Segunda-feira, 16 de março de 2026 | Porto Velho (RO)

×
Gente de Opinião

Opinião

Rondon, o republicano - Por Júlio Olivar



Por Júlio Olivar

Em 1889, ano da proclamação da República, o mato-grossense Cândido Mariano da Silva Rondon era ainda um alferes-aluno da Escola Militar da Praia Vermelha, no Rio de Janeiro. Estava com 24 anos e foi designado portador do ato oficial dirigido à Marinha dando conta de que, naquele 15 de novembro, o País passaria a ser uma república; passaria a ser oficialmente denominada  Estados Unidos do Brasil pela Constituição de 1891.

Fiel discípulo de Benjamin Constant (ministro da Guerra e Educação à época), morto um ano e dois meses depois da proclamação, Rondon o definia como "o mentor e fundador da República" e foi ele também o influenciador do jovem militar na adoção, mais tarde, da Igreja Positivista à qual ele professou sua crença até o fim de seus dias.

Dois meses após a proclamação da República, Rondon conquistou a patente de primeiro-tenente de artilharia, por serviços relevantes à Proclamação da República. A oficialização foi publicada no mesmo ato em que o primeiro presidente do Brasil, Marechal Deodoro, foi promovido a Generalíssimo e Constant a general, em 7 de janeiro de 1890. A reverência ao mestre era tão imperante que o único filho homem de Rondon foi batizado Benjamin. Há, hoje, um bisneto dele também com esse nome.

Ainda em 1890, Rondon fez-se bacharel em Ciências Físicas e Naturais na Escola Superior de Guerra; professor de Astronomia, Mecânica Racional e Matemática Superior. Neste mesmo período, o atual patrono de Rondônia começou seu trabalho heroico de expansão das linhas telegráficas que o fez andar pelos sertões o equivalente a duas voltas ao Planeta Terra. Foi indicado três vezes ao Prêmio Nobel.

Portanto, hoje, 15 de Novembro, lembro da figura do grande republicano brasileiro e, oficialmente, Herói da Pátria Marechal Rondon, cujo nome o estado de Rondônia (significa Terra de Rondon) homenageia. Até na lápide de seu túmulo consta o pensamento positivista, de Augusto Comte, que inspirou os principais articuladores da proclamação da República e também o lema presente na nossa bandeira nacional: Ordem e Progresso (originalmente, deveria ser Amor, Ordem e Progresso, tal qual no túmulo de Rondon: "O Amor por princípio e a Ordem por base; o Progresso por fim" (em francês, L'amour pour principe et l'ordre pour base; le progrès pour but.).

Júlio Olivar é escritor, presidente da Academia Rondoniense de Letras e superintendente estadual de Turismo em Rondônia.

Gente de OpiniãoSegunda-feira, 16 de março de 2026 | Porto Velho (RO)

VOCÊ PODE GOSTAR

Aliados começam a assumir postos importantes no governo, de olhos voltados para a eleição deste ano

Aliados começam a assumir postos importantes no governo, de olhos voltados para a eleição deste ano

            Pode-se utilizar quaisquer adjetivos, substantivos, analogias. Mas a verdade é que está iniciando, na reta final da administração Marcos

Vorcaro, uma bomba ambulante prestes a explodir!

Vorcaro, uma bomba ambulante prestes a explodir!

Estava pensando outro dia como Daniel Vorcaro conseguiu montar uma máquina de corrupção tão sofisticada, a partir de um banco modesto, sem nenhuma e

Os Lusíadas e o espelho partido do mundo

Os Lusíadas e o espelho partido do mundo

Do Adamastor, o gigante de pedra e medo, ao tempo do Diabo contra o Diabo, onde já não há deuses, só abismos a fitarem-se Em 12 de março, sopram quatr

Precisamos da bomba atômica

Precisamos da bomba atômica

O Brasil precisa urgentemente de ter uma bomba atômica. Não! Não é para atacar ninguém e muito menos para jogar em nenhum outro país, mas para impor

Gente de Opinião Segunda-feira, 16 de março de 2026 | Porto Velho (RO)