Quinta-feira, 8 de janeiro de 2026 - 13h55

A
hipocrisia está presente em quase todas as relações humanas, porém, é na
política, que ela se mostra com maior desembaraço, principalmente no período
eleitoral. E não é preciso ir muito longe para se comprovar o anunciado acima.
A história política rondoniense, recente ou não, é rica em exemplos de aliados
que, durante a campanha eleitoral, fizeram juras de amor eterno, contudo, uma
vez instalados no poder, tornaram-se inimigos. Isso porque as alianças foram
baseadas em interesses momentâneos, e não em laços de amizade e respeito.
Esse tipo
de conduta, porém, é tão antigo quanto a própria política. Não por acaso, a
frase de Maquiavel, segundo o qual “em política, os aliados de hoje são os
adversários de amanhã”. Para alguns, o mais importante é ganhar a eleição, não
importa as armas usadas na contenda. Quando os objetivos dos dois lados são
alcançados, vêm os elogios públicos, abraços demorados, com direito a tapinhas
nas costas, e apertos de mão, como manda o figurino oficial, todavia, quando os
interesses são contrariados, as tensões são visíveis, indicando que o prazo de
validade da aliança já venceu.
As
rupturas geralmente ocorrem por brigas internas ou perda de espaço no governo. Às
vezes, o subordinado quer mandar mais que titular do cargo e, quando isso
acontece, o casamento é desfeito gerando um clima de tensão entre os
protagonistas. Valorize os acordos políticos celebrados com base em princípios
morais, ideológicos e, principalmente, visando o bem-estar público. Eles, sim,
têm prazo de validade de longa duração. Desconfie de alianças políticas
construídas sobre os alicerces movediços dos interesses pessoais ou de grupos à
mesa de um bar entre um gole e outro de uísque. Elas não duram muito tempo,
como se tem visto, aqui e alhures. Afinal, a política não é ambiente para
fanfarrões, apesar de estar impregnada deles.
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