Quinta-feira, 30 de abril de 2026 - 15h07

Jorge Messias, ministro da
Controladoria-Geral da União (CGU), teve seu nome vetado para ocupa uma vaga no
Supremo Tribunal Federal (STF), no lugar de Luiz Roberto Barroso, que pediu
aposentadoria antecipada justificando motivos pessoais, hipótese na qual muita
gente não acredita, mas isso não vem ao acaso agora.
O assunto do dia é a rejeição de
Messias pelo Senado. Por mais que o fiel escudeiro do presidente Lula tenha se
esforçado para tentar convencer os parlamentares de suas eventuais boas
intenções, as evidências falaram mais alto. As juras de amor à liberdade de
expressão e o respeito aos direitos individuais e coletivos não foram
suficientes para evitar a derrota imposta pelo senado ao governo petista. Nem
os R$ 12 bilhões em emendas parlamentares empenhados pelo governo antes da
sabatina de Messias na CCJ do Senado garantiram a aprovação do escolhido pelo
presidente Lula.
Messias foi atropelado pelo rolo
compressor pilotado pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre, que teria
trabalhando com afinco pela sua rejeição. Isso porque, o preferido de
Alcolumbre para o STF era o senador e ex-presidente da Casa Rodrigo Pacheco.
Messias pode colocar a cabeça no travesseio e dormir tranquilo. Ele não perdeu
nada. Como servidor de carreira, vai continuar exercendo suas atribuições na
CGU. É claro que ocupar uma vaga no STF seria a coroação de uma vida
profissional, mas não deu, paciência! No fundo, quem perdeu mesmo foi o presidente
Lula. A derrota mostrou que o governo não só perdeu a capacidade de articulação
como também a credibilidade. E, o que é pior, vai entrar para a história como o
primeiro chefe do executivo em 132 anos a ter uma indicação rejeitada para o
STF.
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