Segunda-feira, 20 de setembro de 2021 - 18h55

A necessidade, urgente e inadiável, de um mínimo
de consenso nacional a respeito de nossos mais graves problemas e como
superá-los vem sendo empurrado com a barriga por muitos com assento no
Congresso Nacional. Não é de agora que se ouve falar na possibilidade de taxar
as grandes fortunas, mas até hoje a ideia ainda não saiu do campo das boas
intenções para tornar-se realidade. Nesse sentido, o então presidente Fernando
Henrique Cardoso chegou a ensaiar alguma coisa, mas a proposta acabou adormecida
numa dessas gavetas da burocracia oficial.
Agora chegou a vez de o senador Randolfe Rodrigues
(Rede) tentar algo semelhante. Por meio do Projeto de Lei nº. 101/2021, o
representante do Amapá quer taxar os patrimônios acima de quatro milhões e
meio, com uma alíquota que ficaria entre 0,5% e 5%, conforme a fortuna do
contribuinte. O dinheiro seria aplicado em ações e serviços de saúde, mas a
proposta tem desagradado a fina flor da esperteza empresarial, a que concentra
fortunas incalculáveis em bancos europeus, ou em apartamentos luxuosos em
Miami, indiferente à miséria de muitos brasileiros que vegetam na mais abjeta
inanição, embora se reconheça que a maioria do empresariado brasileiro é
constituída de autênticos heróis, que vem dando plantão na moralidade e no
futuro deste país.
Durante as campanhas eleitorais, políticos enchem
a boca para condenar a fome e o desemprego, mas quando têm a chance de criar mecanismos
que possibilitem uma distribuição de renda com salários decentes aos cidadãos,
o que se vê é exatamente o contrário, com o fisiologismo deitando solto,
sobrepondo-se às legitimas aspirações da sociedade. Não se discute a
importância do projeto do senador Randolfe, mas duvido que ele dê certo. Não no
Brasil.
Quinta-feira, 5 de fevereiro de 2026 | Porto Velho (RO)
Segurança pública – o assunto que vai dominar os debates da campanha eleitoral de 2026
Não é a saúde. Não é a educação. Apesar de serem considerados setores essenciais à população, o assunto que vai dominar a campanha eleitoral deste a

Enquanto os do Olimpo se alimentam da claridade que fabricam, os da Névoa navegam na bruma que lhes deixam e ambos, sem o saber, são reflexo um do

Marcos Rocha: de volta ao jogo político?
Pelo que se tem lido na imprensa, parece que o governador de Rondônia, cel. Marcos Rocha, encontrou um partido para chamar de seu. Trata-se do PSD,

BR-364: pedágio veio para ficar
A cobrança do pedágio na BR-364 não é uma novela mexicana como muitos, de forma confortável, ainda pensam. Muito menos achar que, de uma hora para o
Quinta-feira, 5 de fevereiro de 2026 | Porto Velho (RO)