Segunda-feira, 19 de julho de 2021 - 08h25

O governador de Rondônia, Marcos Rocha, ainda não disse se
disputará a reeleição. Recente pesquisa eleitoral o coloca no final da fila de
possíveis competidores, com mirrados cinco por cento das intenções de voto,
atrás, inclusive, do eterno candidato do PT. Lembrando que Rocha entrou na
disputa de 2018 como azarão. Foi crescendo nas pesquisas, crescendo, e acabou
no segundo turno, desbancando um adversário experiente.
Naquela época, Rocha contou com o apoio de um cabo eleitoral
forte, que ostentava extraordinários índices de popularidade. Tanto que chegou
à presidência da República se fazer muito esforço. Jair Bolsonaro não apenas
emplacou a candidatura de Rocha, como também foi decisivo na vitória de vários
candidatos a governos estaduais, ao senado e à câmara dos deputados.
Hoje, porém, a realidade é completamente diferente. Quer
queira, quer não queira, a popularidade do presidente Jair Bolsonaro vem
caindo, significativamente. Atribui-se à perda de credibilidade a maneira como
ele se comportou diante da pandemia da covid-19. Some-se a isso o estrago que a
CPI da Pandemia vem causando na imagem do governo. Ainda está na memória de
muitos rondonienses a promessa de aquisição de um milhão de doses de vacinas contra
o coronavirus. A verdade nua e crua é que as vacinas até hoje não chegaram. O
fiasco custou caro a imagem do governo Marcos Rocha. O anúncio foi um tiro no
pé.
Apesar disso, ainda tem quem acredite que o governador tem
cacife eleitoral suficiente para disputar a reeleição em pé de igualdade e,
consequentemente, lograr êxito. Fazer o quê? Sonhar é livre. Ocorre que entre o
sonho e a realidade normalmente há um fosso abissal, um caminho sinuoso, cheio
de obstáculos quase intransponíveis. Ingenuidade, contudo, é achar que o pleito
de 2022 será igual ao de 2018. Ledo engano, começando pelos protagonistas, mas
parece que muita gente, por ingenuidade ou até mesmo desconhecimento das
grandes lições da história, insiste em repetir gestos e atos que nada têm de
novos, tampouco contribuem para melhorar os costumes políticos.
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