Quinta-feira, 22 de junho de 2017 - 05h04
Essa guerra que Temer está movendo contra a JBS, uma das maiores exportadoras e empregadoras brasileiras, em meio a uma grave crise econômica, além de ser um tiro no pé pode ser facilmente enquadrada no artigo 344 do Decreto Lei 2848 de 7/12/1940 referente a coação de testemunha ou parte e que é punida com pena de prisão:
Art. 344 - Usar de violência ou grave ameaça, com o fim de favorecer interesse próprio ou alheio, contra autoridade, parte, ou qualquer outra pessoa que funciona ou é chamada a intervir em processo judicial, policial ou administrativo, ou em juízo arbitral:
Pena - reclusão, de um a quatro anos, e multa, além da pena correspondente à violência.
Não há como não admitir que as medidas tomadas por Temer contra a JBS podem ser definidas como graves ameaças a Joesley, parte do processo, que têm o intuito de coagi-lo a rever suas acusações.
“Se continuar me acusando eu te quebro; se retirar o que disse de mim eu não te quebro”.
Se o acusado está tentando intimidar, coagir ou chantagear seu acusador isso é obstrução de justiça, pois ele pressiona para obter seu silêncio. E o silêncio impede a investigação.
De maio para cá, Temer cometeu várias ameaças e intimidações: julgou suspeita a delação “premiadíssima”; chamou Joesley de falastrão e de bandido; mandou investigar as operações de compra e venda de ações e dólares às vésperas do vazamento; encomendou uma CPI da JBS; soltou todos os fiscais e cobradores pra cima das empresas; entrou com processo contra Joesley por calúnia e injúria e agora a Advocacia Geral da União quer que o TCU declare indisponíveis os bens que a JBS tenta vender para sair do buraco e arrecadar algo entre 6 e 12 bilhões de dólares.
A ordem é clara: quebrar a JBS.
Não me lembro de algo parecido na política brasileira, em qualquer época: o presidente da República patrocina uma luta fratricida contra um dos maiores empresários do país, o que pode afetar tanto o ingresso de divisas quanto aumentar o desemprego.
Em vez de criar mais empregos o governo destrói os que já existem, culpando os empregados pelas trapaças dos patrões.
Joesley sabe que, enquanto o governo Temer durar a JBS estará em perigo, por isso o seu foco número 1 é derrubar Temer o quanto antes.
Temer sabe que, enquanto Joesley não parar de falar seu governo estará em perigo, por isso seu foco número 1 é quebrar a JBS o quanto antes.
O duelo apenas começou.
Ou Joesley acaba com Temer ou Temer acaba com Joesley.
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