Porto Velho (RO) quarta-feira, 25 de novembro de 2020
×
Gente de Opinião

Opinião

Qualidade do ensino superior em pauta



Qualificação do ensino superior: uma bandeira nacional para que acadêmicos não deixem a desejar no mercado de trabalho. Aliás, o fato de concluírem seus respectivos cursos deveria ratificar a condição em desempenhar satisfatoriamente suas áreas de expertise, num modelo amplo de produção do conhecimento. Os testes sobre essas competências, contudo, são incipientes. A amostragem chama-se Exame Nacional de Desempenho de Estudantes (Enade).
 
O Enade é usado pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacional (Inep) – vinculado ao Ministério da Educação – para compor índices que medem a qualidade de cursos e instituições de ensino superior. A partir dos resultados aferidos, o Instituto encontra subsídios para projetar a melhoria do ensino. Lembrando que, no histórico escolar do graduando, fica inscrita somente a situação regular em relação a essa obrigação, comprovada por sua efetiva participação ou, quando for o caso, por motivos de dispensa oficial.
 
Ademais, o Enade é um termômetro razoável, apenas isso. Uma prova aplicada periodicamente, para ingressantes ou concluintes, que engloba conteúdos programáticos das mais diferentes ciências. No próximo domingo, acontecerá uma nova edição do teste, em todo o país. Eu participarei dela, representando o curso de jornalismo de minha universidade. Pretendo fazer o melhor, ciente, entretanto, que a qualidade do ensino necessitaria um método mais abrangente.
 
Em relação ao ensino superior, há duas querelas que dificultam o processo educacional. A primeira é o método dos professores. Há docentes que ainda demoram a entender o que é esta é geração Y, a geração da internet. O alunato não consiste mais em uma audiência passiva, que aguarda o mestre expor seus conhecimentos no quadro negro. São indivíduos inquietos por natureza, impermeáveis a conteúdos monótonos. A abordagem das antigas escolas, nos moldes aula-palestra, portanto, não mais encontra receptividade. É preciso investir na interatividade.
 
A nota do Enade representa um fragmento do que discentes aprendem na universidade. Revela o empenho individual do estudante, não o contexto de turmas inteiras. Para avaliar sem margem de dúvidas, equipes do Ministério da Educação deveriam fiscalizar as instituições de ensino dentro de suas particularidades – com o rigor necessário. E por critérios técnico-pedagógicos, não exclusivamente teóricos. Métodos de aula, por exemplo, não entram na esfera da avaliação da prova. Entra apenas a presunção de que, obtidos resultados ruins, tais métodos não são satisfatórios. Essa é a realidade.
 
Gabriel Bocorny Guidotti
Bacharel em Direito e estudante de Jornalismo
 
Porto Alegre – RS
 

Mais Sobre Opinião

Hildon Chaves deverá vencer as eleições muito facilmente, se a Cristiane não se reposicionar junto aos eleitores

Hildon Chaves deverá vencer as eleições muito facilmente, se a Cristiane não se reposicionar junto aos eleitores

Até o momento, ao que tudo indica, parece que a definição sobre quem será o próximo prefeito ou prefeita de Porto Velho é “favas contadas”. O atual

Respeito a decisão do Vinícius, mas não concordo

Respeito a decisão do Vinícius, mas não concordo

Recebi de um amigo um vídeo em que o candidato à prefeitura de Porto Velho, Vinicius Miguel - em quem votei no primeiro turno da eleição de domingo (1

Os náufragos de 2020

Os náufragos de 2020

Não foi apenas o presidente Jair Bolsonaro que saiu perdendo nas eleições municipais de 2020. A esquerda foi massacrada nas urnas. Exemplo disso é o

O recado das urnas

O recado das urnas

A renovação substancial da Câmara Municipal de Porto Velho, além da decepção causada a muitos dos que atualmente exercem mandato de vereador, há de