Sábado, 11 de outubro de 2014 - 05h59
Dom Pedro Carlos Cipollini
Bispo de Amparo (SP)
Entre os santos de Deus está em destaque Maria, mãe de Jesus ( Mt. 2,1; Mc 3,32; Lc 2,48; Jo 19,25). É com a Bíblia na mão que a chamamos bem-aventurada. O povo louva Maria porque Deus a escolheu para ser mãe de seu filho Jesus, nosso único salvador. Ela é bem-aventurada porque acreditou!
São milhares os devotos, centenas os santuários dedicados à Mãe de Jesus. No Brasil a lembramos a festa de Nossa Senhora Aparecida, Padroeira do Brasil, que hoje celebramos com alegria. Todo o Brasil conta com inúmeras Igrejas a ela dedicadas, em especial a Basílica Nacional de Aparecida . Muitas mulheres levam em seus nomes uma homenagem a Maria: Aparecida, do Carmo, da Graça, de Fátima, de Lurdes, da Penha, etc.
O culto a Maria se funda na Palavra de Deus: “Isabel cheia do Espírito Santo exclamou: bendita és tu entre as mulheres e bendito é o fruto do teu ventre... Bem-aventurada aquela que acreditou...”(Lc 1,41-42;45). O Espírito Santo inspirou Isabel para reconhecer Maria como bem aventurada.
Maria recebeu de Deus a plenitude da graça e por isso é saudada pelo Anjo como “cheia de graça” (Lc 1,28). A mesma Maria, reconhecendo sua pequenez de serva disse: “Todas as gerações me chamarão de bem-aventurada” (Lc 1,48). Durante a vida, até a última provação, quando Jesus morre na cruz diante dela, sua fé não vacilou. Por isso a Igreja venera em Maria a realização mais pura da fé. O povo ama seu Filho Jesus Cristo “autor e consumador da fé” (Hb 12,2). Ama sua mãe, fiel discípula, a primeira que nele acreditou, aderindo ao plano de Deus, quando da anunciação do Anjo.
A devoção à Virgem Maria faz parte do culto cristão. Porém, o culto a Maria, mesmo sendo singular, é diferente do culto que se presta á Santíssima Trindade. Ao Deus Uno e Trino: Pai, Filho e Espírito Santo, nós adoramos. Enquanto a Maria nós veneramos. Este culto de veneração se justifica porque ela é reconhecida como Mãe do Filho de Deus, é saudada como “a Mãe do meu Senhor” (Lc 1, 43). O concílio de Éfeso (ano 431) reconheceu Maria como Mãe de Deus: Mãe de Jesus, o Deus encarnado.
Maria não afasta de Jesus, pelo contrário, pede-nos que sigamos seu Filho: “Fazei tudo o que Ele vos disser” (Jo 2,5). Ela não é o centro da fé, o centro é Jesus. Porém Maria faz parte do centro . Ninguém como Maria teve tanta ligação com Jesus: ela o trouxe em seu ventre por nove meses, conviveu com Ele em Nazaré por trinta anos e o seguiu fielmente toda sua vida.A carne de Jesus veio de Maria.
Maria de Nazaré, “Nossa Senhora” como a chamamos com carinho, nos ajuda a crescer na fé em seu filho Jesus. Aproximemo-nos dela e ela nos ajudará a compreender os segredos de Deus revelados em seu filho Jesus, o qual ao morrer na cruz a entregou como mãe de seus discípulos ( Jo 19,27). Por isso podemos aclamar: Viva a mãe de Deus e nossa!
Fonte: CNBB
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