Porto Velho (RO) quarta-feira, 23 de outubro de 2019
×
Gente de Opinião

Política

GillettePRESS: Dia do Gaúcho





 



(não sou fanático, mas a efeméride faz parte dos épicos da nossa  história-pátria)

A lenda do primeiro gaúcho Século XVIII.
# Uma partida de brasileiros atravessa as verdejantes campinas do Rio Grande do Sul. Impulsionados pela necessidade de braços para as lavouras, buscam o índio. Hão de avassalar as tribos ocupantes daquela região. Com esta disposição, viajam bem municiados e armados. Os índios minuanos, avisados pelas sentinelas da aproximação dos brancos, montam em seus fogosos cavalos e, armados de flecha e boleadeiras e lanças, deixam seu acampamento e rumam para as coxilhas.

##I
Ao avistar os brasileiros se aproximando, os índios usam de sua tática de ocultar-se ao longo do dorso dos cavalos. Destarte, dificilmente seriam descobertos pelos inimigos. Imóveis, esperam eles o momento azado para atirar-se sobre os viajantes. Os brasileiros não são conhecedores dos hábitos e da tática empregada pelos índios habitantes das campinas do Sul. E, avistando à distância o bando de cavalos pastando, tomam essa direção, muito senhores de si. Assim, ao se aproximarem os brasileiros, os índios despencam-se nos seus animais do cimo das coxilhas, em galopada, investindo contra os brancos com furiosa saraivada de flechas. Respondem estes com tiros de armas de fogo.

#II
Nova investida dos índios, agora servindo-se das lanças, obrigam os invasores a fugir em desordem. Caído por terra acha-se um moço ferido. Ao seu lado uma jovem índia minuano. Fascinara-a a coragem do estrangeiro. O brasileiro sabe da sorte que o espera. E, interrogando a moça quando será sacrificado, responde-lhe esta que nada tema, pois estará a seu lado. Anima-o com palavras confortadoras, cheia de simpatia e compaixão pela sorte do estrangeiro. O prisioneiro é levado para o acampamento dos minuanos.
#III
Enquanto esperam que se cure da ferida para sacrificá-lo, dão-lhe toda liberdade sob vigilância das sentinelas. O jovem branco resolve fazer uma viola. Uma tarde, à sombra de uma árvore, com a pouca ferramenta de que dispõe, a muito custo vai improvisando um rústico instrumento. Inicialmente aparelha, em forma de espessa tábua, um pau de corticeira. Cava-a dando-lhe a forma de viola. Coloca uma tampa com abertura circular para dar vibração ao som das cordas. Para colar a tampa emprega o grude de parasita sombaré, das árvores da serra. E da própria fibra da parasita ele prepara as cordas para o instrumento.A índia já lhe tem muita amizade e está sempre ao seu lado nas horas de folga. Enquanto o vê trabalhar, canta-lhe suavemente um canto doce e pitoresco da gente minuana.

#IV
Ainda não passara um lua, e já, na grande oca do acampamento, celebra-se o ritual do sacrifício. Amarrado a um tronco está o prisioneiro. Todos os índios da nação, reunidos em volta dele, dançam e cantam a sua morte. De quando em vez, passam, de mão em mão, cuias contendo delicioso vinho fabricado com o mel eiratim. Há um silêncio de morte em todo o acampamento.

#V
O chefe minuano ordena que soltem o prisioneiro e tragam-no à sua presença. Fitando o moço bem nos olhos, assim fala o cacique: Que aos teus irmãos sirva de lição esta última derrota. Que não nos tornem a vir incomodar. Os que vierem nestes campos buscar escravos, hão de ser esmagados pelas patas de nossos cavalos. E tu, pagarás com a morte a tua audácia e a dos teus! - Contudo, o chefe minuano diz ao condenado que faça o seu último pedido. Surpreende-se o branco com tal gesto. E, dotado de uma inteligência não vulgar, num relance percebe como poderá livrar-se da morte.

#VI
Sabendo da emotividade e a influência que exerce a música sobre aquelas criaturas, pede que lhe tragam o seu instrumento de cordas. Quer tocar pela última vez. Cantar uma balada de sua terra. É a jovem índia quem lhe traz a sua viola, debaixo dos olhares curiosos dos índios. Cheio de fé, o moço pega da viola.

#VII
Depois de alguns sonoros acordes, entoa uma canção. E o rito bárbaro daquelas fisionomias rudes transforma-se como por encanto. Ouvem-no com enlevo, exclamando a todo instante: "Gaú-che! Gaú-che!...", o que significa: gente que canta triste. Sensibilizados pela doce cantiga do condenado à morte, os índios intercedem para que o sacrifício seja revogado. E, assim, o brasileiro fica morando com os minuanos. Enamorado da jovem índia, casa-se com ela. E dessa bela união, do elemento branco com a indígena, resultou o tipo desse homem extraordinário que se chama gaúcho. (Extraído de LESSA, Barbosa. Antologia Ilustrada do Folclore Brasileiro).
- Essa é a minha homenagem à grande colônia gaúcha-rondoniana.

