Sábado, 10 de dezembro de 2016 - 11h01
Nunca antes na história passamos por isso: as três maiores autoridades do país denunciadas por corrupção ao mesmo tempo.
O presidente da República e os ministros mais importantes.
O presidente da Câmara dos Deputados.
O presidente do Senado.
É uma situação inédita, esdrúxula, inaceitável e que coloca o Brasil além de nos últimos lugares do mundo em educação, também na lanterninha em probidade.
Um presidente da República tem condições de continuar governando e se preocupando com as urgentes questões nacionais – especialmente numa crise gigante em que estamos - se a cada dia tem que se ocupar cada vez mais com questões pessoais nada abonadoras que insistem em manchar a sua biografia?
Ele é parte da crise, não a solução.
Um presidente que faz parte da crise não tem como tirar um país da crise.
Um presidente que faz parte da crise não tem credibilidade para convencer o país de que suas propostas vão tirar o país da crise.
Um presidente em crise não tem moral para negociar com presidentes de outros países.
Se Temer ainda tem algum amor pelo Brasil deveria renunciar até 31 de dezembro.
Seria uma renúncia benfazeja porque garantiria a realização de eleições diretas já em 2017.
Isso daria um novo ânimo em meio a tantas notícias ruins.
E um novo ânimo é indispensável para a economia se levantar.
Trabalhadores desanimados não levantam economia alguma.
Se Temer não renunciar o que nos espera são eleições presidenciais indiretas, pois ele e seu frágil ministério não vão se segurar até as eleições de 2018.
A pinguela vai ruir antes.
O pato amarelo não tem como ajudar o pato manco.
Renuncia, Temer!
Qualquer outra decisão será pior para você e para o país.
Alex Solnik é jornalista. Já atuou em publicações como Jornal da Tarde, Istoé, Senhor, Careta, Interview e Manchete. É autor de treze livros, dentre os quais "Porque não deu certo", "O Cofre do Adhemar", "A guerra do apagão" e "O domador de sonhos"
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