Quarta-feira, 21 de janeiro de 2026 | Porto Velho (RO)

×
Gente de Opinião

Opinião

Por que abandonam a igreja?



Por Humberto Pinho da Silva

Eis a pergunta que crentes e sacerdotes interrogam, e não encontram resposta.

Será porque os cultos não são atrativos? Ou será que os ministros de Deus pregam com palavras, que saem da boca, mas não as sentem no coração?

Estando em Roma, a conversar com franciscano, que veraneava em Itália, este declarou-me: “O padre católico, alicerça as homilias com vocábulos vernáculos, recheadas de erudição”.

Podem ser belas, agradáveis ao ouvido dos cultos, mas incompreensíveis para o homem comum. Será, por isso, que o povo se afastou do templo e da doutrina de Cristo?

Ouço dizer, e com razão, que o melhor evangelista é o que pratica, o que diz acreditar.

Quem assim assevera, pensa que o abandono da prática religiosa deve-se ao facto de alguns pastores seguirem o conselho do famoso Frei Tomás, que escreveu na porta do gabinete:

“ Faz o que ele diz e não o que ele faz”.

Outros, queixam-se que os pais deixarem de rezar com os filhos, e as famílias já não são, como eram antigamente: cumpridoras dos seus deveres morais, o que esmorece a fé, mormente das crianças.

Sabemos – crentes ou não, – que a prática da doutrina de Jesus, viver o cristianismo é muito difícil, principalmente para jovens, que se julgam imortais.

Algumas vezes, também, escuto – que os nossos templos são “frios”.

Muitos gostariam de encontrar, na Igreja, refugio para a solidão. - os velhos para conviverem; os novos para conhecerem outros jovens.

As comunidades são grandes. Ao sacerdote é humanamente impossível ser omnipresente. A maioria dos fiéis permanece na Igreja, como solitário em ilha deserta, em pleno Pacifico.

Por último: há os que frequentam o templo para aproveitarem oportunidades… e  o mau exemplo só serve para desacreditar a Igreja.

Há, também, os que pensam: se a Igreja fosse mais “ maleável”; se plasmasse à vida moderna; se desse acesso ao sacerdócio à mulher; ou pelo menos, os padres fossem casados, tudo seria diferente.

Que seria diferente, acredito, mas se seria melhor, duvido: porque cristianismos não são: palavras, eventos, congressos, nem cerimónias, mas conduta para pautarem a vida.

Conduta difícil….até quase impossível, para muitos….mas modo de estar na vida, para se poder entrar na outra Vida.

Gente de OpiniãoQuarta-feira, 21 de janeiro de 2026 | Porto Velho (RO)

VOCÊ PODE GOSTAR

Com o final da Operação Sutura, é hora de avançar na melhoria da assistência médica do Ipam

Com o final da Operação Sutura, é hora de avançar na melhoria da assistência médica do Ipam

Com o final da Operação Sutura, realizada pela Polícia Civil, em parceria com o Ministério Público de Rondônia, identificando responsáveis de possív

Rainer Rilke à luz de Nuno Álvares Pereira

Rainer Rilke à luz de Nuno Álvares Pereira

O Indivíduo na sociedade e a sociedade no indivíduo: Ninguém se pensa sozinho Não existe um “eu” puro fora do “nós”, nem um “nós” abstrato que dispens

Ipam é alvo de operação policial

Ipam é alvo de operação policial

O Instituto de Previdência e Assistência dos Servidores Públicos do Município de Porto Velho (Ipam) voltou ao noticiário. Não, evidentemente, pela q

Carta-Aberta aos candidatos à Presidência da República portuguesa

Carta-Aberta aos candidatos à Presidência da República portuguesa

Aos onze Candidatos que aspiram representar a Nação:Escrevo esta carta não apenas em meu nome, mas na qualidade de porta-voz de milhões de portugu

Gente de Opinião Quarta-feira, 21 de janeiro de 2026 | Porto Velho (RO)