Porto Velho (RO) terça-feira, 13 de novembro de 2018
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Visão panorâmica, temos que fazer uma revolução!


Eu venho notando já há algum tempo, o descontentamento por parte do povo brasileiro com os poderes constituídos. Desde as mais remotas províncias, passando pelos estados, até chegar ao poder central em Brasília. Como somente podemos escolher os nossos representantes nos poderes executivos e legislativos, eu proponho aqui uma revolução para que mudemos radicalmente a nossa situação social.

Quando eu proponho uma revolução, eu estou falando de uma revolução política, haja vista que aquela em que se usa a força bélica para impor suas ideologias, sejam elas políticas, culturais e sociais, eu jamais compactuei. Nas conversas com os amigos e conhecidos, principalmente os de mais idade, desde os intelectualmente acima da média, aos mais simples mortais, já vi e ouvi inúmeras vezes eles se recordarem da época da ditadura militar com certo saudosismo. Muito embora eu me recorde apenas dos últimos anos deste regime, me dá calafrios só de pensar em retroceder no tempo, e novamente sermos tolhidos no direito de escolhermos os nossos representantes, de nos manifestarmos publicamente sobre o que bem entendermos, é claro, sem ofensas a mingúem. A abertura política e a implantação da democracia no Brasil, foi o fato histórico mais importante desses quarenta e poucos anos já vividos. Eu me lembro da sensação de medo e tensão que pairava sobre o nosso país, quando a palavra democracia era apenas um vocábulo em nossos dicionários. Hoje, agora neste momento, estou escrevendo minha opinião sobre a nossa situação política, sem temor algum. Isto é fruto da liberdade de expressão que gozamos, por sermos um país democrático. Agora vamos ao tema da nossa coluna. De quatro em quatro anos, temos a oportunidade de revolucionarmos o nosso país, sem dispararmos um só tiro, usando a mais poderosa das armas que é o voto. Mais você poderá argumentar comigo que já está cansado de ver as ingratidões dos políticos se repetindo ano a ano, porém eu aproveito para avivar a sua memória, e lembra-lo da nossa , ainda, imaturidade democrática. Nós estamos engatinhando quando falamos em plebiscito, porém eu tenho a esperança que com o tempo, saberemos escolher, e bem, os nossos representantes.

Enfim, creio que tanto eu, como os demais colunistas deste pasquim, já estamos nos tornando chatos e um tanto quanto repetitivos, de tanto falarmos em sabedoria e seriedade na hora de votar. É que não temos outra alternativa, senão a do voto, para mudarmos esta situação caótica em que vivemos. E não basta apenas votarmos bem, temos que votar, memorizar em quem votamos e depois cobrarmos deles (políticos), que o nos foi prometido nas campanhas eleitorais. Eu sei que isto é difícil, pois a maioria deles quando eleitos, fogem dos seus eleitores como o diabo foge da cruz, porém hoje, temos vários recursos para reivindicarmos os nossos direitos de eleitores. Temos por exemplo a internet, que através dos sites e e-mail dos nossos ilustres representantes, podemos, se não sermos atendidos, mas pelo menos demonstrarmos o nosso descontentamento com as atuações deles. Se a gente entulhar as caixas postais deles com os nossos reclames, quem sabe eles tomem um chá de “semancol” e se lembrem de quem lhes autorgou os seus cargos, e trabalhem com honestidade e diligência pelo bem estar de todos.

Um grande abraço e até a próxima oportunidade

MÁXIMO NOBRE
nobreseis@hotmail.com

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