânica, "Saída para o Pacífico", projeto pelo qual ele é o idealizador.     

A construção da ponte sobre o Rio Mamoré constitui compromisso internacional pelo Brasil com a Bolívia há mais de um século, nos termos dos acordos de Notas, de 25 de setembro de 1971, e do Protocolo Adicional ao Tratado de Petrópolis de 1903, de 27 de outubro de 1966. Por isso, ficou acordado entre os dois países que o Brasil arcará com os custos decorrentes da elaboração dos estudos, projetos, engenharia e por fim, a construção da ponte.

Fonte: Gabriella Lima /  DPP/DNIT

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