Terça-feira, 10 de dezembro de 2013 - 22h11
Dom Paulo Mendes Peixoto
Arcebispo de Uberaba (MG)
“Deus demora, mas não falta”. É importante esperar, mas uma espera ancorada na fé e na prática da caridade. Não ser envolvido com estas realidades, com facilidade, cai-se no vazio e numa vida sem sentido. Isto faz parte das realidades mais profundas do ser humano, que busca incansavelmente sua plena realização.
No passado o povo de Israel esperava a chegada de um líder que pudesse comandar tropas, guerrear e conquistar espaços. O profeta anuncia a chegada do Emanuel, Deus conosco (Is 7, 14). Esse fato se concretiza no tempo do Natal, com o nascimento de Jesus Cristo, que veio com intenção e práticas totalmente inversas do pensamento popular do seu tempo.
Em vez de guerras fratricidas, Jesus anuncia uma proposta diferente, propondo uma “boa notícia” focada na vida e não na morte. Em vez de liderar represálias, esteve sempre do lado do povo, principalmente dos mais carentes e abandonados. Ele vem curar os corações abatidos e proporcionar dignidade para as pessoas.
A espera foi longa, mas o momento chegou. Realmente Jesus nasceu como “salvador da pátria”, acabou não foi entendido porque tinha e tem outros princípios. Ele vem como agente de salvação, seguindo os passos dos grandes líderes de libertação do passado. Podemos citar o caso de Abraão, de Moisés, de Josué e muitos outros.
Vivenciar o verdadeiro sentido do Natal significa ter proximidade com o Senhor. Aliás, Natal é todo dia e nem depende de tempo. Supõe que os corações e as mentes sejam trabalhados por uma boa catequese. Isto capacita as pessoas para se tornarem “servas do Senhor”, servindo as pessoas com grande espírito de humildade, doação e dedicação de forma fraterna e cristã.
Que o Natal seja momento forte de celebração da fé. Isto deve ser relacionado com as dinâmicas da vida. É festa que ilumina as dimensões da espiritualidade cristã, conseguindo aproximar o Senhor do cristão e das pessoas e vice versa. É como deixar Deus tocar na vida do ser humano para que ele seja elevado em sua dignidade de vida.
Fonte: CNBB
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