Convocação
Aos parlamentares (senadores e deputados federais) rondonianos:
Até hoje, os parlamentares federais têm o desafio de recolher 271 assinaturas entre deputados federais e senadores para encaminhar ao presidente da Câmara dos Deputados, Arlindo Chinaglia (PT/SP), o pedido de aceleração da votação da Proposta de Emenda à Constituição que acaba com o voto secreto nos legislativos federal, estadual e municipal. Entre os deputados que participaram do ato de relançamento da frente, o otimismo é grande, apesar de a tarefa ser difícil.
- O povo brasileiro espera uma resposta positiva do Congresso Nacional para contrapor a absolvição do senador Renan Calheiros do processo de cassação.
Com a palavra os deputados e senadores do estado de Rondônia.

Toma lá, dá cá
E o interesse da população que vá p.. (pro espaço).

Aliados aproveitam votação da CPMF para cobrar cargos.
Partidos que formam a coalizão de governo vão transformar a votação da emenda constitucional que prorroga a CPMF até 2011 na última trincheira importante para cobrar os cargos prometidos pelo governo e ainda não preenchidos.

A lista do passivo do governo é grande. Vai de cargos em estatais muito importantes, a exemplo da presidência da BR Distribuidora, ou das diretorias Internacional e de Abastecimento da Petrobras, a cargos federais em cidades do interior. O certo é que, importante ou não, este é o grande momento para que os partidos arranquem do governo o pagamento de todas as promessas. A lista entregue ao ministro das Relações Institucionais, Walfrido Mares Guia, é ampla.

Par-ou-ímpar
Um dos cargos reivindicados tanto pelo PMDB quanto pelo PT chama a atenção, pois tem ocupante. O PMDB de Minas Gerais exige para a Diretoria Internacional da Petrobras a nomeação de João Augusto Fernandes, funcionário de carreira da estatal. O PT bate o pé pela manutenção de Nestor Cerveró, apadrinhado do senador Delcídio Amaral (PT-MS).

Para a Diretoria de Abastecimento da Petrobras, o PP indicou Paulo Roberto Costa. Há 20 dias, o partido conseguiu emplacar em duas diretorias do Ministério das Cidades os nomes de Leodegar Ticoski e Luiz Carlos Bueno. O partido já tem o ministro Márcio Fortes.

Faca no pescoço
O líder do PTB, Jovair Arantes (GO), disse que seu partido não pretende "pôr a faca no pescoço" do governo por causa da CPMF. "Somos da base. Nossa opção é ser governo. Não precisamos que paguem nenhum passivo", disse ele. Jovair está numa situação boa em relação a outras siglas. Embora seu partido reivindique também uma diretoria da Petrobras, os pedidos do PTB já foram quase todos atendidos. Há 15 dias o presidente Luiz Inácio Lula da Silva nomeou Armando dos Santos Júnior para a presidência da Superintendência de Seguros Privados, indicado por Jovair.
- Isso é o que chamamos (lá no sul...) de loteamento político.

Até 2011
Comissão Especial da Câmara dos deputados aprovou de madrugada (!) a prorrogação da CPMF até dezembro de2011. A alíquota foi mantida em 0,38%. Foram rejeitadas todas as emendas apresentadas pela oposição ao parecer elaborado pelo deputado Antônio Palocci. O governo desistiu de negociar redução de alíquota.

"ele" manda
Agora, a prorrogação da CPMF será votada duas vezes pelo plenário da Câmara, antes de ser encaminhada ao Senado. A vigência da contribuição termina em 31 de dezembro.
- Bem feito! Quem mandou votar no ôme! E nos homens que aprovam tudo o que "ele" manda.

Escárnio
"É dinheiro prá ninguém botar defeito; e, só um doido varrido afirmaria não ter interesse num tributo "fácil de cobrar e de receber"."  -  Definição do ministro Guido Mantega

Pra refletir
"Brasileiro é um povo solidário. Mentira.  Pagar 40% de sua renda em tributos, e, ainda, dar esmola para pobre na rua, ao invés de cobrar do governo uma solução para pobreza... -Brasileiro é babaca." - Arnaldo Jabor

Fonte: roquevha@hotmail.com

Mais Sobre Política

Polícia Federal deflagrou a Operação Grand Bazaar, que  investiga fraude em fundos de pensão

Polícia Federal deflagrou a Operação Grand Bazaar, que investiga fraude em fundos de pensão

Por determinação do Supremo Tribunal Federal, a Polícia Federal (PF) deflagrou hoje (21) a Operação Grand Bazaar, visando desarticular um “esquema cri

Ministério Público realiza reunião sobre os bairros Conceição e Flamboyant após intervenção de Cristiane Lopes

Ministério Público realiza reunião sobre os bairros Conceição e Flamboyant após intervenção de Cristiane Lopes

Após a vereadora Cristiane Lopes (PP) ir até o Ministério Público Estadual (MP/RO), para relatar os problemas das obras de pavimentação dos bairros Fl

Mariana Carvalho apresenta declaração sobre cobertura universal de saúde em assembleia da União Interparlamentar

Mariana Carvalho apresenta declaração sobre cobertura universal de saúde em assembleia da União Interparlamentar

Mais de 1700 parlamentares e parceiros da ONU e da sociedade civil de todo o mundo estão reunidos em Belgrado, na Sérvia, onde acontece a 141ª Assembl

Erro na tabela de vencimentos dos professores volta a ser discutido na Comissão de Educação

Erro na tabela de vencimentos dos professores volta a ser discutido na Comissão de Educação

A Comissão de Educação e Cultura (CEC), da Assembleia Legislativa, se reuniu na manhã desta quarta-feira (16), para deliberar projetos e voltou a di