Sábado, 11 de junho de 2011 - 07h17
No domingo passado a Igreja celebrou a ascensão de Jesus ao céu. No dia 12 de junho, quando se terão passados 50 dias da Páscoa, celebraremos a festa de Pentecostes. Diz o texto bíblico que “os apóstolos ficaram repletos do Espírito Santo e começaram a falar em outras línguas” (At 2, 4). A multidão, por sua vez, ficou perplexa, porque apesar de as pessoas terem vindo “de todas as nações que há debaixo do céu... nós os ouvimos apregoar em nossas próprias línguas as maravilhas de Deus” (At 2, 11). Os apóstolos, que até aquele momento se escondiam das autoridades para não serem presos, revestiram-se de coragem e testemunharam em alto e bom tom, que o mesmo Jesus que havia sido morto “pela mão dos ímpios”, havia ressuscitado, sendo que “Deus o constituiu Senhor e Cristo” (At 2, 36).
A festa de Pentecostes marca o início da Igreja Cristã, quando se deram as primeiras conversões e cerca de três mil pessoas foram batizadas (At 2, 37-41). No momento em que Jesus se elevou ao céu, os apóstolos foram incumbidos de irem pelo mundo para darem testemunho dele “em Jerusalém, em toda a Judéia e a Samaria, e até os confins da terra” (At 1, 8). Foi o sinal de que Jesus havia completado sua missão neste mundo, e estava chegando a hora de a Igreja assumir a sua tarefa.
Na semana que antecede ao Pentecostes fomos chamados a rezar pela unidade dos cristãos. Fizemos isso, cientes de que é impossível ser testemunhas de Cristo sem sermos unidos. Em meio a um mundo onde existe tanta discórdia e confusão, a Igreja é chamada a testemunhar a unidade. No Pentecostes ela se reúne para acolher o Espírito Santo, consciente de que necessita da sua luz para realizar a obra da evangelização entre todos os povos. Ela invoca o Espírito Santo a que derrame seus dons sobre as lideranças para que promovam a paz e a harmonia entre todos.
A pessoa que se deixa guiar pelo Espírito Santo realiza as obras de Deus. Ela se transforma e se converte para a missão. Por isso o segredo não está em como celebrar o Pentecostes, mas sim em descobrir a forma de como o Espírito Santo se manifesta, deixando que ele sopre onde e como quiser.
Ao celebrarmos a festa de Pentecostes neste domingo, abramos nossos corações e deixemos que o Espírito de Deus nos enriqueça com os seus dons, para que nos transformemos em verdadeiros “discípulos missionários de Jesus Cristo”.
Dom Canísio Klaus
Bispo de Santa Cruz do Sul - RS
Fonte: CNBB
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